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Photo extraite de http://pensamentosdobem.blogspot.comNaquelas noites primaveris calmas ou,
nas noitinhas outonais quando
o pescador desliza com a barca no rio
pertinho das costas onde as rochas de pé
espiam o mar até ao horizonte...
Naquelas noites primaveris calmas ou,
nas noitinhas Outonais, quando
o marulhar das águas estala nos ouvidos
e os grito aguçados e zangados ascendem
ao céu iluminado de estrelas...
Naquelas noites primaveris calmas ou,
nas noitinhas Outonais quando
os pássaros passam fugitivamente
embarrigados numa chilreada infinita,
quando o negro nos desenha no espírito
as belas sereias encantadoras
onde a candura, a brancura e a harmonia
deslumbravam os humanos dia a dia...
O homem é um pequeno insatisfeito
como um bébé que à mãe se atira ao peito,
procurando a brandura e o sonho
nas fadas e sereias escondidas
por entre aquelas frestas proíbidas...
Há muito já os Argonautas passáram e,
todas as sereias -que Circé Ulysses avisou-
o encantaram, mas as suas orelhas não tapou.
Ulysses, encontrou-as belas, encantadoras
mas continuou o seu caminho sem se fazer parar
e, as belas sereias deitaram-se ao mar
perto do pormontório de Lucânia
mudando de nome para “Ilhas Sinuosas”.
O homem é um pequeno insatisfeito
como um bébé que à mãe se atira ao peito.
E as sereias são mulheres e beleza
fábula que conta, donde viémos
entre incertezas e certezas
percorrendo o mundo num barquito a remos!
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20/08/2009
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