Mercredi 23 septembre 2009 3 23 /09 /Sep /2009 10:36


Rocha d'água d'alto
Serra do Cercal...
Auteur des Photos: Francisco Lampreia
www.olhares.com

Odemira e o seu Rio
Odemira

Nunca ninguém me disse

porque vim...Só sei do lugar

donde vim. Era já, tão perto do

mar mas, tão grande era a rudeza

da terra...ali, naquele lugar!

Foi uma noite, na angústia

do inverno

e, as árvores rezavam esperando

                        a primavera!

Nunca ninguém me disse

para que vim...Um dia levantei-me

tateando as horas. E vi alargar-se

a terra ali, onde nasci. Tão longe

                        o horizonte...

Tão longe! Então levantei-me

com o canto do merlo nos ouvidos,

e o voo das gaivotas no céu.

E gritei...Gritei “Eu existo” e prometo

caminhar sempre em frente!

Marchei. Às vezes andando, outras

vezes desabando nas abas do dia.

Então aqui cheguei. Cansada eu sei,

de tanto caminhar. Vi o mundo

desabando ainda um pouco mais.

Falta-me terra. Falta-me terra

e horizonte, entre merlo e rouxinol

uma gaivota a voar no céu

do meu olhar

ali, tão pertinho do mar!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

22/09/2009


Costa Vicentina
Ce n'est pas Avalon, si les brûmes d'Alentejo!

Caminhos de perder de vista!
La terre ondulant comme la mer voisine!


Chaparro
Un arbre seul ouvrant ses bras pour nous accueillir!











Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Alentejo - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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