Jeudi 8 octobre 2009 4 08 /10 /Oct /2009 13:20



INÊS DE CASTRO


INÊS DE CASTRO
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
Dos teus anos colhendo o doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito;
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro. que sustinha
As obras com que Amor matou de amores
Aquele que depois a fez rainha,
As espadas banhando e as brancas flores
Que ela dos olhos seus regados tinha,
Se encarniçavam, férvidos e irosos,
No futuro castigo não cuidosos
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas chorados transformaram:
O nome lhe puseram, que ainda dura,
"Dos amores de Inês ", que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água, e o nome Amores!

Poema de Luís de Camões




( A mes petits enfants et tous les autres enfants !)

 

La Reine Morte

 

Il y a très longtemps, un jeune homme fils du roi du Portugal a du de

marier avec une princesse de Castille « aujourd’hui province de Espagne »,

alors qu’il ne ‘aimait pas.

 

Son père, l’obligea et il souffrait…

 

Un jour où il se promena autour du château, le prince rencontra Inès jolie fille

appartenant aux demoiselles « suivantes » de son épouse. Il tomba de suite

amoureux de telle sorte que, depuis ce jour les deux amoureux ne se quittèrent

plus.

 

Pedro lui jura de l’aimer pou toute la vie…

Inès éprise par le jeune prince fit de même !

 

Les jours devenaient de plus en plus beaux ; ils déposèrent les espoirs l’un

dans l’autre.

 

En apprenant la nouvelle le roi devînt fou puis, pris d’une grosse colère renvoie

la jeune demoiselle dans son pays !


C’est alors que l’épouse du prince « Dona Constança » meurt. Veuf le prince ,

mais libre fonda des nouveaux espoirs !

 

Ainsi il décida de ramener Inès pour conclure un mariage secrètement…


Alors, depuis leur petite maison tout près du château ils vivaient leur amour

entièrement et vivaient très heureux.


Mais, la jeune épouse enceinte devrait accoucher bientôt. Tout le château en

parlait et, le roi mécontent s’entoura de conseillers pour l’aider à résoudre

le problème.


Ces conseillers lui dictent de faire tuer la femme de son fils ! Après une courte

réflexion, le roi accepta.

 

Alors, ces mauvais conseillers osent entrer chez la femme de Don Pedro et, à

coups de poignard la tuent.


Fonte das lágrimas
Auteur: Idalina Alpoin www.olhares.com
 

Voici la Fontaine où, Inès aurait pleuré pour la dernière fois, avant d'être tuée!

Pedro désœuvré en voulait au roi- son père ! Mais, plus tard il lui a pardonné.

 

Quelque temps après, son père est mort. Pedro devînt roi. Alors, il s’empressa de

faire arrêter ceux qui avaient tué Inès. Puis il dit :

Arrachez-leur le cœur ici,
devant moi !

 

Alors, le roi Pedro décida de rendre hommage à sa bien-aimée. Il voulut la

rendre « Reine du Portugal » et annonça au peuple portugais leur mariage.

 

Pedro lui offrit un « Tombeau » au Monastère de Alcobaça, et la mit sur le

Trône de Reine, devant tous les invités-nobles et clergé. La foule assiste à la

cérémonie et il leur dit :

 Voici votre Reine, jurez-lui de lui être toujours fidèles.

 

Peu à peu, les portugais sont montés sur les marches de l’église et se sont

agenouillés devant la Reine Morte.

 

Inès , devenue reine est entrée par la grande porte dans l’histoire du Portugal.
Puis Pedro
fit construire aussi un tombeau pour lui, à côté de celui de la reine.

 

Ce conte est une vraie histoire. Si un jour, vous vous rendez au Portugal,

n’oubliez pas d’aller dans la ville de Alcobaça, et de visiter le Monastère

avec son église avec Don Pedro et Inès – le roi et la Reine Morte !

Rosario Duarte da Costa

                                                                                     Copyright                 

07/10/2009

 

P.S.
Je viens de recevoir - aujourd'hui même-, deux cartes postales émanant de " babette et Bobo" qui sont allés pour la première fois au Portugal et qui me disaient " être enchantés" par celui-ci.
Ils sont restés "béa" devant le Monastère de Alcobaça où se trouvent les tombeaux du Roi Don Pedro et son aimée Inés!
Une grosse bise pour eux. N'oubliez pas de suivre "le fil d'ariane" dans Le Labyrinthe de Lisbonne!


http://portugalfotos.canalblog.com
29 octobre 2007

 

ALCOBAÇA

Alcobaça é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Leiria, região Centro e subregião do Oeste, com cerca de 9 800 habitantes (16.400 na área urbana). A cidade dista cerca de 109 km da capital Lisboa, situando-se entre três cidades maiores: Caldas da Rainha, Marinha Grande e Leiria.

É sede de um município com 417,05 km² de área e 56 794 habitantes (2001), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte pelo município da Marinha Grande, a leste por Leiria, Porto de Mós e Rio Maior, a sudoeste pelas Caldas da Rainha e a oeste envolve por completo a Nazaré e tem dois troços de costa no Oceano Atlântico.

É banhada pelos rios Alcoa e Baça, nomes de cuja aglutinação a tradição faz derivar o seu nome -o que está longe de ser consensual.

Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

(também conhecido como Mosteiro de Alcobaça), é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi fundado em 1178 pelos monges de Cister. É considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Inês e Pedro

Em 1340, D. Pedro I casa-se com a princesa castelhana D. Constança Manuel. Uma das aias que acompanhava D. Constança era Inês de Castro, por quem D. Pedro se apaixonou. Em 1348-1349, D. Constança morre e então D. Pedro assume mais abertamente o relacionamento com Inês de Castro em terras de Coimbra. O rei D. Afonso IV (pai de D. Pedro), temia o poderio da família de Inês de Castro e da sua influência na sucessão do infante D. Fernando, filho primogénito e herdeiro de D. Pedro. No dia 7 de Janeiro de 1355, Inês de Castro, encontrando-se nos Paços de Santa Clara em Coimbra (embora a lenda diga que ela estava à beira da Fonte da Lágrimas - Quinta das Lágrimas), foi assassinada por Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco, sendo sepultada em Coimbra. D. Pedro sobe ao trono em 1357 e uma das suas primeiras medidas foi mandar construir um túmulo majestoso para Inês de Castro. Em 1360, acabado o túmulo, D. Pedro ordenou que o colocassem no transepto sul do Mosteiro de Alcobaça e em seguida que transladassem para lá o corpo de D. Inês. D. Pedro I mandou construir um túmulo semelhante para si próprio, sendo colocado lado a lado (do lado esquerdo) do de D. Inês. O rei morre em 1367, indo repousar nessa altura ao lado da sua amada.

Os túmulos

Os túmulos são de estilo gótico e feitos em calcário da região de Coimbra. A localização primitiva dos túmulos era lado a lado (estando o de D. Inês do lado direito de D. Pedro, o que deveria acontecer entre marido e mulher) no transepto sul da Igreja do Mosteiro de Alcobaça. Daqui passaram para a Sala dos Túmulos. No século XX voltaram a ser colocados no transepto da Igreja, onde se encontram actualmente: frente a frente, estando o túmulo de D. Inês no braço norte do transepto e o túmulo de D. Pedro I no braço sul, de tal modo a que quando ressuscitarem se levantem e vejam um ao outro. Nos jacentes ambas as figuras estão coroadas, de expressão tranquila e rodeadas por seis anjos que lhes ajeitam as roupagens e lhes levantam a cabeça (como que a elevá-los para o Céu). As faces dos sarcófagos estão decorados com temática heráldica (representações de brasões das respectivas famílias), bíblica, vegetalista e geométrica. Em termos escultóricos, o túmulo de D. Pedro I é considerado uma melhor obra, chegando os altos-relevos a atingir 15 cm de profundidade, enquanto no túmulo de D. Inês atingem os 10 cm.

 

 

Túmulo de D. Inês de Castro

Inês de Castro está representada com a expressão tranquila, rodeada por anjos e coroada de rainha. A mão direita toca na ponta do colar que lhe cai do peito e a mão esquerda, enluvada, segura a outra luva. Os temas representados no túmulo são: nos frontais, a Infância de Cristo e a Paixão de Cristo e, nos faciais, o Calvário e o Juízo Final. Neste túmulo salienta-se um dos faciais, que representa o Juízo Final. Pensa-se que D. Pedro, com a representação desta cena dramática da religião cristã, quis mostrar a todos (inclusive a seu pai e aos assassinos) que ele e Inês tinham um lugar no Paraíso e que quem os fizera sofrer tanto podia ter a certeza que iria entrar pela bocarra de Levitão representada no canto inferior direito do facial. Podemos observar também a figura de Cristo entronizado, e a Virgem e os Apóstolos que à sua direita rezam. Em baixo estão representados os mortos que se levantam das suas sepulturas para serem julgados.

Túmulo de D. Pedro I

D. Pedro I está representado também com a expressão tranquila, coroado e rodeado por anjos. Segura o punho da espada na mão direita, enquanto com a esquerda agarra a bainha. Nas faces do túmulos estão representadas: nos frontais, a Infância de S. Bartolomeu e o Martírio de S. Bartolomeu e, nos faciais, a Roda da Vida e a Roda da Fortuna e ainda a Boa Morte de D. Pedro. Neste túmulo destaca-se o facial da cabeceira onde está representada a Roda da Vida e a Roda da Fortuna. A Roda da Vida possui 12 edículas com os momentos da vida amorosa e trágica de D. Pedro e de D. Inês. Na leitura das edículas (feita no sentido ascendente e da esquerda para a direita), podemos observar: D. Inês acaricia um dos filhos; o casal convive com os três filhos; D. Inês e D. Pedro jogam xadrez; os dois amantes mostram-se em terno convívio; D. Inês subjuga uma figura prostrada no chão; D. Pedro sentado num grandioso trono; D. Inês apanhada de surpresa pelos assassinos enviados pelo rei D. Afonso IV; D. Inês desmascarando um dos seus assassinos; degolação de D. Inês; D. Inês já morta; castigo dos assassinos de Inês; D. Pedro I envolto numa mortalha. Nas edículas interiores – Roda da Fortuna – podemos observar (no mesmo sentido da Roda da Vida): D. Inês sentada à esquerda de D. Pedro (por ainda não estarem casados); o casal troca de posição (D. Inês sentada à direita de D. Pedro, o que indica que já estão casados); D. Pedro e D. Inês sentados lado a lado parecendo um retrato oficial; D. Afonso IV a expulsar (pelo apontar do dedo) Inês do reino; D. Inês repele um homem que parece ser de novo D. Afonso IV; D. Pedro e D. Inês prostrados no chão subjugados pela figura híbrida da Fortuna que segura com as mãos a roda.

 

(Wikipédia)

(Ver também album fotográfico do lado direito.)

 

P9301420

 

P9301438

P9301378

 

 

 

Posté par filipecastela à 13:
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Comptines! Lendas - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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