Auteurs Lusophones...

Mardi 16 mars 2010 2 16 /03 /2010 10:15






 Compadres I

 

Auteur: Paulo Penicheiro www.olhares.com
 

Embarca em Mim...

Rusticidades...

Jorge de Sena


“Quem é que lê e o que se lê em Portugal”
"qui lit et qu’est ce qu’il lit au Portugal"

(Analphabétisme)

 

 No dia 25/08/1972 o nosso amigo e grande escritor português Jorge de Sena, havia dado uma entrevista à revista Vida Mundial acerca de “quem é que lê e o que lê em Portugal”,

não vou entrar no conteúdo do texto mas, cito a sua ideia quanto à maneira com que ele evoca o analfabetismo:

·        o analfabeto específico: que é aquele homem que não sabe ler nem escrever

·        o analfabeto funcional, o que sabe ler e escrever, que pode ter até diversos graus de educação  que, do ponto de vista cultural, é tão analfabeto, ou mais!, do que do outro; mais, digo eu, porque perdeu a cultura popular, de experiência, de costume trdicional, etc., que o analfabeto da aldeia possui, e não adquiriu outra.

( Com exemplo ao que se passava nos Estados Unidos) ele citou:

“são sujeitos que sabem ler, que sabem escrever, que fizéram provàvemente alguns anos no liceu, que trabalham em certo nível de especialização e que só lêem histórias de quadradinhos e vêem televisão”.

 

Trinta anos passados, Portugal evoluiu mas, aproximou-se mesmo daquilo que o J.S. escreveu. O analfabetismo existe modifica-se e, a televisão, ou bem internet, não acabaram com ele. Ide a um cyber café, olhai o que esta inscrito no écran do computador: sexo, jogos, música...e, mais nada!

 

Apesar da evolução tecnológica, do desenvolvimento da expressão escrita e dos novos meios de comunicação, o analfabetismo contínua e, os governos modernos são incapazes de encontrarem a solução miraculosa para acabarem com tal situação!

 

Esperemos que de futuro hajam mais meios materiais e humanos, assim bem como novas estratégias para se edificarem projectos capazes de serem postos em prática,

com avaliações constantes afim de rectificarem os erros eventuais!

 

Que o amanhã ofereça a cada ser o conhecimento do seu passado, para que todos avançem com boas condições para o futuro!


Rosario Duarte da Costa

Copyright

15/03/2010


Casinha de Campo...




Abraçando a Lagoa...


"Ferrari" dos Campos II

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 11 mars 2010 4 11 /03 /2010 12:49

Chiado, visto a partir do Largo Camões, Lisboa

Place Luis de Camões à Lisbonne

Auteur: Antonio Negalha
www.olhares.com

LUIS DE CAMÕES - EFUSÃO DO AMOR


Auteur: Carlos Silva www.olhares.com


Luis de Camões!





Luis de Camões (né en 1524 ?!)

 

Si, j’ai déjà évoqué Luis de Camões en tant que poète portugais dont

la renommée est internationale, il ne reste pas moins que l’homme

qu’il fut a  été un combattant portugais au service de sa patrie ou,

il s’engagea lors des  expéditions africaines. D’ailleurs, il a perdu

un œil à Ceuta au Maroc.C’était un patriote et, en plus, un défenseur

de la langue portugaise.

 

A cette époque le roi D. João III lui aurait permis de fréquenter la

cour. Là, il aurait paraît-il rencontré sa femme idéale mais, ne

possédant pas de fortune il ne pouvait se marier avec la jeune

demoiselle et, fut envoyé par le roi à Ribatejo (province plus au

nord de Lisbonne) où il se sentait exclu. De là, il s’est engagé comme

soldat au service de son pays et est parti en Afrique du nord (Ceuta) !

De retour au pays il s’installa à Lisboa. Pourtant différents déboires

l’ont amené en prison où il est resté durant un an.

 

C’est alors qu’il est envoyé en Inde ; durant le voyage il a écrit « Os

Lusiadas », décrivant mers et océans ; racontant le voyage des grands

navigateurs de l’époque.

 

A son arrivé en Inde il mena selon les différents auteurs-une vie

tourmentée. Puis Macao, où était déjà établie une colonie portugaise.

Et de là, il s’adressa à son pays  à travers un de ses poèmes. C’est de

Macao qu’il écrit les prouesses de Vasco da Gama et des marins

Portugais. C’est à Macao qu’il rencontra Jao Antonio-son servant puis

compagnon- qu’il ramena avec lui plus tard, au Portugal. 

 

Cinq ans plus tard, Camões devrait rentrer. Pourtant ses ennemis l’ont

fait arrêter à Goa. Cependant, deux de ses amis ont réussi à le faire

libérer argumentant l’injustice. Camões restera quelques années à

Goa, participant à des expéditions diverses ; il continuera son œuvre.

 

Il se rend au Mozambique restant trois ans. Puis, rentra au Portugal.

Aussitôt, il tenta de faire publier son œuvre (1572). Il l’offrit au roi

D. Sebastião qui a décidé ensuite de lui allouer une rente.

Pourtant, Camões mourut dans son pays dans la misère! Il a fallu

des siècles pour qu’il soit reconnu de tous !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

10/03/2010

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les Grands Poètes
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Mardi 9 mars 2010 2 09 /03 /2010 10:17







Ce n’est pas le premier poème que je vous livre de Vinicius de Morais.

Je l’apprécie beaucoup. Et, comme je sais que la Langue Portugaise n’est

pas accessible à vous tous, je l’ai traduit pour Vous.

Avec Amitié : RDC


TRIBUTO À VINÍCIUS DE MORAES
Auteur des Photos sur cette page: Maria Lucia Auler  www.olhares.com
 

AURORA COM MOVIMENTO

Aurore avec Mouvement


 

 

A linha móvel do horizonte

Atira para cima o sol em diabolô

Os ventos de longe

Agitam docemente os cabelos da rocha

Passam em fachos o primeiro automóvel, a última estrela

A mulher que avança

Parece criar esferas exaltadas pelo espaço

Os pescadores puxando o arrastão parecem mover o mundo

O cardume de botos na distância parece mover o mar.

 

Vinicius de Morais

In “Nova Antologia Poética”-page 137

Companhia das letras



Indígenas
 

La ligne mobile de l’horizon

Attire sur elle le soleil en diabolo

Au loin les vents

Agitent doucement les cheveux du rocher

Passent en flambeaux la première automobile, la dernière étoile

La femme qu’avance

Semble créer des sphères exaltées par l’espace

Les pêcheurs tirant le remorque semblent mouvoir le monde

Le banc de canots à distance semble mouvoir la mer.

 

Traduit par:  Rosario Duarte da Costa


AVESSO



PEDRAS DESLIZAM SOBRE METAL

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les Grands Poètes
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Mardi 2 mars 2010 2 02 /03 /2010 09:43


Casa dos Bicos

Auteur: Vera www.olhares.com
Cette Magnifique maison est le lieu où habite la Fondation José Saramago

Casa dos Bicos e varandas

Auteur: Isabel Arim www.olhares.com

Elle "la maison" habite dans le quartier d'Alfama à Lisbonne


Casa dos bicos

Auteur: Miguel67 www.olhares.com




Fiquei muito admirada no ano passado quando soube que o Governo

Português lhe havia cedido a “Casa dos Bicos” para a sua Fundação.

Mas compreendi logo, porque Portugal só reconhece os seus, depois

de eles serem reconhecidos no estrangeiro!

Reparem no Jorge de Sena. Viveu no estrangeiro, passando a ser o

que se chama “um estrangeirado”. Foi!

 

“Quem muito viu...”

 


Quem muito viu, sofreu, passou trabalhos,

mágoas, humilhações, tristes surpresas;

e foi traído, e foi roubado, e foi

privado em extremo da justiça justa;

 

e andou terras e gentes, conheceu

os mundos e submundos; e viveu

dentro de si o amor de ser criado;

quem tudo leu e amou, quem tudo foi-

 

não sabe nada, nem triunfar lhe cabe

em sorte como a todos os que vivem.

Apenas não viver lhe dava tudo.

 

Inquieto e franco, altivo e carinhoso,

será sempre sem pátria. E a própria morte,

quando a buscar, há-de encontra-lo morto.

 

Jorge de Sena

In: Peregrinetio ad loca infecta

1961

 

 

E que fêz Portugal por ele? –Nada!

Era tempo,

Era tempo para Portugal não deixar deslizar mais um filho nas águas

de um mar estrangeiro. Era!

A José Saramago, um abraço de Lyon e, o meu respeito profundo.

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright
02/03/2010

SANTA ENGRÁCIA-ALFAMA E O BELO TEJO OLHAR O CRIST

Auteur: Carlos Silva www.olhares.com

Les miradors de Lisbonne

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les chroniques de la meute
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Lundi 1 mars 2010 1 01 /03 /2010 14:20






José Saramago


José Saramago pourrait se cantonner à sa situation d’écrivain

mondialement connu…

Il pourrait profiter de toutes les plages du temps pour se baigner

dans les eaux parfumées de ce bas monde.

 

Il pourrait passer son temps à voyager, rencontrant tous les « grands » qui font notre histoire ! Pourtant, il continue d’écrire et pour montrer à tous ceux qui

veulent rendre les humains vieux « à partir de quarante ans », il se dédie à

écrire sur un vieux cahier des mots qu’il couche aussitôt sur la Blogosphère.

 

Merci à toi José, ce jeune de 85 ans à peine, qui m’inspire que la jeunesse ne se montre pas. Elle se cache dans le puits de nos âmes !


Rosario Duarte da Costa

Copyright

01/03/2010



http://caderno.josesaramago.org




António Machado escreveu aquilo do "Caminante no hay camino / Se hace camino al andar". É o que estamos a tentar: andar e fazer caminho, fazer caminho e andar. A jornada será longa, mas não desanimaremos. Em cada dia chegaremos, em cada dia partiremos. Mais além, sempre mais além.

José Saramago





Nem leis, nem justiça

February 13th, 2010

Em Portugal, na aldeia medieval de Monsaraz, há um fresco alegórico dos finais do século XV que representa o Bom Juiz e o Mau Juiz, o primeiro com uma expressão grave e digna no rosto e segurando na mão a recta vara da justiça, o segundo com duas caras e a vara da justiça quebrada. Por não se sabe que razões, estas pinturas estiveram escondidas por um tabique de tijolos durante séculos e só em 1958 puderam ver a luz do dia e ser apreciadas pelos amantes da arte e da justiça. Da justiça, digo bem, porque a lição cívica que essas antigas figuras nos transmitem é clara e ilustrativa. Há juízes bons e justos a quem se agradece que existam, há outros que, proclamando-se a si mesmos justos, de bons pouco têm, e, finalmente, não são só injustos como, por outras palavras, à luz dos mais simples critérios éticos, não são boa gente. Nunca houve uma idade de ouro para a justiça.

Hoje, nem ouro, nem prata, vivemos no tempo do chumbo. Que o diga o juiz Baltasar Garzón que, vítima do despeito de alguns dos seus pares demasiado complacentes com o fascismo sobrevivo ao mando da Falange Espanhola e dos seus apaniguados, vive sob a ameaça de uma inabilitação de entre doze e dezasseis anos que liquidaria definitivamente a sua carreira de magistrado. O mesmo Baltasar Garzón que, não sendo desportista de elite, não sendo ciclista nem jogador de futebol ou tenista, tornou universalmente conhecido e respeitado o nome de Espanha. O mesmo Baltasar Garzón que fez nascer na consciência dos espanhóis a necessidade de uma Lei da Memória Histórica e que, ao abrigo dela, pretendeu investigar não só os crimes do franquismo como os de outras partes do conflito. O mesmo corajoso e honesto Baltasar Garzón que se atreveu a processar Augusto Pinochet, dando à justiça de países como Argentina e Chile um exemplo de dignidade que logo veio a ser seguido. Invoca-se aqui a Lei da Amnistia para justificar a perseguição a Baltasar Garzón, mas, em minha opinião de cidadão comum, a Lei da Amnistia foi uma maneira hipócrita de tentar virar a página, equiparando as vítimas aos seus verdugos, em nome de um igualmente hipócrita perdão geral. Mas a página, ao contrário do que pensam os inimigos de Baltasar Garzón, não se deixará virar. Faltando Baltasar Garzón, supondo que se chegará a esse ponto, será a consciência da parte mais sã da sociedade espanhola que exigirá a revogação da Lei da Amnistia e o prosseguimento das investigações que permitirão pôr a verdade no lugar onde ela tem faltado. Não com leis que são viciosamente desprezadas e mal interpretadas, não com uma justiça que é ofendida todos os dias. O destino do juiz Baltasar Garzón é nas mãos do povo espanhol que está, não dos maus juízes que um anónimo pintor português retratou no século XV.



Voir aussi: http://youtube.com
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Lundi 1 mars 2010 1 01 /03 /2010 10:36

...um banco...




...o passado bem presente...6/6

Auteur des Photos sur cette page: Fidalgo Pedrosa www.olhares.com


Un autre poème de Maria do Rosário Pedreira



Parler du poète alors qu’il est mort, c’est lui rendre honneur.

Mais, parler de lui quand il est encore vivant, c’est lui montrer

notre admiration et estime…et, c’est le renforcer dans son Art !

 

Rosario Duarte da Costa

27/02/2010

 

 

Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagámos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra. Deixa


que nos meus braços pousem então as aves (que, como eu,
trazem entre as penas a saudades de um verão carregado
de paixões). E planta à minha volta uma fiada de rosas
brancas que chamem pelas abelhas, e um cordão de árvores
que perfurem a noite - porque a morte deve ser clara
como o sal na bainha das ondas, e a cegueira sempre
me assustou (e eu já ceguei de amor, mas não contes
a ninguém que foi por ti). Quando eu morrer, deixa-me


a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem
toques com os teus lábios a minha boca fria. E promete-me
que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos
como pequenos foram sempre os meus ódios; e que depois
os lanças na solidão de um arquipélago e partes sem olhar
para trás nenhuma vez: se alguém os vir de longe brilhando
na poeira, cuidará que são flores que o vento despiu,
estrelas que se escaparam das trevas, pingos de luz, lágrimas

de sol,

ou penas de um anjo que perdeu as asas por amor.


 Maria do Rosário Pedreira (n. 1959)

 

 


...o passado bem presente...1/6


...uma postura clássica...

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mardi 23 février 2010 2 23 /02 /2010 10:20


Auteur portugais ayant émigré au Brésil très jeune, il avait une large connaissance des tissus du Portugal et du Brésil!



 

Exister entre neiges


Où je suis née, c’est une région très sèche au sud du Portugal,

avec un climat plutôt proche de l’Andalousie en notre voisine

Espagne.

Donc le neige n’existait pas dans mon regard sauf, par le biais

des cartes postales nordiques de Noël…

C’est vers cinq ou six ans que j’ai vu la neige pour la première

fois mais, manque de chance je me trouvais alitée à cause d’une

mauvaise angine.

C’est bien des années après que mes parents m’ont amenée à

Serra da Estrela (la montagne la plus haute du Portugal) et là,

je fus émerveillée par la neige !

J’étais heureuse !!!

 

Quelques années après, alors que j’étais élève au lycée, j’ai lu

les livres d’un auteur portugais qui s’appelait Ferreira de Castro.

Il s’agit du romancier portugais le plus traduit dans le monde

entier. Alors, avec lui et grâce à lui, j’ai pu comprendre que la

neige ce n’est pas seulement un bonheur mais elle représentait

beaucoup de difficultés pour les montagnards. Par exemple ses

livres intitulés La laine et la neige et Terre Froide, m’avaient

changé le regard sur les paysages, les êtres et les choses !

C’est lui, encore lui qui a écrit : Forêt Vierge, Emigrés,

Les Brebis du Seigneur et, bien d’autres (traduits en français) !

Voilà comment j’ai accédée aux climats froids !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

22/02/2010

 


Ferreira de Castro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

José Maria Ferreira de Castro (Ossela, Oliveira de Azeméis, 24 de Maio de 1898 — Porto, 29 de Junho de 1974) foi um escritor português, que aos doze anos de idade emigrou para o Brasil, onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916.

Durante quatro anos viveu no seringal Paraíso, em plena selva amazónica, junto à margem do rio Madeira. Depois de partir do seringal Paraíso, viveu em precárias condições, tendo de recorrer a trabalhos como, colar cartazes, embarcadiço em navios do Amazonas etc.

Mais tarde, em Portugal, foi redactor do jornal O Século e director do jornal O Diabo.

Emigrante, homem do jornalismo, mas sobretudo ficcionista, é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna, percursora do neo-realismo, de escrita caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica.

A exemplo da sua ainda grande actualidade pode referir-se a recente adaptação ao cinema, com muito sucesso, da obra A Selva.

[editar] Na Casa-Museu Ferreira de Castro

Ferreira de Castro, um dos maiores vultos de sempre da cultura portuguesa, era um trabalhador incansável, na verdadeira acepção do termo. Não dispondo ou não querendo utilizar máquina de escrever e ainda a uma enorme distância dos nossos computadores, veja-se a montanha de papel que Ferreira de Castro, laboriosamente, escreveu, para produzir uma das suas mais importantes obras :" As Maravilhas Artísticas do Mundo".


[editar] Obras

  • Criminoso por Ambição (1916)
  • Alma Lusitana (1916)
  • Rugas Sociais (1917-18)
  • Mas ... (1921)
  • Carne Faminta (1922)
  • O Êxito Fácil (1923)
  • Sangue Negro (1923)
  • A Boca da Esfinge (1924)
  • A Metamorfose (1924)
  • A Morte Redimida (1925)
  • Sendas de Lirismo e de Amor (1925)
  • A Epopeia do Trabalho (1926)
  • A Peregrina do Mundo Novo (1926)
  • O Drama da Sombra (1926)
  • A Casa dos Móveis Dourados (1926)
  • O voo nas Trevas (1927)
  • Emigrantes (1928)
  • A Selva (1930)
  • Eternidade (1933)
  • Terra Fria (1934)
  • Sim, uma Dúvida Basta (1936)- publicado em 1994
  • O Intervalo (1936)- publicado em 1974
  • Pequenos Mundos, Velhas Civilizações (1937)
  • A Volta ao Mundo (1940 e 1944)
  • A Tempestade (1940)
  • A Lã e a Neve (1947)
  • A Curva na Estrada (1950)
  • A Missão (1954)
  • As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol I) (1959
  • As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol II) e 1963)
  • O Instinto Supremo (1968)
  • Os Fragmentos (1974)

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Ligações externas

Ligações externas

www.google.fr




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Lundi 22 février 2010 1 22 /02 /2010 17:20




Voici une poétesse portugaise dont je n'ai pas encore eu
l'occasion de vous parler.
C'est une Femme présente, une femme de Verbe, qui a les doigts posés sur le poème:
J'aurai la possibilité de vous en parler...

Par:
Rosario Duarte da Costa
22/02/2010




Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.


Maria do Rosario Pedreira



Maria do Rosário Pedreira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Maria do Rosário Pedreira ( Lisboa, 1959 ) é editora e escritora.

Desempenha actualmente funções de editora na QuidNovi, depois de ter passado pela Temas & Debates e pela Gradiva. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Universidade de Lisboa em 1981, foi professora de Português e Francês (durante cinco anos), actividade que a influenciou decisivamente a escrever para um público jovem. Foi ainda directora de publicações da Sociedade Portugal-Frankurt 97 e editora dos catálogos oficiais temáticos da Expo'98, tal como redactora das brochuras inerentes aos Festivais dos Cem Dias e Mergulho no Futuro, promovidos durante a Expo'98.

Como escritora, tem já publicados vários trabalhos de ficção, poesia, crónicas e literatura juvenil, procurando neste último género a transmissão de valores humanos e culturais.

Para a Autora – já distinguida com alguns prémios literários – , a casa pode ser considerada como um mundo onde se encerra tudo aquilo que vai perdurando, mesmo que sob a forma da memória, nostalgicamente.

[editar] Obras

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Vendredi 19 février 2010 5 19 /02 /2010 10:16


                                                                   http://gluvox.com




                                                                           http://etablissements.ac-amiens.fr


CAMILO CASTELO BRANCO

 

Lisboa, 1825- S.Miguel de Ceide, 1890

 

Voici un écrivain portugais fait partie de ces romantiques purs.

Homme d’action, d’excès, de folies…Être instable résidant entre

plusieurs petits bonheurs éphémères, il nage souvent au sein

d’une mer de tourments et son œuvre traduit cela exactement !

 

 

Très tôt orphelin, Camilo sera élevé par sa sœur dont l’époux est

un médecin mais très tôt il va démontrer son caractère rebelle.

Aventurier, il va être père très tôt. En réalité, ayant fait un enfant

à une jeune demoiselle, il va être forcé au mariage par les parents

de celle-ci !

 

Parti effectuer des études de médecine à Porto, il les quitta aussitôt

et se met au service de la révolution mais, fut maltraité par les

policiers il se désengage ! 

 

C’est ça Camilo.

Alors il fait paraître le livre de « Le Marquis de Torres Vedras »

suivi d’un premier roman : Anathème.

Camilo s’insère tout à fait bien dans cette ville « Porto », située au

nordeste du Portugal. C’est un milieu bourgeois, rempli de

contrastes où se déroule une vie animée au sein de la société.

Nouvelliste, il avait un goût marqué pour les cafés, les salons

Bourgeois, la nuit…et la ville de Porto !

Il faut dire que la ville de Porto située au nord du Portugal

entre le « Douro » et« Minho » est remplie de couleurs, de

contrastes, de coutumes champêtres, mais aussi de nobles

riches, avec ses usages…et encore, d’une bourgeoisie

grandissante qui lui ont fourni tous les angles de la société

de cette époque pour qu’il puisse les retraduire à travers ses

ouvrages : (intrigues, tragédies, caractères multiples,

paysages…) et, ainsi, il a tissé son œuvre.

 

 

 

Là, il a trouvé assez de mouvement pour tisser ses œuvres,

sans compter ses propres déboires, ses facettes romantiques.

Donc,le bruit de la ville, le mouvement, les lumières parsemées

de toutes ses ombres, ainsi que sa vie excessive vont tomber sur

le papier avec un langage dansant entre réalités et fictions !

 

Camilo pourtant au fil des ans s’anéanti tant sur l’aspect

psychologique que physique. Rongé par la maladie il s’isole

à Saint-Miguel de Ceide où il continuera son œuvre. Hélas

devenant aveugle il ne put aller au-delà de ses moyens !

 

Il se suicida avec son revolver en 1890 !

Ces annotations proviennent d’une part de ma mémoire vive,

mais aussi de la lecture attentive de toutes ses œuvres.

Certainement aussi, de la lecture de textes provenant d’auteurs

qu’avaient écrit des études sur l’auteur. Au long du temps, j’ai

fait des annotations sur mes livres. Ainsi, cette page a comme

objectif de vous approcher de cet auteur du romantisme

portugais à qui on doit beaucoup, qu’on le veuille ou pas !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

18/02/2010



Voici une page sur la maison de l'auteur, devenue Musée, et bien plus...

http://camilicastelobranco.org


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VIDA E OBRA
 
CATÁLOGO BIBLIOGRÁFICO
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BLOGUE CASA DE CAMILO
Outras Actividades
IV Festival de Teatro Amador
13 de Fevereiro a 28 Março 2010

De 12 de Fevereiro a 20 de Março - Sábados - 21h30
28 de Março - Domingo - 15h00

Local: Auditório do Centro de Estudos Camilianos

ENTRADA LIVRE

PROGRAMA

 
 
Um Livro, Um Filme
"Palavra e Utopia"
26 Fevereiro 2010

21h30
Convidado: D. Manuel Clemente
Filme: Palavra e Utopia, um filme baseado na vida e obra de Padre António Vieira

 
 
Outras Actividades
Ateliê “Visita contada à Casa de Camilo”

Visita à Casa de Camilo, salientando alguns objectos museológicos que contam histórias sobre a vida do escritor Camilo naquela casa. Segue-se um ateliê em que os participantes trabalham numa ficha de actividades as histórias apreendidas.

Inscrições:
Casa de Camilo. Museu. Centro de Estudos
Avenida de S. Miguel, 758  | 4770-631 S. Miguel de Seide
Telefone | 252 309 750 Fax | 252 309 759
E-mail geral@camilocastelobranco.org

 
 
Outras Actividades
Visita aos lugares literários de Camilo

Visita de autocarro com paragens em lugares a combinar (no concelho de V.N. de Famalicão), dependendo do tempo disponível dos participantes, e acompanhados por um elemento dos serviços educativos que fará apresentação dos locais e a sua relação com a obra literária do escritor Camilo Castelo Branco.

Inscrições:
Casa de Camilo. Museu. Centro de Estudos
Avenida de S. Miguel, 758  | 4770-631 S. Miguel de Seide
Telefone | 252 309 750 Fax | 252 309 759
E-mail geral@camilocastelobranco.org

 
 
 
Outras Actividades
Caminhada “Trilho da Cangosta do Estêvão”

Passeio por um caminho público, por entre a natureza e o rio Pele, desde a freguesia de Landim a Seide S. Miguel, que dá a conhecer uma época e faz reviver a história do séc. XIX. A caminhada é acompanhada por um elemento dos serviços educativos que fará intervenções, ao longo da caminhada.

Inscrições:

Casa de Camilo. Museu. Centro de Estudos

Avenida de S. Miguel, 758  | 4770-631 S. Miguel de Seide
Telefone | 252 309 750 Fax | 252 309 759
E-mail geral@camilocastelobranco.org

 
 
Proximo Evento > Outras Actividades
IV Festival de Teatro Amador
20 Fevereiro 2010
Noticias
Carlos Brandão Lucas apresentou o filme “África Minha” na Casa de Camilo
29 Janeiro 2010
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Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 11 février 2010 4 11 /02 /2010 10:53

En 1965 est sorti au Portugal un livre de José Cardoso Pires

intitulé « L’Invité de Job ».

En 1967, il fut traduit en français par Jacques Fressard, pour les

Editions Gallimard.

 

L’action de l’histoire se passe à Alentejo, au sud de Lisbonne.

Comme vous le savez cette région de grandes plaines avec des

grands propriétaires, est peu peuplée et généralement en grande

difficulté économique. Peu de très riches propriétaires ayant la

main mise sur un grand nombre de paysans pauvres !

C’est ainsi que pour fuir la pression et trouver du travail, deux

de ses paysans sont partis au nord du Portugal où ils

rencontrent des militaires car, un de ces paysans avait un fils

qu’effectuait dans ce même lieu, son service militaire…

 

 

C’est une histoire ancienne, dont le contenu pourrait être issu

d’un autre lieu au sein d’un autre pays !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

09/02/2010

 



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José Cardoso Pires

Romancier portugais (1925-1996)

Né à São João do Peso, près de Castelo Branco (Bas-Beira), fils d'un officier de marine, il a passé son enfance à Lisbonne. José Cardoso Pires fait d’abord des études de mathématiques (1944) avant de se tourner vers la littérature dans le cadre d’une collaboration avec le supplément littéraire du quotidien brésilien O Globo. Il exerce divers métiers comme vendeur ou interprète (anglais-portugais) pour une compagnie d’aviation. Il s’exile un temps (1959-1961) à Paris, puis au Brésil. À son retour au Portugal, il devient directeur littéraire dans différentes maisons d'édition. Au cours des années 1969-1971, il s'exile une nouvelle fois, à Londres, il enseigne la littérature lusophone au King’s College. Rentré à Lisbonne, José Cardoso Pires reprend la direction de la revue Almanaque (fondée en 1959) et et participe à la création de la Société des écrivains portugais. 1968 dirige supplément littéraire du Diário de Lisboa, il en deviendra directeur adjoint en 1974. Très critique envers la dictature de Salazar, il écrit une longue nouvelle Son Excellence le dinosaure (Dinossauro Excelentíssimo) qui dissèque tous les mécanismes du régime de l’État nouveau. Cette nouvelle parait simultanément à Londres et à Paris (dans la revue Esprit) en 1972. Elle ne sera publiée au Portugal qu’après la Révolution des œillets. José Cardoso Pires est l'auteur de nouvelles, de contes, de théâtre et de plusieurs romans. Il a obtenu le prix Camilo Castelo Branco en 1963, pour L'invité de Job, une critique acerbe des guerres coloniales et du régime de Salazar. En 1995, il est victime d'un accident cérébral, il meurt en 1998.

« Marqué par les manières efficaces, par l'art du discours direct américain, par des romanciers comme Steinbeck, Caldwell, Hemingway... et aussi par Roger Vailland, José Cardoso Pires s'est tenu à l'écart du néoréalisme, même si les préoccupations sociales et politiques sont très présentes dans son oeuvre. » (Patrick Kéchichian, Le Monde, 24 mai 1991)

« Il s’est fait le romancier d’une Lisbonne peu conforme aux stéréotypes que nous proposent depuis quelques années les invitations au voyage des magazines, une Lisbonne à contre-jour, celle des quartiers populaires de Graça et de la place du Campo de Santana, celle de l’avenue Almirante Reis ou des caves de l’avenue de Rome, une Lisbonne un peu suspendue dans la lumière des années 60/70, une Lisbonne des bars et des tavernes, comme celle qu’il décrit au début de La République des corbeaux où un Corbeau-Tavernier devient l’emblème de la ville : "Le corbeau en question s’appelle Vincent. On lui a donné un nom de saint, ce qu’il affectionne au plus haut point, mais il ne s’en montre guère reconnaissant. Il vit dans une des dernières gargotes de Lisbonne, de celles qui, jadis, en plus du vin, vendaient du charbon, du pétrole et des petits fagots de genêts, mais il y a longtemps de cela, c’était à l’époque des fourneaux portatifs et des lampes de cheminée, et, en ce temps-là, lui-même n’était pas encore né.". » (extrait de la notice du Carrefour des littératures)

Sur la Toile

Un site sur l'écrivain : vie et œuvre (port.)

Un autre dossier sur l'auteur (port.)


Parmi ses œuvres

Lisbonne, Livre de bord (Gallimard, 1998)

La république des corbeaux (Gallimard, 1992)

Alexandra Alpha (Gallimard, 1991)

Ballade de la plage aux chiens (Gallimard, 1986)

Le Dauphin (Gallimard, 1970)

L'Invité de Job (Gallimard, 1967 - Autrement, 2000)


- Invité de Job (L')
- Ballade de la plage aux chiens
- Alexandra Alpha
- Lisbonne, Livre de bord
- Dauphin (Le)
- République des corbeaux (La)

 
© BiblioMonde.com

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