Ruines de la mémoire(poésie)

Lundi 13 février 2012 1 13 /02 /Fév /2012 10:15

 

  www.wikipedia.org

 

Remontrances!

 

Ce fut il y a combien de temps?!

J’étais encore beaucoup trop jeune pour le lire, puisqu’il

est mort en 1960 : Boris Pasternak !

Et que lors de la publication de son livre «Le Docteur  Jivago» je

ne pouvais pas encore le lire et le comprendre.

 

Un an plus tard, alors qu’il devait recevoir le Prix Nobel de

Littérature, le Gouvernement de son Pays l’obligea à le refuser.

Oui, c’est bien cela !

 

Ce fut seulement au milieu des années 60, j’ai pu non seulement

lire le livre, mais aussi regarder le Film de David Lean, avec

Omar Sharif (homme pour qui maman avait un regard de femme

et d’auditrice.

Pour l’époque, le Film fut une bombe, qui a éclaté dans le monde

entier !

Cette révolution bolchevique dénoncée par Boris, à travers une

histoire d’amour qui restera à jamais gravée dans le temps !

Pourtant, l’homme continue à faire comme s’il ne comprenait à

l’histoire. Les mêmes causes, produisent toujours les mêmes

effets, comme on l’a démontré dans les outils qualité.

Les mêmes causes, produisent toujours les mêmes Effets !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

  12/02/2012

 

images.google

 

 

 
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Dimanche 12 février 2012 7 12 /02 /Fév /2012 10:03

Volver #4 Auteur:Marcelo Costa"olhares.com"

 

Ballade...

 

 

de mon jardin secret

j’ai vu se lever tes yeux

au bout de ta lumière

dansaient les oiseaux.

 

tu m’amenais danser

sur une île déserte.

comme un goût de paradis

avec le ciel sur la tête.

 

nous brûlions des heures

et fabriquions des mots,

dans les limbes des jours

corps à corps tous les deux.

 

comme une règle en or,

au temps de l’insouciance

devant la voix du tambour…

 

nous avions semé l’espérance

avec nos baisers d’amour !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

09/02/2012

 

 

Starbucks
Auteure: Josefina Melo "olhares.com"

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Nouvelles d'ici et d'ailleurs
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Vendredi 20 janvier 2012 5 20 /01 /Jan /2012 10:50

images.google.fr

 

hymne au mozambique :

voir cette afrique entre verts et mauves.

 

j’aimerais tant visiter le mozambique.

cette afrique australe si loin d’ici.

avec ses beautés naturelles coulant à flots,

ma gorge nouée entre montagnes et eaux…

 

et gagner un point avec tout ce que j’ai vu,

des crevettes géantes à manger partout,

longeant la mer ou au bord des fleuves

voir cette afrique entre verts et mauves.

 

un jour je devrais partir et on me l’a interdit,

de passer la porte du jour et de la nuit.

je n’ai pas vu les villes ni les villages

et, n’ai pas pu longer toutes ses plages.

 

alors j’ai pleuré dans des veillées oppressives

et je n’ai gardé que la mémoire et des missives,

sur des télégrammes ici presque déchirés

et des papiers anciens écrits devant les encriers.

 

et j’aimerais tant visiter le mozambique.

cette afrique australe si loin d’ici.

avec ses beautés naturelles coulant à flots,

ma gorge nouée entre montagnes et eaux…

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

18/01/2012

 

 

Landscapes Of Mozambique, Moçambique - YouTube

► 4:02► 4:02
www.youtube.com/watch?v=u-P-SGC05eg14 avr. 2011 - 4 mn - Ajouté par guicarvalhoytube
Mozambique Landscapes,Paisagens de Moçambique:guia,travel log south to north «Music:Desire Luzinda ...
Autres vidéos pour paisagens de moçambique »
 
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Expatrie(e)s
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Lundi 9 janvier 2012 1 09 /01 /Jan /2012 10:29

 

LAST CHRISTMAS

Auteur des photos sur cette page: JorgeF"olhares.com

Revelação

 

andar por aí a pescar as palavras

mágicas - como as andorinhas voando

aqui no céu do nosso olhar...

 

baralhar as cartas para jogar à noite,

escamando as horas com humildade

esperando a parábola para a nossa vida...

 

e mergulhar no mar da memória,

até encontrarmos as raízes para a nossa paz e força,

trazendo as côres para repintar os corações.

 

e saber,

e dizer,

e acreditar,

que as nuvens do céu, apenas nos escondem

toda a nossa antiga esperança!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

08/01/2012

 

 

GOLDEN DAYS

 

GOLDEN DAYS

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Les chroniques de la meute
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Lundi 19 décembre 2011 1 19 /12 /Déc /2011 11:14

A valsa lenta das nuvens

Auteure des photos sur cette page.Cláudia Barbosa"olhares.com

 

Infância

 

Valsa lenta

 

Desdobrando o naperon das horas,

deixei caír uma carta antiga:

uma carta de amor, que recebi um dia

quando tudo era ainda frescura e fantasia

e, a vida era um constante movimento. Era!

 

Dobrei-me e apanhei o papel (já velho e amarelo),

mas as palavras ergueram-se tilintando,

levantando os corcéis do tempo a chegar correndo

entre aquilo que eu amei e, o que vou amando.

 

Misturei as pedras todas desse tempo,

entre noites e dias hoje - quase incontráveis. 

Rasguei sombras enormes nos céus errantes

fazendo caír chuvas belas e incalculáveis,

para lavar as noites e dias daqueles tempos

onde as esperanças eram inalcançáveis.

 

Escamei dias e dias da minha vida,

em amplas preces procurando milagres.

Atravessei mares e oceanos muitos,

sangrei por entre as areias das praias

salvando a humildade e, a minh’alma,

até que a tempestade me désse calma.

 

E agora aqui estou a soluçar

no seio de tantas palavras a gritar.

E agora o meu coração desperta

e, esta hora já me não bate certa!

Rosario Duarte da costa

Copyright

15/12/2011

Espaço Vazio

 

Jardim de Inverno

 

Nocturne 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 15 décembre 2011 4 15 /12 /Déc /2011 10:42

 

Natal todos os dias

 

Natal...

 

Natal de quem? De quem vai mal

ou, de quem vai bem?!

No fim do Outono, o Inverno vem.

o ar estilhaça, entre frios e neves

no meio das festas, ou no seio das neves.

E entre as festinhas, trazidas de mais longe

do que as nossas avózinhas...

 

Natal de quem?! - Do norte ou do sul?

Um viver mais rico, numa noite apenas,

depois de cansaços e de tantas vertigens,

volta-se ao real, das manhãs pequenas.

Chegam, nas naus das horas, as origens,

até aos olhares pagãos ou, ainda cristãos...

 

Natal de amor apagando as dôres,

e as côres vivas ainda dos medos,

à luz das candeias guardando os segredos:

do tempo e, das nossas memórias!

 

Natal de terror, de amor, de esperança.

És a sombra, donde sai a luz mais nobre,

onde o povo –em comunhão- se entrelaça

                                       e dança!

Rosario Duarte da costa

Copyright

15/12/2011

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mardi 13 décembre 2011 2 13 /12 /Déc /2011 09:54

Amanhecer

Auteur des Photos sur cette page: Luciano Canelas "olhares.com

Gaivota - 50

Ode a um instante de vida !

 

Antes, olhavas para o sol e querias torná-lo cada vez maior !

Ouvindo os gritos da passarada, o poema ardia-te nos dedos,

enquanto que as árvores cabisbaixas marchavam lentamente,

na ponta dos pés!

Às vezes, o vento zunia e, os trigais balançavam-se como as

dançarinas de balet no palco de um teatro! Colhias ali as

papoilas vermelhas como o teu sangue, belas e frágeis como

as porcelanas da tua mãe.

Então cerrando os olhos, escutávas o último murmúrio das

árvores quando elas passavam por ti (ou eras tu que passavas

por elas ?!) fincávas os dedos na hora, ouvindo o canto que

furava o ar. Na intensidade da luz as sombras escondiam-se

nos buracos dos ramos das árvores sedentas!

Colhias os galhos no teu regaço, para acenderes o lume dos

teus dias ali, naquela terra onde se colaram depois as imagens

do sol, do mar e da tua infância!

A pouco e pouco desabitás-te os dias e as noites, as estrelas

escondendo-se por detràs do céu do teu olhar. Nas tuas mãos

colaram-se apenas algumas folhas já fanadas, para recordares

o tempo, o espaço e movimento, doutros tempos, doutras

vontades, doutras eras!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

20/02/2010

 

Lua cheia - 4

Uva Tinta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mardi 6 décembre 2011 2 06 /12 /Déc /2011 10:31

A casa amarela

Auteure des Photos sur cette page: Paula "olhares.com"

 

Ouro imaginário

Era amarela a casa

 

era amarela a casa

na terra ocre. habitada de silêncio

e de solidão. e o céu descia os poiais

- ali-, até ao chão.

e haviam albas, crescendo das noites;

uns esquissos antigos,

postos diante dos nossos postigos.

 

não era um asilo, não. era a casa,

baixa e amarela. como uma valsa lenta

derramada, em cada janela.

havia, o céu azulado à proa

com o riso da noite escondido.

como a côr do medo

ou, a côr do teu vestido,

nos dias de morte.

 

só ficavam

as luzes das candeias

para além dos muros.

como, uma breve alegria

numa última estação.

às vezes, a lua vinha

caír-nos nos dedos. e, o teu imaginário

desvendava-te mil segredos.

 

ao longe, o horizonte acendia

o fogo da esperança. e tu sonhavas

com outras esferas, o fim das guerras.

ouvias, um grande mar murmurando

que depois da tempestade,

renasceria nova força e, outra vontade.

 

e, ali ficás-te sentado na cadeira,

relendo a memória no relógio do dia,

ao centro da casa amarela...

Rosario Duarte da Costa

 Copyright

05/12/2011

Outros "Carnavais"...

 

 

My BIG BANG

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mercredi 9 novembre 2011 3 09 /11 /Nov /2011 10:30

 

um dia será sempre assim...

Photos posées sur cette page: Chuam: "olhares.com"

suavemente.

 

pedir-te-ia perdão...

 

pedir-te-ia perdão

por aquele amor inesperado

como um laço que foi dado

num perfume de sorrisos

sem recados nem avisos

 

pedir-te-ia perdão

por tanto afecto trocado

e tantas promessas tidas...

como roseiras floridas

no roseiral do tempo.

 

pedir-te-ia perdão

das sombras enroladas na luz

com martírios ou purezas.

e das palavras crochetadas

entre dores, prantos e levezas.

 

pedir-te-ia perdão

mas o morte traz estrume,

e, eu vou acender o lume

fazer queimar o meu grito.

sou como a moça da ponte

deitada à água num instante,

como um pássaro que se vai

poisar nas águas do mar.

 

e

  tu

      nem

              me

                    poderás

                                   salvar!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

08/11/2011

 

libelinha.

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Mercredi 19 octobre 2011 3 19 /10 /Oct /2011 13:28

 

    UMA Palmeira com cores de Outono

 

Auteur: Regina"olhares.com"



Cada dia...Chaque jour...

 

Cada dia abre-se com novas flores. Novas invenções e, algumas

esperanças...

 

Estava eu a pensar, numa certa casa (não longe de uma cidade

do centro de Portugal), escondida ao fundo de um  caminho

semeado de vivendas. Um caminho sem saída, onde a casa

escondida atrás de um portão se viu invadida por uma

palmeirazita, que a antiga dona da casa plantou.

De há uma dezena de anos para cá, a dona da casa partiu para

um céu qualquer e, sózinha no meio do terraço, a palmeira

cresceu. Ao crescer, abriu tanto os braços ao céu, que matou

uma grande e velha nogueira que há muito ali vivia. E esses

mesmos braços estenderam-se, tapando o telhado da casa e,

o muro que está à volta, passou a ser anãozinho!

 

Ali naquele lugar, a terra ficou com uma palmeira saíndo do

deserto. Parece alegre, segura e protectora... Vive na selva. Só

faltam animais para brincar entre os ramos!

 

A casa antigamente habitada pela velha senhora residindo em

Lisboa, viu-se abandonada pelos herdeiros e, foi um

descendente desta que, ao querer visitar um lugar da sua

memória infantina, descobriu a selva que tentou salvaguardar

a casa de qualquer estranho, já que os herdeiros não

respeitaram a obra da tal senhora, abandonando a casa ao

tempo. Como se ela pudésse sempre sobreviver sem

entretenimento e carícias!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

17/10/2011

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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