
num jogo de paixões
pleno de dávidas e trocas.
Dói-te o coração
como te dóiem as palavras
saídas do fogo
entre chamas e cinzas...
E,
a noite entra-te pelo corpo
como entram em ti
todas as resinas da infância.
Eu sei. A tua voz vibra
nas paredes de papel
usado
-como vibra o tempo já gasto-
no seio das estações mortas...
E sei. A paixão do corpo
cresce na respiração da noite...
Do escuro nasce a seiva
como nasce a luz jorrando
dos teus para meus olhos.
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