Mercredi 15 juillet 2009 3 15 /07 /Juil /2009 10:54

Menina dos caracóis

 

 

Cadeiras

Há muito tempo já!

Foi há mais de meio século.

Ela tinha uns nove anos, ía à escola e gostava de ir. Porque ali

ela aprendia a ler, escrever, contar, desenhar e ainda, aquelas coisitas

pequenas que dão sempre muito gosto à vida!

Além disso, tinha companheiras e amigas com quem brincava e falava

naquelas conversas que se identificam às das crianças de hoje.

Ela era de todas as festas, de todas as danças, preferindo entre tudo

a declamação de poemas no palco da infância!

Um dia a professora propôs a todas as crianças um desenho que era

para apresentar a um concurso nacional que era dirigido por Lisboa.

Imediatamente ela iniciou um desenho a lápis que não era mais do

que a sua escola. Depois, passou-o a tinta da china e, o desenho lá

partiu- como todos os outros-, com esperança de serem premiados.

Assim se passavam os dias e semanas, entre afazeres e bricadeiras,

entre ilusões e realidades...

 

As férias estavam próximas. A angústia da separação crescia enquanto

o sol gigantesco abraçava a criançada!   

A professora aparecendo mandou sentar as crianças e disse: silêncio!

Os olhares cruzaram-se espantados e, só uma ou duas mosquitas

zumbiam no ar da sala de aula. A professora de pé chamou-a e, ela

dirigiu-se ao quadro. Não,- disse a professora-, vem aqui ao meu lado!

Encarnada como uma rosa vermelha ela sentia medo sem saber de quê,

batia-lhe o coração cada vez mais depressa-como um comboio muito

rápido- a respiração sufocava!

Ora bem minhas meninas disse a professora, aqui esta a vossa colega

e amiga que é o Primeiro prémio do concurso de desenho.

Após alguns ah!, ou hum, todas as garotas começaram rir e a saltar

correndo mesmo para a abraçar.

Ela ficou contente e perplexa, sabendo que o desenho não era a sua

força maior mas também sabia do esforço que tinha feito para o

desenhar.

No fim, ela abraçou todo o grupo e, logo que pôde fugiu-como um

foguete mandado ao ar para contar aos pais o que lhe aconteceu!

Bem, bem diz o pai, é preciso continuar e, na próxima vez terás que

fazer ainda melhor!

Muito contente a mãe consolou-a, como sempre! Porque há sempre

suores espigando, que se ganhe ou se perca!

Rosario Duarte da Costa

14/07/2009

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Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Terra Mãe! Cercal do Alentejo - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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