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Auteur des photos de cette page: Virginia Pinhão www.ohares.com

o olhar por entre os armazéns; ver o enxame de gente entrar e saír,
depois encaminhar à esquerda ou à direita por entre as árvores...
Ouvir o barulho dos carros que passam, com as buzinas nervosas às
vezes; sentir os cheiros das flores nos canteiros ou, os odores que
saiem pelas janelas abertas das casas e reviver as cores, formas,
cheiros, que nos oferecem uma musicalidade que nos atira, nos motiva,
para escrever o poema.
E, por ali vamos carregados de luzes e de palavras, de sons ou imagens,
que iremos martelar –tal o calceteiro martela as pedras para calcetar as
ruas- para construírmos o nosso poema no seio da cidade!
Calcorrear a cidade, descobrir vultos que dançam é, como uma sombra
chinesa que nos atira; ouvir uma história qualquer num terraço com os
pombos a voar de um lado para o outro e, poisar num lugar onde se junta
a sombra com a luz para vislumbrar melhor tudo o que se passa lá fora e,
ao mesmo tempo, tudo o que se sente por dentro!
E caligrafar o poema no seio da cidade, para o declamar ao mundo!
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26/11/2009
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