confidences

Dimanche 29 janvier 2012 7 29 /01 /Jan /2012 09:55

Alguns Lugares de Amor

Auteur: Pedro Gonçalves "olhares.com"

Caminhos

 

o amor!

 

não vai o amor sempre para o lugar onde parece,

não vai...

deixa os passos cravados no caminho onde anoitece:

à esquina de uma rua, perdendo ali o eco

e ai! perde-se o amor em ruas calçetadas

deixando ali cravadas todas as suas passadas,

suspendidas ao tempo, onde o amor se perdeu.

 

ficaram secos os dias, de amor e fantasias

secaram sóis perdidos nos dias que esperavas.

mas esperando ficás-te com as pálperas cerradas

com um grito contraído, no meio das almofadas!

Rosario Duarte da Costa

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28/01/2012

The Cinema Show

 

Que Sera Sera

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Lundi 16 janvier 2012 1 16 /01 /Jan /2012 10:18

Distante

Auteur: Brito de Mar"olhares.com"

 

Une nuit. Comme toutes les nuits.

Une heure, comme tant d’autres heures…

Et, une fatigue qui ne ressemble pas à d’autres fatigues :

morale, intellectuelle et physique. Unique !                                                                 

Rosario Duarte da Costa

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13/01/2011 (publié in: facebook)

 

 Pescador

 

Tais-toi...Fais silence.

Si tu savais comme il peut nous remplir les vides!

Rosario Duarte da Costa

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13/01/2011 (publié in: facebook)

Energia 

 

T’as ancré ton amour en elle, tel le marin ancrant son bateau à

son port d’attache !

Rosario Duarte da Costa

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13/01/2012 (publié in: facebook)

 Mil Fontes

 

 

Ce n’est pas un matin froid. Si, un matin gelé...

Ce n’est pas un vendredi calme. Mais un vendredi brouillé.

Replié le ciel, pour ne pas se faire voir. Il sait que l’on pourra lui

voler du bleu.

Et cela, ce n’est pas peu !

Rosario Duarte da Costa

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14/01/2012 (publié in: facebook)

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Les chroniques de la meute
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Vendredi 13 janvier 2012 5 13 /01 /Jan /2012 10:31

 

luz de vela

Auteur: Eliana "olhares.com

 

bom dia

le visage en corniche

 

Métamorphosé en silence,

tape le bruit...

un coup de marteau

entre la perceuse à dire :

                   -je suis là aussi ! ».

 

Et l’homme démonte

casse et jette en l’air,

tous les cadres blancs

blasons d’un certain temps.

 

Tout ici chante

dans tous les sens

et tous les côtés...

il y a des grincements,

les mots ils sautillent

comme un coup de dés !

 

Et, Splash! Sur le béton

je me sens ligotée...

entre mon ordinateur

et cet air strié.

 

Et quand je m’avance

je me sens persécutée...

par les hommes à l’ouvrage

dans cet atelier !

- asseyez-vous »,

que faites-vous là ?!

 

le visage en corniche

je m’écroule dans ma niche...

Rosario Duarte da Costa

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12/01/2012

no baile

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Les chroniques de la meute
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Lundi 9 janvier 2012 1 09 /01 /Jan /2012 10:16

AS MÃOS E A ÁGUA (IV)

Auteur des Photos sur cette page:Anibal Seraphim "olhares.com"

 

AS MÃOS E A ÁGUA (I)

la poésie est urgence

de vivre,  d’aimer, de dire

avec des larmes ou un sourire

la poésie est délivrance!

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Rosario Duarte da Costa

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08/01/2012

                    Cabumm                           

                 A Ré Pública                                                                                 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Les chroniques de la meute
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Jeudi 5 janvier 2012 4 05 /01 /Jan /2012 10:29

 

 

 

 

Que tal uma cabidela!

Auteure: Graciete Dantas "olhares.com"

 

Matar o galo/Tuer le coq!

 

A primeira vez que me senti assassina

foi no dia em que a minha avó matou o galo

e, me obrigou a pegar na tijela remexendo o sangue

com o alho, para fazer a cabidela.

Foi, no quintal num fim de verão,

e, eu vi a minha avó tirar a “forca” afiada

ras o chão. Com o galo esperneando,

- como se quizésse baralhar as cartas-

num gesto esperançado ainda,

esticava as duas patas.

 

O galo deixou de cantar...

Foi ali, que me senti assassina,

por um facto e acto cometido

por ordem de outrém. Por isso, aprendi

o sentido da ordem das coisas e da humildade.

Porque só assim me poderia reconciliar

com as coisas e a vida!

Rosario Duarte da Costa

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04/01/2012

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Lundi 12 décembre 2011 1 12 /12 /Déc /2011 10:52

Rainha das alturas 7

Auteur des Photos sur cette page: Filipe Silva "Olhares.com"

De volta aos meus amigos da floresta V

Escritas na nuvem!

 

•Mais depuis combien de temps tu quêtas le bonheur?!

   Et combien d’années, de mois, de jours, d’heures, as-tu

   perdus ?

   Ne pleure pas. Ton bonheur se cache juste là : dans ta

   poche !

 

• Sexta feira, quase igual a tantas outras.

   E uma noite parecida a outras tantas.

   Só eu fico aqui, igualzinha a mim mesma!

 

• Filha do Alentejo, elemento do povo português e françês,

    átomo da Europa...

   E cidadã do mundo!

 

• Oui, c’est cela…

   A Lyon, le soleil rit à plein ciel. Vous connaissez la raison ?

   - Moi, pas !

 

• O que para mim é incrível, é esta maneira de me considerarem

   um polvo...

   Sempre de braços abertos para o trabalho. Até sábado e

   Domingo querem comer. E, nem recebo horas extraordinárias.

   Só compenso, a ler o Blogue de Maria do Rosário Pedreira!

 

• E este sol maravilhoso e frio quase me faz esquecer que aqui,

   às cinco da tarde, a noite desce, empurrando o dia!

 

• Esse País…

   Esse País  de janela aberta escancarada para  o mar…

   Nada mais é do que um barco sem leme e, nós vamos a remar,

   a remar, a remar!

 

• Eis que chegaram as ementas invernais. ..

   Esta noite foi “vitelazinha à minha modinha”. Pois não vale

   a pena copiar, quando se pode criar. Não a vitela. Sim, o prato!

   Sempre gostei de misturar gostos ocidentais e orientais.

   É, como um Poema!

 

• Quando escrevo, é o coração que eu desprego.

   E, são a Alma e o Espírito que eu deslaço

   abrindo as portas e janelas eu retraço,

   os caminhos e veredas onde eu passo!

 

• Hoje poderia estar no Estoril, em Carcavelos ou, numa ruela

   antiga da velha Lisboa.

   E, levantar voo sobre os telhados das casas, espreitando a Alfama

   ou a Madragoa.

   Mas podendo estar, eu nao estou e, levantando as asas por aqui

   voo, olhando o perto, vendo o distante - que sendo baço, se

   tornou brilhante.

 

• Há anos que escovo palavras, voltando a pendurá-las no cabide.

    E, cada vez que as vejo, releio todas as alegrias ou dôres que elas

    me déram ...

    Ás vezes, algumas tilintam, como o cristal nos dias de festa...

    Outras vezes algumas gemem, como o corpo dolorido deitado

    na cama.

    Gosto das palavras (pobres ou ricas).

    Aceito-as de todas as côres; no entanto desprezo as velhacas,

    mentirosas, engansdoras.

    Elas são-me preciosas!

 

• Este céu espesso de um cinzento quase envergonhado, e a

   sensação de que o inverno se aproxima a passos gigantescos...

   e, na proximidade natalícia há distância.

   Mas, ainda desejo acreditar na Esperança.

   Assim o espero!

 

Gâteau d’Avenir:

 

   150g de beurre de détente

     20g de levure hivernale

   200g de farine de tendresse

   150g de sucre de miel

Mélanger le tout, avec force et conviction

Ajouter 50g de solidarité

               50g de chocolat câlin

et le faire cuire au four de la douceur.

Accompagner avec un thé de joie et,

déguster lentement !

 

• Acordei em ti mãe. Como se fôsse o primeiro dia.

   Um dia, morrerei em ti. E, tu sorrirás!

Rosario Duarte da costa

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11/12/2011

 

Rainha das alturas 2u

 

Rainha das alturas 5

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 8 décembre 2011 4 08 /12 /Déc /2011 09:52

 

PRAIA DE VILA NOVA DE MILFONTES

ANJO MENSAGEIRO DO NATAL ... DA PAZ!

 

uma aguarela feita de água fria

 

podia estar na praia num dia muito quente

deitada na areia branca fina e reluzente,

vendo-te apanhar conchinhas junto à beira mar...

 

e mergulhar depois no mar em bravura

só para te mostrar a minha ousadia e loucura,

pensando que tu irias comigo mergulhar.

 

e no meio das ondas eu também dançaria,

desenhando uma aguarela feita de água fria

de sal e de rumor, num ramo de beijos.

 

e percorrer-te o corpo com o meu olhar

enfeitada de espumas e de mil desejos,

eu seria uma sereia vinda do alto mar.

 

podia ter sede de ti e da tua boca,

desejos de te sorver o corpo todo.

e aprisionar-te ali com uma corda

de algas verdes e, deitar-te no lodo.

 

então iriamos os dois apanhar canivetes

como na nossa infância já perdida.

mergulhando a dois na crueldade

e no amor partilhado à nossa vontade.

 

podia ser esse anjo que procuras,

podia!

                                                 Rosario Duarte da Costa

 Copyright

07/12/2011

PDS NAS AZENHAS DO MAR !

 

PDS NA PRAIA DA ZAMBUJEIRA DO MAR

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Lundi 5 décembre 2011 1 05 /12 /Déc /2011 10:41

Lago Agronomia

Auteur des photos sur cette page/ José Vitti "olhares.com"

 

Falcão

o meu amor

o meu amor ele veio

e o vento logo o levou,

sem me mostrar porque meio

o vento ali mo roubou.

 

quedei-me abstracta a olhar

o vento que me varreu.

mas ele redou sem parar

matando o amor que era meu.

 

deixou-me aqui só neste mundo

como uma filha orfelina.

olho p’ro mar lá no fundo

ficando aqui tão pequenina!

 

e vejo a terra a soluçar

porque ele não me quer amar!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

04/12/2011

 

No salutar da matina

 

Morning

 

 

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Les chroniques de la meute
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Mercredi 30 novembre 2011 3 30 /11 /Nov /2011 10:40

  Mist

  Auteur: Luciano Moreira "olhares.com

  Navigating in the clouds

 

moro onde estou

 

Aqui, na cidade ou, numa ilha deserta,

abro sempre a alma ao céu aberto.

Como Vargas Llosa disse: moro onde estou.

Gosto de viver . E, viver, vive-se em qualquer lado

com o espírito de todos os lugares.

Que me importa abrir os olhos

se eu nunca gostei de os fechar?!

 

Adoro abrir a janela

e roer a luz vinda do oriente;

depois prostrar-me para o ocidente

ouvindo o mar dançar entre silêncio e solidão,

com as suas ondas a recomeçar o pino,

- como um desenho ainda inacabado-.

 

E desejo sentir-te correr no riso da noite

sob o peso do ar de olhar pagão.

Então correrei para ti,

para que não suportes sózinho

todo o peso do mundo.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

29/11/2011

The gardens of babylon

O SOPRO NAS BOLHAS

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mardi 13 septembre 2011 2 13 /09 /Sep /2011 10:05

São jóias... são jóias...

Auteur: Emanuel Cordeiro "olhares.com"

 

 

Ouro... 

morrerei aqui

 

morrerei aqui.

pelo que quer que seja morrerei aqui

neste país onde nem mesmo nasci,

mas onde resido com o coração

sempre sentado na palma da minha mão.

 

tudo deixei: o sol e o mar. as praias de brancos areais

as dunas doces como um peito de mulheres.

ao longe camarinhas com o olhar sobre o castelo,

e rente às algas os búzios dançando,

quando as águas marulham desde há séculos e séculos.

sinto ainda hoje nos dedos a aspereza das rochas

onde se escondem peixinhos caranguejos e camarões .  

 

morrerei aqui.

pelo que quer que seja morrerei aqui

neste país onde nem mesmo nasci,

mas onde resido com o coração

sempre sentado na palma da minha mão.

 

agora a minha vida oscila sempre entre dois países e duas cidades

nesta espiral de vida, que se esvai como o fumo do cigarro

que tenho entre os dedos. toco nas paredes da alma

e sinto-as todas escavacadas. como as conchinhas partidas

nas praias da minha infância. existem nelas pedaços de cal

abandonados ao tempo, onde tudo é ao mesmo tempo

                                                                           claro e obscuro:

um golpe incisivo na minha carne, sangrando-me no corpo.

 

morrerei aqui.

pelo que quer que seja morrerei aqui

neste país onde nem mesmo nasci,

mas onde resido com o coração

sempre sentado na palma da minha mão.

 

aqui, resvalo ainda no encantamento de uma infância

saída de um templo que se foi para carregado de figos e de limões.

o que levou a casa branca e pequenina, com um cão ladrando

por entre o ferro forjado dos negros portões.

 

morrerei aqui.

pelo que quer que seja morrerei aqui

neste país onde nem mesmo nasci,

mas onde resido com o coração

sempre sentado na palma da minha mão.

 

todos os hábitos se foram. e outros viéram

com outras carícias, amores e tantos desenganos.

interrogo as nuvens que nada me dizem

do sol aqui apoiado sobre os meus vidros. nem do fogo

que queima e nem com um sopro se apaga. Às vezes,

a lua desce e poisa sobre a cama sem me pedir licença, fazendo

com a luz mais uma auréola assombrada. outras vezes, parece-me

que a verdade me traz. mas, eu não compreendo a sua língua

e fico aqui quiéta germinando sonhos.

Rosario Duarte da Costa

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11/09/2011 (escrito em 10/02/2010)

 

Forças da Natureza

 

 

Take a picture...

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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