Auteurs Lusophones...

Mercredi 1 février 2012 3 01 /02 /Fév /2012 10:06

 

 

 

Oui, José est parti. Oui, José il nous manque. Car, des êtres comme lui ne courent pas les rues!

En tant qu'Homme, Ecrivain, Penseur...

Je te dis salut, mon ami, mon frère.

Bonjour à toi, Homme universel!

 

Arte Poética

(José Saramago)Traduit

 

Vem do quê o poema? De quanto serve

A traçar a esquadria da semente

Flor ou erva, floresta e fruto.

Mas avançar um pé não é fazer jornada,

Nem pintura será a cor que não se inscreve

Em acerto rigoroso harmonia.

Amor, se o há, com pouco se conforma

Se,lma acompanhada,

Do corpo lhe basta a pesciência.

 

Não se esquece o poema, não se adia,

Se o corpo da palavra for moldado

Em ritmo, segurança e consciência.

In : Poemas possíveis

José Saramago

 

Traduction

Art Poétique

 

De quoi vient le poème? À quoi sert

De tracer la semence à l’équerre :

Fleur ou herbe, forêt et fruit.

Mais avancer un pied ce n’est pas voyager,

Comme la couleur ne sera peinture qui ne s’inscrit

Avec tact rigoureux et harmonie.

Amour, s’il y a, de peu se contente

Si, pour les loisirs d’une âme accompagnée,

Du corps lui suffit la prescience.

 

Le poème ne s’oublie pas, ne s’ajourne pas,

Si le corps du mot est moulé

Avec rythme, assurance et conscience.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

29/01/2012

 

José Saramago - Playwright, Writer, Novelist,...

 
www.yatedo.com/.../José+Saramago/.../... - États-Unis  - Traduire cette page
Results 1 - 10 – José Saramago, José de Sousa Saramago, (born 16 November 1922) is a Nobel-laureate Portuguese ... Arte poética, en: Poemas posibles ...

Crônica ou conto ? O escritor e o crítico José Saramago

 
www.apropucsp.org.br/.../79-cronica-ou-conto--o...En cache - Pages similaires - Traduire cette page
4 fev. 2009 – puc_viva_logo. » Twitter. twitter. » Facebook. facebook. » Youtube ... O escritor e o crítico José Saramago ..... In: Arte Retórica e Arte Poética.

 

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Nouvelles d'ici et d'ailleurs
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Mercredi 25 janvier 2012 3 25 /01 /Jan /2012 09:48

Servidão silenciosa

Auteure des photos sur cette page:Eva Pinto "olhares.com"

 

Desconstruções

Me voici. Me voici avec une envie farouche de mettre ce poème de Manuel Alegre (poète portugais, ancien candidat aux élections présidentielles au Portugal), un poème de "troubadour" qui parle du vent qui passe.

Je l'aime beaucoup. Le Poète et le poéme...

Alors, en ce moment que l'Europe traverse, j'ai voulu le partager:

Voici la dernière stophe traduite en français:

 

"Même dans la nuit la plus triste

 en temps de servitude

 il a toujours quelqu'un qui résiste

 il y a toujours quelqu'un qui dit non"

Traduction: Rosario Duarte da Costa

 

 

 Mesmo na noite mais triste

 em tempo de servidão

 há sempre alguém que resiste

 há sempre alguém que diz não

 

Trova do vento que passa (Manuel Alegre)

 

Pergunto ao vento que passa

notícias do meu país

e o vento cala a desgraça

o vento nada me diz.

 

Pergunto aos rios que levam

tanto sonho à flor das águas

e os rios não me sossegam

levam sonhos deixam mágoas.

 

Levam sonhos deixam mágoas

ai rios do meu país

minha pátria à flor das águas

para onde vais? Ninguém diz.

 

Se o verde trevo desfolhas

pede notícias e diz

ao trevo de quatro folhas

que morro por meu país.

 

Pergunto à gente que passa

por que vai de olhos no chão.

Silêncio -- é tudo o que tem

quem vive na servidão.

 

Vi florir os verdes ramos

direitos e ao céu voltados.

E a quem gosta de ter amos

vi sempre os ombros curvados.

 

E o vento não me diz nada

ninguém diz nada de novo.

Vi minha pátria pregada

nos braços em cruz do povo.

 

Vi minha pátria na margem

dos rios que vão pró mar

como quem ama a viagem

mas tem sempre de ficar.

 

Vi navios a partir

(minha pátria à flor das águas)

vi minha pátria florir

(verdes folhas verdes mágoas).

 

Há quem te queira ignorada

e fale pátria em teu nome.

Eu vi-te crucificada

nos braços negros da fome.

 

E o vento não me diz nada

só o silêncio persiste.

Vi minha pátria parada

à beira de um rio triste.

 

Ninguém diz nada de novo

se notícias vou pedindo

nas mãos vazias do povo

vi minha pátria florindo.

 

E a noite cresce por dentro

dos homens do meu país.

Peço notícias ao vento

e o vento nada me diz.

 

Quatro folhas tem o trevo

liberdade quatro sílabas.

Não sabem ler é verdade

aqueles pra quem eu escrevo.

 

Mas há sempre uma candeia

dentro da própria desgraça

há sempre alguém que semeia

canções no vento que passa.

 

Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Rosario Duarte da Costa

Copyright

25/01/2012

  

 Sentido da liberdade

 

Está aí alguém?

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les Grands Poètes
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Mardi 24 janvier 2012 2 24 /01 /Jan /2012 10:00

 

Contes pour enfants:

A surpresa de  “Lurdes Breda”!

 

É engraçado. É surpreendente e, comovente. É!

No último sábado, o correio trouxe-me um envelope vindo de

Portugal, um envelope inesperado, que eu tardei a abrir, por

estar ocupada com o meu filho que, - como deficiente-, não pode

ser gerido como alguém de normal.

 

Após lhe ter dado o almoço, (pois ele não sabe comer sózinho),

embora fisicamente não apareça ter qualquer anormalidade senão

a de ser já grande e ter que ser orientado e gerido por nós adultos...

E depois, de lhe ter lavado a boca e os dentes, sentámo-nos num

sofá onde “illico presto” ele colocou-me três livrinhos para ler à

frente dos olhos, pois não se exprime pela palavra...

 

Foi aí que eu lhe disse que havia um envelope para ele - vindo de

Portugal-, mostrando-lhe um livrinho que havia lá dentro.

Inicialmente pareceu não reagir, continuando a enfiar-me os seus

livros à frente do nariz e, eu li-lhe a históriazita do “Monsieur Maladroit”, seguida do Monsieur “Monsieur Maigre “.

 

Quando ele procurava mais livros em cima do sofá, comecei a

dizer-lhe que, havia uma senhora que lhe enviou uma magnífica história que ela havia escrito, chamada:

 “Le Petit nuage couleur farine” ou serja,

 A nuvenzinha côr de farinha.

 

É preciso dizer, que tive que o traduzir sistemáticamente em

Francês (sua língua de origem), mesmo se mais tarde lho li na

minha língua!

Ao fim da primeira página começou a reagir, com o Ping...Ping...

Ping.... saído da nuvenzinha ao abrir os olhinhos.

E, reagiu ao longo da leitura. Reagiu de tal maneira, que começou

a cantarolar na sua linguagem interna, sorrindo com os olhos e,

a boca, o que foi magnífico!

 

O que me tocou nesta história, foi para já a poética na qual esta

se inscreve. A musicalidade –como dizia Baudelaire-, a noção do

perto e de infinito; o toque do “eco” e, do “rumor” . Uma pincelada

à vida contra o racismo. A visita das sensações: “arrepio”, “estremecimento”... com o cuic...cuic..cuic... da andorinha, frente

ao Ping...Ping...Ping... da nuvenzinha.

E a história da terra seca e sedenta à procura de água. A chuva. E,

por sortinha até estava a chover, aqui em Lyon.

 

Achei-a maravilhosa... E, tocou-me pela oferta, Lurdes Breda.

Porque os deficientes mesmo em França, mesmo se lhes deram

mais condições do que em Portugal, ainda continúam

marginalizados... E, pouca gente se interessa por eles!

Então, sensibilizou-me por isso, e ainda por eu poder aproximar

o seu trabalho de escrita para as crianças. Porque não vivendo

em Portugal e, pelo facto que já expliquei, estou sempre muito

ocupada nas minhas casas da vida.

Hoje não me é possível. Contudo, um dia destes evocarei o seu

trabalho em português e, em Françês.

Que, autores como LB, possam sensibilizar-se não comigo, sim

com todas as crianças doentes e, deficientes!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

22/01/201

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Vendredi 6 janvier 2012 5 06 /01 /Jan /2012 10:15

Vous le savez, puisque je vous l'ai dit, l'amour et le respect

que j'ai pour cette grande poétesse portugaise...

C'est l'âme même, de mon Pays...

Quand elle écrit, je lis. Et, en la lisant, mon coeur tape fort...

C'est une femme de la terre, avec le ciel comme chapeau!

 

Lisboa tem um vestido azul

Auteure des photos sur cette page: Josefina Melo"olhares.com

 

Poème:

Hoje tenho o teu rosto dentro de mimLisboa

 Digo

“ Lisboa”

Quando atravesso-vinda do sul-o rio

E a cidade a que chego abre-se como

                    se do seu nome nascesse

Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna

Em seu longo luzir de azul e rio

Em seu corpo amontoado de colinas-

Vejo-a melhor porque a digo

Tudo se mostra melhor porque digo

Tudo se mostra melhor o seu estar e a sua

                                                          carência

Porque digo

Lisboa em seu nome de ser e de não ser

Com seus meandros de espanto, insónia e lata

E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro

Seu conivente sorrir de intriga e máscara

Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata

Lisboa oscilando como uma grande barca

Lisboa cruelmente construída ao londo

                      da sua própria ausência

Digo o nome da cidade

 - Digo para ver...

Sophia de Mello Breyner Andersen

In: Navegações, Imprensa Nacional

Casa da Moeda- Lx.1977

Rosario Duarte da Costa

Copyright

05/01/2012

 

Mostrai-me as anémonas

Sophia de Mello Breyner Andresen - YouTube

► 1:12► 1:12
www.youtube.com/watch?v=6crDzqSywWM21 juin 2009 - 1 mn - Ajouté par nidiahernandezbrizue
Sophia de Mello Breyner Andresen Portugal 1919-2004 Inicial; voz María Bethania De piedra y cal ...

«Quando» Sophia de Mello Breyner Andresen - YouTube

► 3:54► 3:54
www.youtube.com/watch?v=ars98sTv62w18 juil. 2010 - 4 mn - Ajouté par souloffire44
Poema de : Sophia de Mello Breyner Andresen «Quando» Quando o meu corpo apodrecer e eu for ...

Filme Sophia de Mello Breyner Andresen - Parte 1 de 2 - YouTube

► 9:46► 9:46
www.youtube.com/watch?v=3JA7lxeovVY20 janv. 2010 - 10 mn - Ajouté par ruidina
Filme Sophia de Mello Breyner Andresen de J. César Monteiro, 1970. Parte 1 de 2.

Grandes Livros - Episódio 12: "Navegações", Sophia de Mello ...

► 8:16► 8:16
www.youtube.com/watch?v=WYT8OzEukZ030 juin 2009 - 8 mn - Ajouté par rickduarte22
Standard YouTube License. 10 likes, 0 .... Sophia de Mello Breyner Andresenby nidiahernandezbrizue 13997 ...

Entrevista a Sophia de Mello Breyner Andresen - YouTube

► 7:19► 7:19
www.youtube.com/watch?v=IFKWdOAVi2I2 mars 2008 - 7 mn - Ajouté par profrancissilva
Trabalho realizado por Joana Cruz e Inês Barros, alunas do 8º6, da Escola E.B. 2,3 de Lamaçães ...

Sophia de Mello Breyner Andresen - "Jardim do Mar" - YouTube

► 2:26► 2:26
www.youtube.com/watch?v=f3XAkKro8Sc5 août 2010 - 2 mn - Ajouté par SoaresTeixeira
Sophia de Mello Breyner Andresen -- "Jardim do Mar" Vi um jardim que se desenrolava Ao longo de ...

Filme Sophia de Mello Breyner Andresen - Parte 2 de 2 - YouTube

► 6:58► 6:58
www.youtube.com/watch?v=-h5CyQWMriQ21 janv. 2010 - 7 mn - Ajouté par ruidina
Filme Sophia de Mello Breyner Andresen de J. César Monteiro, 1970. Parte 12de 2.

Eurico Carrapatoso - Pequeno poemário de Sophia ... - YouTube

► 2:31► 2:31
www.youtube.com/watch?v=vItALhNKwdA4 janv. 2009 - 3 mn - Ajouté par Portvgal1143
Sobre poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen | Coro de Câmara Lisboa Cantat - dir. Jorge Alves ...

 

 

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Jeudi 5 janvier 2012 4 05 /01 /Jan /2012 10:11

Maria Teresa Horta

 A poetisa venceu o Prémio D. Dinis 2011 au Portugal.

Elle a gagné le Prix D. Dinis 2011  au Portugal.

Félicitations!

Par manque de temps, je n'ai pas eu le temps d'écrire un article plus long sur l'auteure.

Voici une esquisse, pour lui rendre hommage!

- à la femme

- à l'auteure

- à la combattente...

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

04/01/2012

Maria Teresa Horta


Poema sobre a recusa

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.


  compiladas por  Luis Rodrigues   -   Envia esta página por email

 

 

 

 

Maria Teresa Horta vence Prémio D. Dinis 2011

 

 

Instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, o galardão é atribuído a uma obra literária - de poesia, ensaio ou ficção - publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio.

O júri desta edição foi composto pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral.

"As Luzes de Leonor", obra lançada em 2011 pela D. Quixote, é um romance sobre a vida da marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (1750-1839), neta dos marqueses de Távora, uma mulher que se destacou na história literária e política de Portugal num período denominado por "século das luzes".

Maria Teresa Horta seguiu a biografia de Leonor de Lorena, sua avó em quinto grau, autora de uma vasta obra poética, parte dela ainda publicada em vida.

Nascida em 1937, em Lisboa, Maria Teresa Horta estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi jornalista e ativista do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, com quem escreveu o livro "Novas Cartas Portuguesas".

 

http://.mulher.sapo.pt

Maria Teresa Horta vence Prémio D. Dinis 2011

Maria Teresa Horta vence Prémio D. Dinis 2011

A obra "As Luzes de Leonor" foi a contemplada

O Prémio Literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, foi atribuído por unanimidade à escritora Maria Teresa Horta pelo romance "As Luzes de Leonor", disse hoje à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão.

 

Instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, o galardão é atribuído a uma obra literária - de poesia, ensaio ou ficção - publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio.

 

O júri desta edição foi composto pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral. "As Luzes de Leonor", obra lançada em 2011 pela D. Quixote, é um romance sobre a vida da marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (1750-1839), neta dos marqueses de Távora, uma mulher que se destacou na história literária e política de Portugal num período denominado por "século das luzes".

 

Maria Teresa Horta seguiu a biografia de Leonor de Lorena, sua avó em quinto grau, autora de uma vasta obra poética, parte dela ainda publicada em vida.

 

Nascida em 1937, em Lisboa, Maria Teresa Horta estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi jornalista e ativista do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, com quem escreveu o livro "Novas Cartas Portuguesas".

 

"Amor Habitado" (1963), "Ana" (1974) e "O Destino" (1997) contam-se entre mais de duas dezenas de obras publicadas. Em 2010, o Prémio D. Dinis tinha sido atribuído a João Barrento pelo livro "O Género Intranquilo. Anatomia do Ensaio e do Fragmento".

 

Desde a criação do galardão, foram distinguidos, entre outros, os escritores Agustina Bessa Luís, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen e os historiadores Nuno Gonçalo Monteiro e Rui Ramos. A Fundação Casa de Mateus foi instituída em 1970 com o objetivo de conservar e divulgar o seu património e arquivo e desenvolver atividades culturais, científicas e pedagógicas nas quais se inserem a atribuição do Prémio D. Dinis.

 

4 de janeiro de 2011

 
wikipedia.org

 

Maria Teresa Horta

Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.

Maria Teresa Horta (née à Lisbonne le 20 mai 1937) est une écrivaine portugaise.

Elle obtient une 2e licence à la faculté des lettres de l'Universidade de Lisboa et elle travaille plus tard comme journaliste et participe au Mouvement Féministe Portugais au côté de Maria Isabel Barreno et Maria Velho da Costa (appelées les trois Maries) et du groupe Poesia 61.

Elle a publié dans divers journaux comme Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias ou Jornal de Letras e Artes, et elle a été rédactrice en chef du magazine Mulheres.

Œuvres[modifier]

  • Espelho Inicial (1960) (poésie)
  • Tatuagem (1961)
  • Cidadelas Submersas (1961)
  • Verão Coincidente (1962)
  • Amor Habitado (1963)
  • Candelabro (1964)
  • Jardim de Inverno (1966)
  • Cronista Não é Recado (1967)
  • Minha Senhora de Mim (1967) (poésie)
  • Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970)
  • Novas Cartas Portuguesas (1971)
  • Ana (1974)
  • Poesia Completa I e II(1983)
  • Os Anjos (1983)
  • O Transfer (1984)
  • Ema (1984)
  • Minha Mãe, Meu Amor (1984)
  • Rosa Sangrenta (1987)
  • Antologia Política (1994)
  • A Paixão Segundo Constança H. (1994)
  • O Destino (1997)
  • A Mãe na Literatura Portuguesa (1999)

O Prémio Literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, foi atribuído por unanimidade à escritora Maria Teresa Horta pelo romance "As Luzes de Leonor", disse hoje à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão.

www.dn.sapo.pt

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Mardi 3 janvier 2012 2 03 /01 /Jan /2012 10:33

www.ondemudar.blogspot.com

 

Vergílio Ferreira: in “Conta Corrente

(Hemingway, Kafka ou Camus!)

 

O que mais me incomoda, é a maneira como certos autores,

críticos literários, tentam dirigir-nos o pensamento, os gostos

acerca dos escritores.

Por exemplo, se apreciei em parte Vergílio Ferreira, não é por

isso que  não direi o que penso.

 

Na “Conta Corrente” este escreveu na página 289:

6 Novembro (quinta). “ Ando a ler Ilhas na corrente, obra

póstuma de Hemingway. O Rogério disse-me assombros

do livro e tive de ler. No me entusiasma, e todavia percebo

porque se gosta.

Os livros de Hemingway, como o En Atendant Godot, de

Beckett, assentam numa estética de bebedeira; como, os de

Kafka numa estética de sonho. São livros estáticos, com

diálogos em que se repete mil vezes a mesma ideia, se repisa

uma questão como fazem os bêbados.

Entretanto, qualquer coisa como uma neblina se vai erguendo

na monotonia. E aí atinge-se o que Pessoa visava quando do

“sino” da sua “aldeia” dizia que a “primeira pancada” tinha o

Som de “repetida”. É efeito longínquo da dolência, da balada.

Em todo o caso, a neblina leva tempo a erguer-se. Definitiva-

ente, Hemingway era bastante ignorante e de inteligência

escassa. Os seus livros só podem agradar inteiramente aos que

em cultura e inteligência nos estão aquém ou muito além da

média. Estes últimos gostam, como o ricaço gourmet gostava de

um prato de bacalhau com batatas. Por desfastio. Foi decerto por

isso que um Camus o iniciou em L’Étranger. Não estou aquém

nem além. A reconsiderar, todavia.”

 

Or Hemingway, cet homme, ce journaliste engagé dès l’âge de

ses 18 ans, chéri de ses parents, compagnon de son père, donne

naissance à son métier d’écrivain avec les souvenirs de son

enfance avec «Aventure de Nick Adams ».

Puis, au lycée il écrira Le jugement de Manitou.

En partant à la 1ère guerre mondiale, il ira découvrir l’horreur

des champs de bataille, les blessures.

Et, c’est avec le métier de journaliste encore qu’il regagnera

l’Europe : Paris, Madrid…

Les turbulences de sa vie, blessure au Front de l’Italie, en 1918

le suicide de son père,  sa participation à la Guerre d’Espagne,

ses différents mariages, le débarquement en France et la

Libération de la capitale Française, n’ont fait que l’enrichir en

tant qu’écrivain.

Devenu Prix Nobel en 1954, je ne puis oublier ses livres de

Littérature qui ont construit ma vie…C’est pourquoi, l’article

de l’écrivain portugais Vergílio Ferreira me paraît un peu

biscornu, vis à vis de l’auteur Ernest Hemingway !

C’est un homme avec toute sa richesse et sa déchéance…

 

L’Adieu aux Armes !

            Le soleil se lève aussi !

                          Pour qui sonnent les glas ?

                                           Le vieil homme et la mer.

                                                  Paris est une Fête !

                                                            Nouvelles Complètes

                                                                        Les raisins de la colère…

Rosario Duarte da Costa

Copyright

02/01/2012

 

 

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Mardi 3 janvier 2012 2 03 /01 /Jan /2012 10:07

 

  Image: previeuw.jpg

www.lignesdevie.com   

  Vinicius de Morais

SONETO A KATHERINE MANSFIELD

 

Eis um artigo que eu tinha publogado em 2009, sobre Vinicius

de Morais.

Volto a inseri-lo, só  porque o toque do poeta me dá fôlego. E, partilhando fico, desejando-vos um Ano 2012 Feliz!

 

« Si mes racines sont au Portugal...et ma culture initiale est donc la culture portugaise…

Si j’aime profondément la littérature portugaise du Portugal, il

ne reste pas moins que le Brésil m’a attaché à sa culture et en particulier à beaucoup d’auteurs tels que Vinicius de Morais.

C’est donc pourquoi, je viens de traduire un de ses poèmes qui s’ajoutera à ceux déjà publogués sur «caligrafias-iberes.over-blog.com ».

J’espère vous faire plaisir.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

10/09/2009

 

SONETO A KATHERINE MANSFIELD

 

O teu perfume, amada-em tuas cartas

Renasce azul...são tuas mãos sentidas!

Relembro-as brancas, leves, fenecidas

Pendendo ao longo de corolas fartas.

 

Relembro-as, vou...nas terras percorridas

Torno a aspirá-lo, aqui e ali desperto

Páro; e tão perto sinto-te, tão perto

Como se numa foram duas vidas.

 

Pranto, tão pouca dor! tanto quisera

Tanto rever-te, tanto!...e a primavera

Vem já tão próxima!...(Nunca te apartas

 

Primavera, dos sonhos e das preces!)

E no perfume preso em tuas cartas

À primavera surges e esvaneces.

Vinicius de Morais

In: Nova Antologia “ Companhia das Letras”

   

SONET A KATHERINE MANSFIELD

  

Ton parfum, aimée- dans tes lettres

Renaît, bleu…- ce sont tes mains senties !

Je me les souviens d’elles blanches, légères, mortes

Pendant au long de corolles abondantes.

 

Je me les souviens, je vais…sur les terres parcourues

Je retourne a aspirer, ici et là réveillé

je m’arrête ; et je te sens si près

comme si jamais ne fut deux vies.

 

Sanglots, si peu de douleur ! j’aurais tant voulu

tant te revoir, tant ! …et le printemps

vient déjà si proche ! (Jamais tu t’écartas

 

 

Printemps, des rêves et des prières !)

Et dans le parfum arrêté sur tes lettres

Au printemps tu reviens et t’évanouis.

Vinicius de Morais

In: Nova Antologia “ Companhia das Letras”

Traduit par: Rosario Duarte da costa

Rosario Duarte da Costa

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31/12/2011

 

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Jeudi 29 décembre 2011 4 29 /12 /Déc /2011 10:22

Couverture

Image:books.google.fr

 

Águia africana dos peixes no vôo

image:www.mongabay.com

Lourenço de Carvalho ( Mozambique)

 

Foi nos anos 70 que recebi de Moçambique um livrinho de Poesia

de Lourenço de Carvalho. Foi!

Guardei-o. Às vezes, releio-o. Acho-o um pouco erótico, aquático,

rêveur, criador. O livro intitulado “Minha ave africana”, aborda

o amor e, a urgência de amar. A solidão no surrealismo, o gosto das

palavras, do sal, da necessidade de comunicação de dois corpos

vigias…

a viagem comum, tal uma odisseia marítima, num mar espantado

onde as barcas dançam!

Gostei deste livro. E, gosto!

 “Como medusa a língua”

 

como medusa a língua

no teu fundo de mar

 

minha ternura–toda

minha-laranja-lima

boa para descascar

 

janela toda aberta

é no escuro   no escuro

que te abres e dás

 

essa flor é junquilho

que eu desfloro batendo-lhe

que desfaço onde piso

meu glóbulo vermelho

meu espasmo minha ilha de limos

minha vagina-mar

 

minha vara emergente

é de prata    é um cílio

um cilício a dobrar-se

 

 

és o verão lentamente

no meu quarto de vidro

tão orifício quente

renovas árvore grávida

o sémen    o fermento

esta pressa de amar

 

és minha amante e dia?

 

és de vida ou de morte

monstro tentacular?

Lourenço de Carvalho

“Minha ave africana”

 

P.S. :Lire article sur ce Blog du 20/02/2009 sur le même livre !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

28/12/2011

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Expatrie(e)s
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Jeudi 29 décembre 2011 4 29 /12 /Déc /2011 10:07

  

 

 Image:www priceminister.com

O neo-realismo português em marcha!

 

Em 1945, quando findou a 2a guerra mundial, nada se disse de novo.

Só que, nos anos 1940 alguns autores escreveram:

 

O percursor do neo-realismo foi Ferreira de Castro, com “A selva”

abrindo a via a um outro tipo de romance mais popular e voltado

para um realismo dito social!Fotos de O BARÃO - BRANQUINHO DA FONSECA

 Fotos de O BARÃO - BRANQUINHO DA FONSECAFotos de O BARÃO - BRANQUINHO DA FONSECAFotos de O BARÃO - BRANQUINHO DA FONSECA

1942 – Branquinho da Fonseca: “O Barão”

1942 – José Régio: “O príncipe de orelhas de burro”

1940 – Miguel Torga: “Bichos” e, em 1944, Novos contos da montanha”

1944 – Vitorino Nemésio: ”Mau tempo no canal”, editado em 1945

            Mas, estas obras nessa altura não teriam qualquer eco!

            Portanto, se pensarmos bem no Ferreira de Castro em 1940,

            com “Gaibéus” de Alves Redol em 1941 ou,  “Esteiros” de

            1941 de Soeiro Pereira Gomes e enfim, no meu compatriota   

            alentejano Manuel da Fonseca com “Aldeia Nova”... veremos

             o neo-realismo português em marcha!

 

Mas, com Ferreira de Castro, não esqueçamos ainda:

 

1947 - “A lã e a neve”

1950 - “A curva na estrada”

1954 -  “A missão” ou,

1967 - “Instinto Suprêmo”…

 

Era logo o tempo em que se utilizavam os risos contra a burguesia.

Poder-se-á ver mais tarde em escritores como Augusto da Costa que atirou para ele vários leitores e, Guedes de Amorim em 1953 com

 “A casa de Judas” ou, Assis Esperança  já em 1966 com “Pão incerto”.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

28/12/2011

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 22 décembre 2011 4 22 /12 /Déc /2011 10:44

www.imagedenoel.net 

  

 

 

Hier soir, j'ai trouvé une ancienne revue dans mes garde

livres, avec un conte de Noël de l'Auteur JCP, que j'ai

reécrit, ne pouvant pas utiliser ordinateur convenable

pour le copier.

J'aime beaucoup l'auteur. Je n'ai pas le temps de le traduire

mais, je suis certaine que ceux qui ne connaissent pas la

langue portugaise et aiment les contes, pourront le faire.

JOYEUX NOËL à VOUS? LECTEURS ET AMIS!

 

Numa antiga revista que possúo, encontrei este conto de Natal

de José Cardoso Pires, que reescrevi, para o meu Blogue.

  

Dois Natais num só dia

 

Quando, há anos, embarquei no aeroporto de Guararapes,

Recife, Brasil, o calendário do “hall” marcava 24 de Dezembro

e o termómetro subira ao ponto máximo da estação. Um calor

pesado, insónia tropical. Salas quase desertas, cais de

embarque solitários como um apeadeiro minúsculo do interior.

 

Realmente, quem viaja numa noite de Natal? – perguntava eu,

entre tanta desolação. Só os deserdados, é bem de ver, os sem

família. E, já dentro do DC-7, ao descobrir um sujeito de barba

de rabo, acrescentei cá comigo: “Ou os judeus, por exemplo...”.

 

O homem lia o breviário (o Tora, certamente), alheio a tudo,

ao avião quase vazio e às grinaldas (de plástico) que pendiam

do tecto. Lá em baixo, a 5 mil metros, Recife, com os seus

coqueirais da costa e Fernando de Noronha, um fogacho de

luzes boiando no Atlântico, há muito que tinham desaparecido.

De repente, um casal de franceses, no banco ao lado do meu,

agarrou-se à campaínha e só descansou quando o comissário

acudiu. “Du champagne!” gritou o cavalheiro, e a senhora

voltou-se para mim: eram 21 horas a bordo, meia noite em Paris,

onde a família festejava nesse exacto momento o Natal.

 

Ofereceram-me uma taça. Bebi e voltei-me melancolicamente

para a janela. À frente do avião, a estrela polar dominava a noite.

Durante toda a travessia do oceano esse sinal manter-se-ia diante

de nós como um gioa entre as nuvens. E lembrei-me da infância,

da estrela de cartão sobre o Presépio, dos Reis Magos através de

jornadas desérticas.

Horas depois, uma música suave começava a escorrer dos

altifalantes sobre todos nós, passageiros de uma noite de Natal.

Hospedeiras silenciosas distribuíam garrafas-miniatura e

embalagens especiais com figos, avelãs, e não sei mais o quê.

Ao topo do compartimento foi colocado um Trolley com um

blo de velas (apagadas, porque a bordo uma chama significa cataclismo, excomunhão) e acto contínuo o “ Jingle the Bells,

com o seu repique de sinos made in Hollywood, revolveu a

sonolência em que nos embalávamos. A música baixou, a voz

do comandante surgiu por cima dos nossos lugares:

- Captain N... and his crew welcomes you on board and

Wish a very happy Christmas

 

O meu Natal desse ano foi isso: as boas-festas através de um

Microfone, um bolo de velas apagadas, grinaldas artificiais penduradas no tecto e um rabino de chapéu na cabeça a repisar

as leis de Moisés. Ele (lembro-me bem) tinha posto na cadeira o

clássico cartão do Don’t Disturb e era uma ilha em viagem, uma

sinagoga supensa. Don’t Disturb...não me incomodem. Gozem

lá o vosso Natal, parecia dizer esse vulto obcecado, e deixem-me

com o meu calendário da Terra Prometida.

 

Mas, vendo bem, todos nós éramos igualmente ilhas e cada

qual demandava o Velho Mundo com a estrela polar a

conduzir-nos. E todos, à velocidade de 500 quilómetros por hora,

cobríamos duas mesmas datas sem que nenhuma delas nos

tivésse atingido profundamente...

José Cardoso Pires

In “Revista Eva -1963” 

  Rosario Duarte da costa

Copyright

22/12/2011

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les chroniques de la meute
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