Alors regardez..."Poésie"

Mardi 31 janvier 2012 2 31 /01 /Jan /2012 10:41

Adoro a minha cidade
Auteure des Photos sur cette page: Maria Teresa Megre "olhares.com"

Ter saudades!!! (mot...âme portugaise)

 

Isto de ter saudades é qualquer coisa de muito esquisito. É!

É talvez uma voz interna que se desdobra, com algumas visões

sempre insolúveis.

Como um mar de palavras redescobertas, no meio de horas um

pouco incertas...

Como uma fome, um desejo do tempo que se partiu...

Um mar de velhas águas que um dias em nós se enrolou. E nunca

mais se viu!

Ou uma raíz que adormeceu, renascendo aqui, coalhada de

esperanças!

Na vertigem onde nos encontramos, elas são as asas que se abrem

para podermos subir ou descer nas encostas da vida!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

30/01/2012

Em vias de extinção

 

Céu Nublado

 

Quando os Deuses Pintam

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mardi 17 janvier 2012 2 17 /01 /Jan /2012 10:13
 
O luar de Maio 

Auteur: Dida Ferreira "olhares.com"

Luar de Maio - 2
la nuit!

 

il y a

la nuit

       dans sa noirceur.

et le froid

 enveloppé de nuit,

déraillant contre nos corps.

 

la peau se froisse

entre chaud et froid.

et,

nous sommes aveuglés

par des lumières collées

sur le dos de la nuit

                -noire-

comme une olive du midi.

 

nos têtes tournent

à droite, à gauche,

en quête d’un point blanc

dans le noir de la nuit.

et se cognent, contre l’heure

du cadran de l’horloge

de l’église solitaire

pliée, fermée, à la nuit.

 

nous marchons

d’angle en angle,

à quêter le secret caché

               de la nuit.

une mer d’étoiles

-filantes ou pas- défilant,

comme les suffragettes

dans les fêtes du village.

 

parfois,

la nuit coule,

telles les pluies du printemps.

et traîne sa tête,

                contre nos épaules.

lourde, la nuit

mutilant les paysages du jour…

quand elle s’allonge sur la ville

et, s’endort tranquille !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

14/01/2012

Do negro da noite ...

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Nouvelles d'ici et d'ailleurs
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Vendredi 6 janvier 2012 5 06 /01 /Jan /2012 10:00

 

O traçar do rumo

 

Estou há quantos anos a tratar do rumo?!

Do meu e, dos rumos dos outros. Do rumo do meu País, agarrado

a outros, vindos de todos os  continents no mundo...

Do rumo da Língua portuguesa não só em Portugal, mas ainda

aqui no estrangeiro.

A Língua não pode ser sómente uma decisão. Ou, um decreto...

Ela navega há séculos, no percurso do rio da nossa história. Ela

é ao mesmo tempo a nossa memória viva e morta. E, o nosso

futuro, integrado na lusofonia, isto é no triângulo da L.P.!

 

Porque hoje, querem transvasar a língua para o Brasil e, eu sinto

perder-se agora, a minha identidade. 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

05/01/2012

 

(este artigo que segue já foi publogado em 2010!)

 

O silêncio conhece.

Rumo...Cap...

 

Rumo

com estas garras dos sentidos

agarradas ao mar

da minha vida

rumo

como um prelúdio

de amor sem fim

numa carícia por aí perdida

na alma do tempo

rumo

diante do mar aberto

numa estranha forma da vida

onde por vezes a claridade

anda perdida

em danças de vagas

cada vez mais altas

onde os navios mergulham

sem motivo

e com certeza

rumo

numa perigosa lucidez

a dar-me coragem talvez

nesta hora onde me habitas

e esse olhar onde existo

no meu rumo fluctuante

é um albergue vazio

ou uma saudade estranha

enleada numa ilha

onde fica a nostalgia

e o lindo sonho do dia

rumo

a cantar os meus amores

a levantar a liberdade

a matar as minhas dores

e o exílio do desejo

rumo

numa cantata infinita

misturada ao teu beijo

onde me vi e me vejo

Rosario Duarte da Costa

Copyright

03/12/2010

 

Quem sou?

 

 

 

Lá se vai, em pleno viver...Tão lindo...!!!

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Mercredi 4 janvier 2012 3 04 /01 /Jan /2012 10:44

ícaro

Auteur des Photos sur cette page:Jorge Sarmento "olhares.com

 

horizon

 

Rêves

 

Quand elle était gamine, elle n’a jamais pensé être professeur,ni infirmière, ni maîtresse de maison…

Elle rêvait simplement de rêver et, dans un vol d' Icare conduire un avion, et descendre en parachute sur le sol allemand, sans savoir pourquoi, ni pour qui !

 

Elle a grandi. Et, elle est devenue infirmière à ses heures, enseignante un certain temps, maîtresse de maison tout le temps…

Mais, elle n’a jamais conduit un avion, ni fait de parachutisme. Elleconduit à peine sa vie, comme un aviateur!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

03/01/2012

 

Gentle drinker

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Jeudi 17 novembre 2011 4 17 /11 /Nov /2011 10:34

Martelar 

Auteur des photos sur cette page:  Nicolau Wallenstein"olhares.com" 

 

  des bruits de marteau

 

    ces bruits de marteau, comme autrefois

    quand les machines marchaient au pas…

   

    en ces temps où, les corps s’agitaient

    entre ferrailles poussières, ils crachaient

    par temps de chaleur, de pluies et neiges.

   

    et l’humain suant des pieds à la tête

    attendait son sommeil, -comme un jour de fête…

   

    c’était :

    un torrent d’humains jetés sur des fourneaux

    comme des soldats en action dans tous les lieux,

    sous un ciel ouvert jusqu’à l’horizon.

    des bâtisseurs du monde fuyant froids de la famine,

    écrasés par le travail à l’usine

    ou, sous le poids des champs les mines !

  

   ces bruits de marteau, aujourd’hui comme hier,

    me font penser à l’âme humaine, secouée par l’hiver.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

16/11/2011

 

O Baleeiro...

 

Moinhos I

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Dimanche 13 novembre 2011 7 13 /11 /Nov /2011 10:46

...Espuma de mar...

Auteur dse photos sur cette page:**Nancy de Argentina** "olhares.com"

 

Velero

 

Le doux-amer de la mer

 

la mer se dénude de toutes ses écumes

et bave les sables pour en faire des dunes.

l’eau s’étend comme un drap de lit

depuis le matin et bien au-delà de midi ;

salée, piquante, du bas en haut,

elle frappe les plages avec son râteau !

 

ton corps étendu sur les sables blancs

prend tous ses arômes et tous les tons,

de cette mer, bleue, verte, grise, ou noire,

qui te bronze la peau, pour se faire voir.

 

et tu t’étends dans toute ta longueur

t’ouvrant au ciel comme une belle fleur.

arrive le vent avec des gestes doux,

et te fait balancer un peut partout.

 

ton corps dénudé devant la mer nue

qui danse et qui danse toute émue.

et la mer déshabillée penchée sur toi

te dit : viens ici,  ne t’en vas pas.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

11/11/2011

 

...

 

Aguas claras

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Nouvelles d'ici et d'ailleurs
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Jeudi 15 septembre 2011 4 15 /09 /Sep /2011 10:21

 

 

saída

Auteur des Photos sur cette page: Paulo S. "olhares.com"

sublimar

 

in decisão

 

um fado, saído do silênçio... entre noite e madrugada!

 

o vapor passa-te diante dos olhos

que tu fechas para te veres melhor

                            por dentro na tua escuridão.

e o sonho vai-se aproximando de ti

oscilando num balançé -já velho- vindo da infância.

ele oscila, como o cadrão do relógio antigo,

para dar sempre a hora certa, nesta vida incerta.

alguma coisa é ainda passado, enquanto que a outra

já presente, balança para o futuro. um futuro incerto,

que não consegues captar no sonho...

 

percorres o tempo, a partir dos dias em que vivês-te,

e ele constrói-se sózinho sem o teu viver.

há em ti uma fixação constante no tempo e, nas estações:

boas ou más; as quentes ou frias. com todas as marcas

das noites e dos dias, tricotados nas horas, com a lã

dos minutos, enleada com os fios de segundos.

percorres o tempo, e perdes-te nas estradas antigas

entre ciprestes e jardins antigos. o céu aberto

deixa caír nuvens esbranquiçadas sobre velhas árvores

mutiladas. olho-te. como se estivésses plantado

na cena de um teatro qualquer. não tenho palavras.

não tenho palavras para te dizer que a nossa vida não é tempo.

é um barco. um barco levantado entre noite e madrugada.

é som.  e palavra... entrando pela porta da manhã. um altar

onde tocamos as guitarras da vida. é um fado. um fado,

saído do silênçio... entre noite e madrugada!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

14/09/2011

 

N.Bene:

L'auteur de ces photos est digne d'être connu. Je l'aime beaucoup!

 

mascara

 

karmacoma
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mercredi 14 septembre 2011 3 14 /09 /Sep /2011 11:07

  ...

 

Auteur des photos sur cette page: :Dionísio "olhares.com"

 

Sabugal

Tudo é perigo

 

o sol que nos aquece e que nos queima.

o amor que nos brûle o corpo e a alma.

é a palavra moldada de incertezas,

e o coração batendo que não se acalma.

 

e toda a luz recortada pela sombra,

com as pedras martelando a nossa vida.

é fugir da luz para a penumbra,

escondendo a nossa vida descolorida.

 

é viver com os lábios ressequidos

e dizer que nunca há tempo para dizer:

o suor e a nossa luta entre os dedos,

e deixar verdadeiramente de viver.

 

é a vida da passarada que ali esvoaça,

o ar que nos escreve e nós não vêmos.

quando a vidraça dos olhos se estilhaça

porque vivendo, já nem mesmo vivêmos.

 

são as noites contrariando os dias,

e as florestas que morrem incendiadas.

e são os murmúrios das águas escoando,

com aquelas recordações tristes e já frias.

 

e são as ligações perigosas que fazemos,

gritando velhos desejos de valiosas fortunas...

e aquelas desilusões que cada vez mais temos,

lá vamos sulcando gotas de água, uma a uma.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

12/09/2011

 

Lisboa,Torre de Belém

 

1 cravo no meio da multidão

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 14 juillet 2011 4 14 /07 /Juil /2011 10:01

 

 

 

 

 

 

Valsa a dois tempos!

num mar de amor ainda inacabado!

 

ontem ou hoje, ontem mais do que hoje, os amores honestos

que nos démos, viéram amargar-nos as bocas. foi um tempo,

um tempo infinito de carícias que resvalaram entre os nossos

corpos, entrando por estreitíssimas ruas e ruelas das nossas

vidas. foram horas, tantas horas oscilando entre nós, enleadas

em novelos de amor e de dôr, corroendo o espaço e o tempo, o

tempo no espaço, deixando traços desenhados na nossa pele.

e fôram silêncios profundos emaranhados com mil suspiros. a

fúria da carne invadindo-nos a alma e o espírito. foram!

bebêmo-nos integralmente, com un amor dito indestrutível...

confessá-mo-nos, desde o primeiro dia. como se,

confessando-nos o amor tivésse mais peso e maior profundidade!

 

mastigámos as horas, o tempo, ruminando como vacas as ervas

do dia. e dizía-mos: amanhã, o tempo virá ainda mais cheio e,

mais pleno de tudo o que é carícioso. e, esperando, as horas

corriam até às outras esquinas.

mas, o silêncio pesou. aproximou-se o barulho apoiando-se em

nós dois. palavra puxando palavra, elas entreachocaram-se, num acidente gravíssimo. o coração jorrou o sangue pelas fendas, que

as sangessugas viéram logo chupar. feridos, acabámos por morrer,

num mar de amor ainda inacabado!

Rosario Duarte dáa Costa

Copyright

13/07/2011

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Dimanche 19 juin 2011 7 19 /06 /Juin /2011 09:46

   

Images:www.wikipédia.org 

 

Antigone

 

J’ai toujours rêvé d’être Antigone. J’en avais entendu parler

lorsque j’étais jeune et, je ne me souviens même pas par qui !

C’est peut-être lorsque j’ai voulu faire du théâtre au collège.

Ou bien par mes copains, que je choisissais toujours plus

âgés que moi, parce qu’ainsi, j’avais toujours de la bonne

conversation.

Ou bien, parce que j’aimais les auteurs très anciens, comme

Sophocle avec qui en ces temps là, Antigone était encore

vierge -comme moi !

Mais, les années passant, un de mes amis me conseilla

d’acheter un livre français, dans la rue du Alecrim, à Lisboa.

Le libraire, homme cordial a du faire une commande spéciale,

(car il commandait des livres prohibés en cachette), me disant

de revenir quelques jours après.

Ce que j’ai fait. Et là, après avoir payé, il me donna le livre

enveloppé dans un papier journal en me disant de partir

naturellement et vite, avec mon livre.

Ne sachant bien quoi faire, je m’éloignais en regardant les

vitrines – comme si rien ne se passait-, je pris un café à la

Brasileira (bar, dont je vous ai si souvent parlé, en particulier

avec le poète F. Pessoa) puis, en déchirant le papier journal,

je me trouve face à face avec Jean Anouilh.

Mon cœur tapait fort, j’avais envie de m’assouvir rapidement

mais, il me fallait trouver un endroit pour le lire.

C’est alors que j’ai eu l’idée de m’acheter quelques revues

étrangères, de celles qui peuvent y entrer de partout et,

j’ai couvert le livre de J.A., avec des pages colorées, déjà à

cette époque.

J’ai fait une très longue promenade à pied jusqu’au Rossio,

puis j’ai remonté l’avenue de la Liberté pour aboutir à la

rotonde qui m’amena au Parque Edouard VII. Là, j’ai fait

mon tour habituel et, j’ai trouvé un endroit justement calme

et pratique vers la « Estufa Fria ».

D’abord, j’ai commencé à réviser un peu et à faire semblant

de prendre des notes. Car, il fallait que les gens sachent que

je travaillais pour mes études. Cela éviterait que l’on vienne

me tenir compagnie !

Reposée, disponible, motivée,  lentement, j’ai pénètre le livre

de J.A., et je suis restée quasiment sans m’arrêter, prostrée

devant les pages. De temps en temps, je restais coincée sur

un mot français mais, ma force était grande et ma volonté aussi.

Au cours de ma lecture, je me suis aperçue que Antigone

avait changé, comme nous changeons tous au fil des siècles.

Et, cette Antigone là, me plaisait encore mieux que les autres.

Antigone s’affirmait dans sa solitude, prenait du respect pour

soi. Et là, j’ai senti la communion entre elle et moi. En la

découvrant, c’était moi qui me découvrais. Comme je lui

ressemblais, d’une force!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

16/06/2011

 

 

 

 

  URGENCE!

 

 

Traces de nos mémoires !

( Le Blog www.caligrafias-iberes.over-blog com, fait partie de ceux

qui appuyent l’affaire de : Carlos Fragateiro, Margarida Santos et,

José Manuel Castanheira) !

 

J’ai décidé par solidarité avec Carlos Fragateiro ex Directeur du Théâtre

National Dona Maria II à Lisbonne, ainsi que l’auteure de la pièce

«La fille Rebelle » Margarida Santos et, le scénographe José Manuel

Castanheira, accusés par les neveux de l’ancien Directeur de la PIDE

(Police Politique de Salazar), nommé « Silva Pais »,  qui est décédé en 1981

à l’âge de 76 ans avant d’être jugé  pour les crimes qu’il aurait commis

ou fait commettre, tel l’assassinat du Général Humberto Delgado,

de joindre ceci, à la fin de chacun de mes articles jusqu’à la fin du procès.

Pour que justice se fasse dans les Tribunaux Portugais, en faveur de

L’Histoire, du respect du peuple soumis durant quarante ans au fascisme

et, en nom de la Liberté d’expression et de la vérité !

Au Portugal, du fait des bouleversements politiques, de la situation du pays

dépendant du FMI, mais aussi d’un je m’enfoutisme général, les portugais

ne se sont pas beaucoup bougé.  Ce soir, à travers la SIC,

le fils du grand écrivain Aquilino Ribeiro, s’est montré solidaire

au nom de la liberté pour la création artistique !

Par ailleurs, la fille du Général Humberto Delgado vient de manifester

le 9/06/11, sa solidarité avec Carlos Fragateiro et ses compagnons !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

19/06/2011

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alors regardez..."Poésie" - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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