Samedi 5 décembre 2009
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Auteur: PeterHunt Toons "www.olhares.com
Resumo
A Rã-verde ou Rã-comum, Rana perezi, é o anfíbio mais abundante e fácil de observar em Portugal. Geralmente não ultrapassa os 7 cm de comprimento. Possui olhos
proeminentes, próximos entre si, com pupila horizontal. Os tímpanos, situados atrás dos olhos, são bem visíveis, o que a distingue da Rã-ibérica (R. ibérica). Os membros posteriores são
compridos e com membrana interdigital bem desenvolvida. Distingue-se facilmente da Rã-de-focinho-ponteagudo (Discoglossos galganoi) porque os membros posteriores, quando esticados na direcção
do focinho o ultrapassam. A coloração dorsal é esverdeada ou acastanhada (por vezes surgem exemplares muito escuros) com manchas escuras de disposição irregular. Tem duas pregas glandulares
muito marcadas dorso-lateralmente e com frequência possui uma linha vertebral verde clara. Ventralmente é esbranquiçada com manchas cinzentas de tamanho variável.
Os machos apresentam um saco vocal externo de cor cinzenta. Quando o saco vocal não está insuflado, é fácil observar as pregas cutâneas de cada lado da boca. Os machos têm os membros
anteriores proporcionalmente maiores, com ante-braços mais robustos. Na época de reprodução têm calosidades nupciais escuras na parte interna do 1º dedo. As fêmeas são em geral maiores que os
machos. Os girinos desta espécie podem atingir 7 cm de comprimento mas ao eclodirem medem entre 4 a 6 mm. Têm espiráculo lateral. Superiormente são esverdeados com manchas ou pontos escuros.
A cauda apresenta manchas ou linhas escuras bem visíveis e é afilada na extremidade.
in http://www.naturlink.pt/
Ce soir, en regardant une photo de grenouille, j’ai pensé au
grand
Poète portugais Fernando Pessoa.
J’ai ouvert un livre de lui et
j’ai décidé d’ajouter deux autres poèmes inscrits dans ce que l’on
appelle « la poésie inédite » du poète.
En fait, Fernando Pessoa est dans ses textes, au sein d’un réel
questionnement, entre lui (soi) et la vie ; entre soi et soi, entre soi et les
autres !
- Qui suis-je ?
- D’où je viens ?
- Pourquoi je vis ?etc.…
Voici en portugais un de ses poèmes extrait du livre
« Nouvelles
Poésies Inédites »
où justement Pessoa cherche en lui l’obscurité qui reste eu centre
de son
être…
Qualquer coisa de obscuro permanece
No centro do meu ser. Se me conheço,
E até onde, por fim mal, tropeço
No que de mim em mim se esquece.
Aranha absurda que uma teia tece
Feita de solidão e de cansaço
Fruste, meu ser anónimo confesso
Próprio e em mim mesmo a externa treva desce.
Fernando Pessoa(1933)
In: Novas Poesias Inéditas
Todas estas coisas que há neste mundo
Têm uma história,
Excepto estas rãs que coaxam no fundo
Da minha memória.
Qualquer lugar neste mundo tem
Um onde estar,
Salvo este charco de onde me vem
Esse coaxar.
Ergue-se em mim uma lua falsa
Sobre juncais.
E o charco emerge, que o luar realça
Menos e mais.
Onde, em que vida, de que maneira
Foi o que lembro
Por este coaxar de rãs na esteira
Do que deslembro?
Nada. Um silêncio entre juncos dorme
Coaxam ao fim
De uma alma antiga que tenho enorme
As rãs sem mim.
Fernando Pessoa
13 Aôut 1933.
L’écriture de Pessoa
paraît simple mais, il travaille toujours en
relation avec la métaphysique, et pour le comprendre il faudra
aller
vers cette Sigmund Freud (comme a si bien expliqué Eduardo
Prado
Coelho) dans le livre « A Letra Litoral ».
Par ailleurs, ce même auteur démontre la relation de Pessoa
avec
l’image qu’il donne dans ses écrits : ici la grenouille qui
–selon
E.P.Coelho-, est liée aux origines, à l’aspect sécuritaire…
La grenouille se démultiplie, vit en groupe, n’a pas de lieu
propre !
/…/
Rosario Duarte da
Costa
Copyright
04/11/2009

Auteur: André Cristiano de Sousawww.olhares.com
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