Alentejo

Mardi 29 novembre 2011 2 29 /11 /Nov /2011 10:50

Ficheiro:Presépio musgo.JPG

Image: wikipedia.org

Natal: Histórias para contar!

 

A vida tem destas coisas que fazem, com que nós mudemos os objectivos iniciais do evento, transformando-o quase, no nosso

próprio festejo!

 

A festa de Natal sempre foi para mim, a significação de um

encontro com os meus familiares, desde tempos remotos.

Além do aspecto religioso, esta festa revestiu sempre un carácter

particular, de encontro profundo, comunhão e partilha.

Independentemente dos presépios colossais que o meu pai fazia

quando eu era garota, onde ele dispunha as personagens entre

montanhas com estradazitas e rios correndo (graças a uma torneira

ali aberta), recordo-me ainda da distância da travessia que

fazíamos na serra do Cercal, para ir-mos ao encontro do musgo, necessário para transformar as pedras pesadas, em montanhas vertiginosas!

No entanto, no meu tempo não existia Pai Natal. Era o menino

Jesus, que descendo a cheminé, nos trazia as prendas...

 

Apesar da ausência de neve no Alentejo, Dezembro frio chamava

a lareira e a braseira para nos aquecerem os pés. Os Natais da

minha infância ficaram-me guardados ne memória -como jóias valorosas fechadas no meu cofre! 

Mas, tendo os meus pais voado cedo para um lugar qualquer, e residindo eu fora de Portugal, acostumei os meus filhos a ares

já antigos, embora perfumados de tradições recentes (especialmente

às da Provence française), com sabor à língua d’Oc, e a alfazemas

-como na minha terra-.

 

Acontece que os meus dois filhos (os rapazes) fazem anos em fins

de Novembro. Por tradição caseira, habituei-me a ornamentar a

casa para o Natal na penúltima semana de Novembro.

 

Contudo, os filhos vão-se e, os hábitos ficam. Os netos recomeçam

a ver o que os pais já viram. Porque, por hábito, guardei sempre relíquias desde o 1° Natal com o primeiro filho, até aos baptizados

dos meus netinhos. E, tudo isso ornamenta a minha árvore de Natal.

No entanto, este ano tinha pensado acabar com o rito. Não podendo

estar em Lyon nessa altura, a minha filha § família ficarão em Paris,

o que me torna triste. Mas, compreendo perfeitamente as causas

justas devidas às funções de ambos, e ainda o facto deste ano eles partilharem o Natal com a família do esposo da minha filha!

 

O trabalho que tenho cada ano a preparar a ornamentação, começa

a fatigar-me. Subo e desço, com berloques e brilhantes e, já

precisaria de paz. Mas, os meus netitos mais velhos iriam logo dizer

que este ano não seria Natal.

E, como explicar ao Alexandre(meu filho deficiente), que este ano

as luzinhas não brilhariam para ele?!

Então Rosário, continuará a subir e descer até ao fim. O Natal não é

teu, é para todos!

E, pronto, com esta história, dobrei-me ainda mais!

Feliz Natal (em avanço) para todos vós!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

28/11/2011

 

 

 

Bacalhau e peru são presença obrigatória na consoada alentejana ...

sicnoticias.sapo.pt/.../bacalhau-e-peru-sao-presenc...20 déc. 2009
A poucos dias da Consoada vamos espreitar uma ceia ...

Bacalhau e peru são presença obrigatória na consoada alentejana ...

► 1:27► 1:27
publication.prod.wcm.impresa.pt:8080/.../bacalha...20 déc. 2009 - 1 mn
A poucos dias da Consoada vamos espreitar uma ceia tipicamente alentejana, à qual não faltam o ...
 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Expatrie(e)s
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Jeudi 12 mai 2011 4 12 /05 /Mai /2011 10:46

  Cá do Alentejo

 

 

Alqueva 5*

Alqueva 5


  Auteur Paulo J Pires: Olhares.com"

 

Alqueva

 

Terra pedrosa. Ainda me recordo da ribeira já magrita, abrindo

o caminho por entre as pedras.

Alentejo despido das suas gentes e vazio... Um solo seco pela

aridez da terra! Salgadiço o Sado em campos Ouriquios, onde

nasce com o Mira e, o Guadiana.

 

É o Alentejo –de dentro-. Com figueirado nas herdades ,

(latifúndios ancestrais), envolvendo o caseirado. Eiras e romarias

apagavam a imagem da miséria e, alguns laranjeirais apareciam

oferecendo côres, odôres e gostos inegualáveis!

Nasceu uma barragem. Para acabar com a rudeza da vida. A

paisagem mudou mas, o Alentejo é sempre o alentejo, com

grandes planícies estendidas além do horizonte. Mas, um chão

por lavrar, porque mais ninguém o quer trabalhar!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

27/04/2011

  alqueva

Auteure de la photo:  Maria"olhares.com"

 

 

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Jeudi 13 janvier 2011 4 13 /01 /Jan /2011 09:28

HYDRANGEA MACROPHILLA

Auteure: Maria Dias: "olhares.com"

 

CAVALOS À SOLTA

 

 

(Des vieilles petites histoires)

Histoire de la Sainte Fontaine !

História da fonte Santa !

 

Quand j’étais petite, deux cousines de mon grand-père maternel

-des femmes célibataires et assez riches-, vivaient dans la même

petite ville que moi et, j’allais les saluer quasiment tous les jours.

Elles vivaient dans une grande maison, entourées de deux

perroquets et de leur bonne.

Elles ne sortaient presque jamais. De temps en temps elles se

rendaient dans la capitale, couchant dans un hôtel à Rossio

(Lisbonne).

 

Leur richesse c’était leurs terres où, elles ne se rendaient presque

jamais, les rentiers leur apportant produits et/ou argent.

Une de leurs terres possédait une fontaine. On disait que l’eau

avait des grands pouvoirs et, c’est pourquoi, beaucoup de gens

se rendaient pour prier, ramenant ensuite l’eau de la source chez

eux ! Me reviennent à la mémoire quelques images d’un temps

ancien, quand –par exemple-, les gens étaient malades allaient

s’abreuver d’eau miraculeuse car, disait-on, l’eau avait de grands pouvoirs. 

Donc - à cause de cela-, nous les appelions les cousines de la

Sainte Fontaine.

Ma grand-mère m’avait racontait l’histoire de cette source, lors

d’une veillée familiale autour du feu crépitant dans sa cheminée.

Si mes souvenirs sont bons, il paraît que des bergers étaient

affairés avec leur troupeau, juste à cet endroit. Il semblait que la

chaleur était grande et, les bergers et leur troupeau ne pouvaient

pas boire.

C’est alors que la Vierge Marie serait apparue posant ses pieds

sur un rocher d’où, immédiatement, l’eau commença à jaillir

allègrement.

C’est ainsi que l’on appela la Sainte Fontaine, et l’on installa une

petite chapelle pour prier à Notre Dame de la Conception.

Cette source qui ira donner son eau à la petite ville pendant très longtemps, est encore assez connue. Durant des décennies, une procession annuelle avait lieu, les populations s’y rendaient pour

prier en remerciement de cette grâce, venue de la Vierge Marie.

Rosario Duarte da Costa

Copyright

12/01/2011

 

PRIMEIRO CORTE

 

CAMPO DE GIRASSÓIS

 

 

O MONTE E A PALHA

 

AS ÁRVORES MORREM DE PÉ

 

FLOR RARA...

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Nouvelles d'ici et d'ailleurs
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Vendredi 12 novembre 2010 5 12 /11 /Nov /2010 10:06

 

Entre l'Afrique et Lisbonne, il y a l'Alentejo (au-delà du Tage),

avec ses plaines, les rues tranquilles, les arbres joyeux...et, il y a

ma mémoire (vive et morte)!

 

L'Alentejo est l'espace élargi vers l'horizon, le chant des oiseaux sur

les blés, les orangers sucrés et le miel de mon enfance...

Voici deux photos extraites du site de Helena Melo, qui s'adonne beaucoup à cette région!

Rosario Duarte da Costa

copyright

12/11/2010

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Expatrie(e)s
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Mercredi 20 octobre 2010 3 20 /10 /Oct /2010 09:55

Chegou...

 

 

 Rita Fonseca ♔

  Auteur des Photos sur cette page: Claudia Miranda

 

Bryanna

 

Como saber quem eu era?

 

Para saber quem eu era

voltei para trás

encontrar os pedaços

que havia perdido

nos outonos

      invernos

               primaveras

                        verões

era como um velho carro

a andar sem travões

 

olhando para trás

com o vento a bater-me

a fazer os seus zás

 

Perdi-me de mim

sempre foi assim

deslumbrando-me aqui

ali acolá

no seio dos poiais antigos

vendo e não vendo

querendo e não querendo

assim me perdia

aquém e além

entre árvores velhas

e casa caídas

e o ar mentia-me

naquelas noites negras

há pouco nascidas

 

e eu ficava ali

estática

no meio do silêncio

escorrendo sonhos

com temores medonhos

escondidos no meu lenço

 

assim

perdia raízes

por todos os lados

espedaçando o corpo

nas rochas das horas

avançando um pouco

para além de mim

e, assim me fui perdendo

sim

 

um só desejo

de recolher-me a ti

mas já te havias fugido

para além de mim

entre nós uma fronteira

e guardas fronteiriços

para reguardar a terra

dos insubmissos

 

E assim me perdi

de ti e do corpo

a minha vida mudou

para um mundo louco

como se tu e eu

isto é “nós” dois

não pudéssemos ser

uníssonos em nós

 

e também me perdi

da minh’alma e do corpo

afundando-me aqui

neste mar do mundo torto

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

19 /10/2010

 

 

Bry

 

Casa do Alentejo

 

 

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Mardi 25 mai 2010 2 25 /05 /Mai /2010 13:57

Castelo de Beja

Château de Beja (Sud de l'Alentejo)

auteur: Bruno Rodrigues www.olhares.com

 

 

ruas da minha cidade2.jpg

João Espinho www.olhares.com

 

 

 

 

 

Tenho saudades

de esterco fértil

de águas rebentando

no cais das veredas

para dar bebida

a todos os lugares

            dispersos

 

preciso

de campo e aldeias

de bosques e florestas

e do pisar da terra

onde a luz explode

com pássaros no céu

num bater de asas

            infindo

 

tragam-me

o sal e o fogo

nas cidades brancas

o homem de foice

e as mulheres sentadas

às soleiras das portas

vendo o horizonte de pé

            ao longe

 

quero

aproximar a memória

e sentá-la aqui

no grande cais

das minhas memórias

onde atracaram os barcos

de todas as minhas

            estações

 

preciso

            quero

                        tragam-me

o Alentejo inteiro

com pombos

e as cegonhas (ai as cegonhas...)

de bico aberto ao ar

e

eu ficarei quiéta

mesmo se não tiver banco

            onde me sentar!

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

21/05/2010

 

Igreja Matriz de Santiago do Cacém

Eglise de Santiago do cacém (Alentejo)

Auteur des photos de Santiago do cacém: João Ganhão www.olhares.com

 

 

Castelo Medieval de Santiago do Cacém II

Château Médieval  de Santiago do Cacém

 

Castelo Medieval de Santiago do Cacém I

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Mercredi 10 février 2010 3 10 /02 /Fév /2010 12:37

"O sobreiro mais fotografado..."



Auteur: José Branco www.olhares.com



SOBREIRO (Quercus suber) - 02


Auteur: Francisco Carajola Oliveira  www.olhares.com

O sobreiro/ La chêne-Liège



O sobreiro
tem a casca compacta

para se esconder

do tempo

no seu movimento...

 

Dobra-se ao sol

abrindo-se à luz

escondendo-se do vento

repousando na sombra

com os olhos no chão

vendo onde a terra

se enterra!

 

E

o cortiçeiro

tira a cortiça

que o negociante

            cobiça!

 

Nu o sobreiro

ao sol que o queima

ao vento que o fere

porque o homem teima

em deixa-lo nu...

 

E

o cortiçeiro

olha tristemente

para o sobreiro

que lhe dá o pão

e, pede-lhe perdão!

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

08/02/2010











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Vendredi 20 novembre 2009 5 20 /11 /Nov /2009 14:56






























ICI
Vous êtes à ALENTEJO!

NOËL 2009
arrivera....
Joyeuses Fêtes Déjà...

 


Photos extraites du site: http://mirobriga.blogspot.com
 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Les chroniques de la meute
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Dimanche 8 novembre 2009 7 08 /11 /Nov /2009 14:26


Alentejo c'est Soleil et beauté. C'est espace et mouvement.
Alentejo, Terre des hommes et de la Fraternité entre eux...
La mer de blés saupoudrée de coquelicots; l'air odorante qui nous frappe
en douceur.
Voici quelques photos issues du Blog d'Hugo "Alentejano, bien sûr" qui
nous abreuve de l'histoire des hommes.
Rosario Duarte da costa
Copyright
09/11/2009

































http://traje-antigo-alentejo.blogspot.com/

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Mercredi 23 septembre 2009 3 23 /09 /Sep /2009 10:36


Rocha d'água d'alto
Serra do Cercal...
Auteur des Photos: Francisco Lampreia
www.olhares.com

Odemira e o seu Rio
Odemira

Nunca ninguém me disse

porque vim...Só sei do lugar

donde vim. Era já, tão perto do

mar mas, tão grande era a rudeza

da terra...ali, naquele lugar!

Foi uma noite, na angústia

do inverno

e, as árvores rezavam esperando

                        a primavera!

Nunca ninguém me disse

para que vim...Um dia levantei-me

tateando as horas. E vi alargar-se

a terra ali, onde nasci. Tão longe

                        o horizonte...

Tão longe! Então levantei-me

com o canto do merlo nos ouvidos,

e o voo das gaivotas no céu.

E gritei...Gritei “Eu existo” e prometo

caminhar sempre em frente!

Marchei. Às vezes andando, outras

vezes desabando nas abas do dia.

Então aqui cheguei. Cansada eu sei,

de tanto caminhar. Vi o mundo

desabando ainda um pouco mais.

Falta-me terra. Falta-me terra

e horizonte, entre merlo e rouxinol

uma gaivota a voar no céu

do meu olhar

ali, tão pertinho do mar!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

22/09/2009


Costa Vicentina
Ce n'est pas Avalon, si les brûmes d'Alentejo!

Caminhos de perder de vista!
La terre ondulant comme la mer voisine!


Chaparro
Un arbre seul ouvrant ses bras pour nous accueillir!











Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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