Lundi 7 décembre 2009 1 07 /12 /Déc /2009 10:16



Rentrée dolorosa

Fim das barracas

Yes We Can

Anonimato das cidades


Caça ao emigrante







 

Viver no estrangeiro

Vivre à l’étranger



 





Viver no estrangeiro
é viver-se isolado

da família e dos amigos...

é!

 

Como dizia o nosso irmão Sena:

"Emigram-se uns para as Europas

e voltam como se eram mais ricos.

Outros se ficam envergando as opas

de lágrimas de gozo e sarapicos.”

 

Viver no estrangeiro

é como perder a nacionalidade...

Oh! senhor emigrante,

compre aqui esta casa

esteja à vontade

ela lembrar-lhe-á a sua mocidade!

 

Viver no estrangeiro

é, deixar de ser português

sem nunca o ter pedido

uma só vez...

 

“Que Portugal se espera em Portugal?

Que gente ainda há-de erguer-se desta gente?

Pagam-se impérios como o bem e o mal

-mas com que há-de pagar-se quem se agacha e mente?”

 

Emigrantes,

vós que entendeis

a voz de outras eras...

vós que recolheis

os patacos à terra

dizei-me,
será precisa outra guerra?!

 

Nada dizeis!

vossos filhos são lusodescendentes

e, só serão reconhecidos

após terem sido medidos

com metros e pentes.

 

Digais...

Que ser emigrante

é ser português

duas vezes mais

numa só vez!

 
Viver no estrangeiro
é como viver em Lisboa

ou no Porto...

 

Olhai...

todos os migrantes

oriundos do norte, do sul

do este, e oeste de Portugal

vivendo na cidade

onde se despiram

do seu ar agreste!

São alfacinhas, ou tripeiros

e portugueses

dos pés ao bestunto.

São gente certeira

ou não são ninguém.

Mas senhor migrante

ninguém o diz, porém!

 

Que o queiram ou não

o senhor arquivador,

o senhor escrevinhador,

ou o senhor doutor

-como o senhor ministro-

são migrantes do sul,

ou talvez do norte

a viver na cidade

seja qual fôr a idade...

 

E, magrinhos ou gordos

operários ou funcionários

migrantes do norte

ou migrantes do sul,

a viver nas cidades

já não são portugueses.

 

Escutai...

Eles são migrantes,

como os que partiram

para terras alheias...

São os nossos irmãos

enleados àas teias

que a aranha fêz

ao povo português!

 

E, são povo

o povo da Europa

cidadão do Mundo!

Ajouté extraits de Jorge de Sena  “l’été au Portugal”

In : Exorcismos

Rosario Duarte da costa

Copyright

06/12/2009


Conflito de gerações

Auto-retrato
Photos extrites du site de Antonio L. Luis "www. olhares.com






Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Poésie - Communauté : Les chroniques de la meute
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