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Perguntas-me: é quando o amanhã?
Tu me demandes: c’est quand demain?
Perguntas-me : é quando o amanhã?!
Calo-me. Porque o meu olho vigia, cada dia que ele espera
o amanhã, ele ouve e diz: é já hoje!
É!
Por isso, nada respondo. E penso: abre a porta da noite e espera;
escuta as badaladas do sino da igreja e, a madrugada romperá
numa manhã, que precederá o outro amanhã...
O tempo avança sempre no seu gesto criador e, ambíguo...
o amanhã sendo talvez uma metáfora do tempo. Talvez!
Digo-te: o tempo é uma odisseia, navegando entre campos e mar;
entre cidades e aldeias; entre ti e mim isto é, entre nós!
O tempo é o “andamento” da vida, que corre esmagar-se contra
a face da terra...
Olha, em baixo da cidade o Tejo corre esfarrapado, à procura do
tempo e, só vê o mar...
Olha...e, se encontrares um dia o amanhã, diz-me o que sou e, para
onde ele me leva!
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20/12/2009
2009
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