Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 11:07

Ainsi va le Portugal, entre un peu de vert et beaucoup de rouge!

Le FMI est très patient. Il attend de mettre ses ongles sur la peau

des portugais. Il a tout le temps pour attendre. L'Europe aussi le

veut!

Entre les scandales politiques (cas de la BPN par exemple), le

problème soulevé par Wikileaks concernant L'information des

portugais aux américains sur l'Iran menant le Directeur de la

Banque du Portugal à ouvrir une enquête, on constate la

continuation de la montée des taux relatifs à la dette publique

portugaise, qui dépasserait les 7%!

A la veille des Eléctions Présidentielles, les portugais sont coinçés

entre le choix d'un nouveau candidat ou, la sauvegarde de celui

qui est.

Or,  on sait très bien que l'actuel Président "économiste de

formation et de métier" ne fut pas d'un grand secours  pour le

Portugal jusqu'à aujourd'hui...

Alors, même si legouvernement actuel portugais a commis des

erreurs, il ne faudra pas les omettre mais, il faut les reconnaître.

Il y a des gens compétents, qu'iront entourer Manuel Alegre, s'il

est élu et qui est, à mon avis un être motivé, compétent et capable

de négocier "face à face" avec l'Europe!

Alors, j'espère vraiment que toutes les forces d'action s'unissent

afin de sortir le Portugal de la crise.

Cependant, après les eléctions du 23 Janvier, il faudrait lancer

la guerre à tout ce qui pourrit le Portugal de l'intérieur et, vous

le savez, -comme moi- cela n'ira pas êter simple!

Wikileaks,Rosario Duarte da Costa

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07/01/2011

 

 

www.publico.pt

Parlamento aprova auditoria ao BPN desde a nacionalização

06.01.2011 - 18:47 Por Lusa

A Assembleia da República chumbou hoje um projecto de lei do Bloco de Esquerda sobre a nacionalização do BPN mas aprovou um projecto de resolução para que haja uma auditoria ao funcionamento do banco desde a nacionalização.
 (Sara Matos )

O projecto de lei que pretendia alterar as condições de nacionalização do BPN foi chumbado com os votos contra do PS e do PSD, abstenção do CDS-PP e votos a favor do Bloco, PCP e Os Verdes.

Quanto ao texto da recomendação do Bloco, foi aprovado com a abstenção do PS e os votos favoráveis das outras bancadas, mas um dos pontos foi chumbado, o que pedia ao governo a apresentação de “um relatório com a avaliação financeira das responsabilidades dos accionistas se administradores” do banco e da Sociedade Lusa de Negócios, sua proprietária, até Novembro de 2008.

Assim, a proposta aprovada pede ao governo que dê ao Parlamento “as avaliações e estudos realizados para determinar o valor do BPN” e determina pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria para avaliar “a utilização dos recursos públicos” atribuídos ao banco para “determinar valor patrimonial” e “avaliar actos de gestão”.

Na discussão dos diplomas, o social-democrata Hugo Velosa considerou que a proposta de resolução ia no “caminho certo”, mas discordou do segundo ponto.

No entanto, o seu partido acabou por viabilizar a proposta porque “a Assembleia tem o direito de saber porque é que o governo avaliou mal a dimensão do buraco financeiro do BPN”.

O vice-presidente da bancada social-democrata Luís Montenegro voltou a criticar o Bloco por “instrumentalizar” a questão do BPN e querer “fazer campanha eleitoral”, referindo-se aos pedidos de esclarecimento do Bloco relativamente às acções do BPN detidas pelo candidato presidencial apoiado pelo PSD e CDS-PP, Cavaco Silva.

O deputado socialista Eduardo Cabrita considerou a proposta de resolução “desnecessária e inconsequente”, frisando que na próxima semana serão ouvidos na Assembleia os presidentes atuais do BPN e da Caixa Geral de Depósitos, que gere agora o banco nacionalizado.

Quanto ao projecto de lei, chamou-o “em parte inútil, em parte irresponsável e todo ele de uma demagogia inconsistente”, criticando especialmente a alteração proposta à responsabilidade limitada dos accionistas, criando “uma regra geral absurda de indemnização ao Estado pelo património líquido negativo”.

João Almeida, do CDS-PP, garantiu que o seu partido “nunca deixará branquear os crimes cometidos pelo BPN independentemente da cor política dos seus responsáveis”.

O deputado comunista Honório Novo afirmou esperar que as recomendações da proposta de resolução não acabem “numa gaveta”, como o governo tem feito “ao longo de dois anos com as perguntas sem resposta que o PCP lhe tem feito”.

Pelos Verdes, José Luís Ferreira, justificou os votos da sua bancada pelo facto de o governo ter “protegido os interesses dos banqueiros” e ter “premiado uma gestão danosa”.

 

 

 

 

Presidente do BCP confirma que já prestou esclarecimentos

Banco de Portugal investiga revelações da WikiLeaks sobre Santos Ferreira e o interesse do BCP no Irão

07.01.2011 - 07:26 Por Cristina Ferreira

O Banco de Portugal (BdP) abriu averiguações e Santos Ferreira já teve de prestar declarações à autoridade reguladora sobre o conteúdo do telegrama da embaixada dos EUA em Lisboa publicado pela WikiLeaks.
<p>O presidente do BCP, Santos Ferreira, falou com o Banco de Portugal</p>

O presidente do BCP, Santos Ferreira, falou com o Banco de Portugal

 (Pedro Cunha)

Em causa está uma alegada oferta do presidente do Banco Comercial Português (BCP) para disponibilizar informações confidenciais de clientes. Caso se confirme que Santos Ferreira cometeu uma ilegalidade grave, ao revelar intenção de quebra de sigilo profissional, então o banqueiro teria cometido um crime previsto na lei geral do sector financeiro.

Fonte oficial do BCP veio ontem confirmar que o seu presidente "prestou esclarecimentos no BdP no âmbito da relação de supervisão" no quadro das informações reproduzidas pela WikiLeaks. O mesmo responsável admitiu ainda que Carlos Costa teve uma conversa com Santos Ferreira sobre o tema, e que este pediu ao banqueiro para ir "falar com o dr. Duarte Neves", o administrador do BdP com o pelouro da supervisão para o elucidar sobre esta matéria.

Adiantou ainda que os serviços do BdP, responsáveis pela supervisão do BCP, quiseram ouvir ainda José João Guilherme (administrador) e Duarte Pita Ferraz (director internacional), os enviados do BCP ao Irão. Ambos já foram ao Banco de Portugal.

As declarações do alto responsável do BCP chegaram ontem ao PÚBLICO, por via telefónica, e contrariam esclarecimentos dados anteriormente por outra fonte oficial do banco. Inquirido repetidamente pelo PÚBLICO desde 13 de Dezembro, o porta-voz sempre afirmou que o presidente não tinha sido ouvido pelo BdP e assegurou mesmo que Santos Ferreira muito menos previa poder vir a ser convocado pelo supervisor no futuro. Até porque, ia lembrando, as explicações já tinham sido dadas por Santos Ferreira, quer numa entrevista à TVI, quer em comunicado, onde admitiu ter ido à embaixada dos EUA abordar os contactos do banco com o Irão, mas negando sempre ter cometido ilicitudes.

Já o BdP manteve-se, como é habitual, em silêncio, apesar de o PÚBLICO ter enviado dezenas de emails a questionar a autoridade sobre se tinha ou não tomado alguma iniciativa para apurar a veracidade dos factos revelados pela WikiLeaks e que, segundo a lei bancária, podem indiciar crime (ou intenção) de quebra de sigilo profissional.

Afinal, o BdP continua a movimentar-se para se inteirar se o telegrama enviado espelha com veracidade a conversa do banqueiro com as autoridades norte-americanas ou, se pelo contrário, esta não foi bem reproduzida, como tem garantido Santos Ferreira.

Recorde-se que o BdP tem sido criticado por acreditar na boa-fé dos banqueiros, quando inquiridos sobre questões controversas, e por ser pouco activo e de nem sempre proceder a investigações completas.

Até porque o ex-ministro dos negócios Estrangeiros de Durão Barroso Martins da Cruz já veio dizer que todos os telegramas enviados pelas embaixadas dos EUA reproduzem conversas verdadeiras. Martins da Cruz foi consultor do BCP.

De acordo com o artigo 78 do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, "os membros dos órgãos de administração [...] não podem revelar ou utilizar informações sobre factos ou elementos respeitantes à vida da instituição ou às relações desta com os seus clientes". E, neste quadro, estão "sujeitos a segredo os nomes dos clientes, as contas de depósito e seus movimentos e outras operações bancárias". A

 

 

Emissão de ontem pagou juros recorde

Juros da dívida a dez anos disparam e superam os sete por cento

06.01.2011 - 14:37 Por Luísa Pinto, Paulo Miguel Madeira

As taxas de juro da dívida pública a dez anos dispararam hoje nos mercados secundários, estando, pelas 16H20, nos 7,06 por cento, de acordo com a Reuters. Isto no dia em que o IGCP anunciou o primeiro leilão de Obrigações do Tesouro do ano.
 (Miguel Dantas/ arquivo)

As Obrigações do Tesouro a dez anos estavam a ser transaccionadas nos mercados secundários com uma taxa de juro implícita de 7,06 por cento e uma margem (spread) de 391 pontos-base face às suas equivalentes alemãs, segundo os dados disponibilizados pela agência Reuters.

Os juros da dívida pública continuaram logo de manhã com a tendência de subida que apresentam desde o início deste ano, estando em 6,852 por cento às 9h50, mas dispararam por volta do meio-dia e meia. Ontem tinham encerrado a sessão em 6,795 por cento, a subir face a terça-feira. No dia 31 fecharam em 6,682 por cento.

Esta forte subida ocorre no mesmo dia em que o Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP), que gere a dívida pública portuguesa, anunciou a realização do primeiro leilão de Obrigações do Tesouro do ano, a realizar no próximo dia 12 de Janeiro. Este será o primeiro teste do Estado português na emissão de divida de médio e longo prazo.
O IGCP pretende colocar entre 750 milhões e 1250 milhões de euros em duas linhas: uma a vencer em Outubro de 2014, e outra a ser paga em Junho de 2020.


Ontem, o Estado pagou 3,686 por cento para colocar 500 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a seis meses, o que é mais de seis vezes os 0,592 por cento pagos há precisamente um ano e mais 80 por cento do que em Setembro, na emissão semelhante precedente.

A operação de ontem, que pagou juros recorde para aquele prazo desde que existe o euro, foi a primeira uma série de emissões decisivas para aferir a opinião dos mercados relativamente à situação das finanças públicas do país, e que se correrem mal podem determinar a necessidade de recurso a ajuda externa da UE e do FMI.

A procura foi mais do dobro da oferta, mas, por ser de um montante relativamente pequeno e de curto prazo, não se trata de uma operação tão decisiva como as emissões de Obrigações do Tesouro que o IGCP (o instituto que gere a dívida pública) terá de fazer nos próximos meses.

De acordo com o plano anunciado no final do ano passado pelo IGCP (que gere a dívida do Estado), Portugal deverá fazer entre 13 e 15 novos leilões de obrigações e bilhetes de tesouro no trimestre em curso, num valor que deverá superar os 10 mil milhões de euros. Estas operações serão decisivas para aferir a opinião dos mercados relativamente à situação das finanças públicas do país e se correrem mal podem determinar a necessidade de recurso a ajuda externa da UE e do FMI.

Os juros da dívida pública portuguesa atingiram um máximo histórico desde que existe euro no dia 11 de Novembro, em 7,357 por cento, no auge do que ficou conhecido como a crise de Outono da dívida pública europeia.

Após algumas oscilações em torno do patamar dos sete por cento (nível que o ministro das Finanças disse poder justificar um pedido de ajuda externa), caíram abruptamente no Após algumas oscilações em torno do patamar dos sete por cento (nível que o ministro das Finanças disse poder justificar um pedido de ajuda externa), caíram abruptamente no fim desse mês, até 6,064 no dia 3 de Dezembro, ao saber-se que o BCE ia prolongar medidas excepcionais de auxílio á liquidez da banca. Mas desde então reiniciaram uma subida quase continuada.

As taxas de referência para Espanha, que juntamente com Portugal tem sido apontada como provavelmente necessitando de ajuda financeira externa proximamente, estavam hoje a subir, para 5,387 por cento também pouco depois das 14h, quando ontem tinham terminado a sessão em 5,334 por cento.

 

 

Mais de 300 militares fechados nos Comandos após roubo de armas

Inês Sequeira, Romana Borja-Santos

Mais de 300 militares fechados nos Comandos após roubo de armas

Mais de 300 elementos da Unidade de Comandos estão fechados há dois dias no quartel, após o roubo de dez armas. O Ministério da Defesa confirma que existem indícios da prática de "um crime grave".

 

Caderno > Economia

Orçamento de Teixeira dos Santos continua sem convencer os mercados daniel rocha

Dívida volta a superar fasquia dos 7%

Por Ana Rita Faria

Os mercados já começaram a pôr à prova Portugal, num trimestre em que o país precisa de ir buscar mais de dez mil milhões de euros. Juros regressam a níveis insustentáveis


Entre o primeiro leilão de dívida do ano, realizado anteontem, e o primeiro teste a sério à capacidade de financiamento nacional, na próxima semana, Portugal volta a passar a barreira dos sete por cento. Os juros das Obrigações do Tesouro a dez anos fecharam ontem a negociar nos 7,14 por cento no mercado secundário, de acordo a informação da Reuters. Se estes níveis de taxas se mantiverem ou agravarem, o cenário de uma ajuda

externa, como aconteceu com a Grécia e a Irlanda, continuará em cima da mesa.

Uma coisa é certa: o facto de Portugal ter entrado num novo ano com um Orçamento do Estado tão austero não está a ser suficiente para convencer os investidores. Os juros voltaram a passar a barreira dos sete por cento, o nível acima do qual o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse admitir-se o recurso de Portugal à ajuda externa. O recorde máximo atingido foi 7,35 por cento, a 11 de Novembro do ano passado.

Desde que o Estado realizou a primeira emissão de dívida do ano, na quarta-feira passada, os juros portugueses acentuaram a subida. Nessa primeira emissão, que foi de dívida de curto prazo (seis meses), Portugal conseguiu, a juros elevados, encontrar investidores interessados em emprestar dinheiro. Mas o grande teste será na próxima semana.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que gere a dívida do Estado, anunciou ontem o primeiro leilão do ano de obrigações de longo prazo. Será na quarta-feira, dia 12, e o objectivo é colocar entre 750 e 1250 milhões de euros em dívida, parte da qual vence em Outubro de 2014 e outra em Junho de 2020.

O próximo na linha

De acordo com o plano anunciado no final do ano passado pelo IGCP, Portugal deverá fazer entre 13 e 15 novos leilões de obrigações e bilhetes de Tesouro no trimestre em curso, num valor que deverá superar os 10 mil milhões de euros.

Estas operações serão decisivas para aferir a opinião dos mercados internacionais relativamente à situação das finanças públicas do país e se correrem mal podem determinar a necessidade de recurso a ajuda externa da União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Há, aliás, cada vez mais vozes que vêem este cenário como praticamente inevitável.

De acordo com estudo realizado pela Reuters, ontem divulgado, a maioria dos economistas consultados pela agência noticiosa (44 de um total de 51) acredita que Portugal será o próximo a recorrer a uma intervenção externa. Há ainda uma minoria (sete por cento) que admite que, se Portugal recorrer ao auxílio externo, a Espanha siga o mesmo caminho. Ontem, os juros das obrigações do Tesouro espanholas estavam a negociar nos 5,47 por cento, próximo do máximo histórico de 5,57 atingido no final de Novembro de 2010.

Do mesmo modo, a unidade de análise económica da revista Economist também acredita que Portugal tenha de recorrer à ajuda externa em 2011. No artigo Europe economy: Key issues in 201, a Economist Intelligence Unit afirma que a "zona euro vai evitar o colapso em 2011", mas acrescenta que haverá "momentos desconfortáveis" no processo de resolução da crise financeira e económica, um dos quais passa por Portugal. "Esperamos que Portugal seja obrigado a aceder ao fundo de estabilização financeira da UE e do FMIl", à semelhança da Grécia e da Irlanda, refere a Economist. com Paulo Miguel Madeira e Luísa Pinto

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 10:26

 

 

Partenariat Portugal/Brésil

Fernando Pessoa-Ambassadeur du Portugal au Brésil en 2012!

 

En lisant le Presse Portugaise ce soir, j’ai lu dans « Portugal diário »,

que Madame Inês Pedrosa –Directrice de la Maison Fernando Pessoa-

a signé un protocole avec la Municipalité de Lisboa et le Ministère

de la Culture portugais, afin de trouver les moyens de faciliter l’entrée

de la culture portugaise auprès du Brésil. En fait, F.P. est déjà assez

bien intégré par les brésiliens et,à partir d’un certain nombre d’initiatives

nouvelles, la Maison Fernando Pessoa, ira proposer des activités diverses

afin de promouvoir la littérature portugaise.

Dans ce contexte, le poète disparu sera en 2012, l’Ambassadeur de la culture  Portugaise au Brésil !

Rosario Duarte da Costa

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06/01/2011

 

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
Cerimónia de apresentação pública

 

A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, estarão presentes amanhã, dia 6 de Janeiro, pelas 17 horas, na Casa Fernando Pessoa, na cerimónia de apresentação pública de uma parceria estabelecida entre o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Lisboa, através da Casa Fernando Pessoa, com vista ao desenvolvimento de projectos que integrarão as actividades culturais de celebração de 2012 como o ano de Portugal no Brasil e, simultaneamente, o ano do Brasil em Portugal.



publicado por CFP às 18:53
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Inaugura dia 13 de Janeiro às

 

 

 

 

 
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NOTA BIOGRÁFICA” DE 30 DE MARÇO DE 1935

 

 

 

 

Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.

Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.

 

Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.

 

Estado: Solteiro.

 

Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exacta a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.

 

Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dt.º, Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).

 

Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.

 

Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III» (em inglês também), 1922, e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poema». O folheto «O Interregno», publicado em 1928, e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.

 

Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.

 

Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberdade dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.

 

Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.

 

Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.

 

Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação».

 

Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.

 

Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos –a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania”.

 

Lisboa, 30 de Março de 1935 [no original 1933, por aparente lapso]
Fernando Pessoa

 

In: O mistério da Boca-do-Inferno: o encontro entre o Poeta Fernando Pessoa e o Mago Aleister Crowley, Lisboa: Casa Fernando Pessoa, 1995

 

 

O RETRATO POSSÍVEL DE FERNANDO PESSOA

 

“Era um homem magro, com uma figura esguia e franzina, media 1,73 m de altura. Tinha o tronco meio corcovado. O tórax era pouco desenvolvido, bastante metido para dentro, apesar da ginástica sueca que praticava. As pernas eram altas, não muito musculadas e as mãos delgadas e pouco expressivas. Um andar desconjuntado e o passo rápido, embora irregular, identificavam a sua presença à distância.
“Vestia habitualmente fatos de tons escuros, cinzentos, pretos ou azuis, às vezes curtos. Usava também chapéu, vulgarmente amachucado, e um pouco tombado para o lado direito.
“O rosto era comprido e seco. Por detrás de uns pequenos óculos redondos, com lentes grossas, muitas vezes embaciadas, escondiam-se uns olhos castanhos míopes. O seu olhar quando se fixava em alguém era atento e observador, às vezes mesmo misterioso. A boca era muito pequena, de lábios finos, e quase sempre semicerrados. Usava um bigode à americana que lhe conferia um charme especial. Quando falava durante algum tempo e esforçava as cordas vocais, um dos seus pontos sensíveis, o timbre de voz alterava-se, tornando-se mais agudo e um pouco monocórdico. A modulação da passagem de um tom para o outro acabava por reduzir o seu volume vocal natural e o som então emitido ficava mais baixo e um pouco gutural, tornando-se menos audível.
“Nos últimos dez anos de vida, talvez provocado pelo fumo dos oitenta cigarros diários, adquiriu um pigarrear característico, seguido de uma tosse seca.
“Embora não muito dado ao riso, Fernando Pessoa tinha uma certa ironia e algum humor, sobretudo se estava bem disposto, o que acontecia algumas vezes quando os amigos mais próximos o desafiavam para jantares. Curiosamente libertava-se então da sua timidez e gesticulava de um modo mecânico e repetitivo, deixando escapar um riso nervoso, às vezes irritante.
“Apesar de conviver com os amigos, no fundo nunca deixou de ser um homem neurasténico, solitário e reservado, pouco dado a conversar com estranhos. No final da sua vida, a melancolia e uma exagerada angústia existencial predominavam. Daí a tendência para se isolar dos mais próximos e dos próprios familiares. O seu temperamento ansioso foi interpretado por alguns dos seus biógrafos como uma personalidade do tipo emotivo não activa. No fundo, era um tímido introvertido, dado a fortes instabilidades de sentimentos e de emoções.
“Dotado de um carácter bastante complexo, era, apesar de tudo, um homem simples com uma grande inteligência e de uma extrema sensibilidade... era reservado e não gostava falar de si nem dos seus problemas, protegendo o mais possível a sua privacidade. Terrivelmente supersticioso, tinha momentos em que se comportava de uma forma enigmática e misteriosa, a que decerto não seria alheia a sua velha atracção pelo oculto, o esotérico e a própria relação metafísica que tinha com a vida.”


[…]


“Sabe-se, também, que Pessoa tinha algumas fobias: não suportava que lhe tirassem fotografias, não gostava de falar ao telefone e tinha terror às trovoadas.”


[…]


“Sabe-se que coleccionava postais e que era filatelista. Para além de gostar de ler, e a sua biblioteca comprova os muitos livros que “devorou”, apreciava música clássica: Beethoven, Chopin, Mozart, Verdi e Wagner foram seguramente alguns dos seus compositores favoritos.”

“Apesar da sua vida retirada, monástica quase, Pessoa teve amigos. Tal facto não é de estranhar porque era um homem bondoso, de uma grande nobreza de carácter, sempre disponível para ajudar os outros.”


[…]


“Para além dos “amigos estão referenciados familiares, colegas, professores, correligionários literários e outros como o seu barbeiro, uma empregada e até o dono da leitaria defronte da última casa em que habitou”.
Luís Machado refere os seguintes nomes:
“Alberto de Hutra; Alfredo Araújo Mourão; Alfredo Pedro Guizado; Almada Negreiros; Ana Luísa Nogueira de Freitas (tia Anica); António Bossa; António Botto; António Cobeira; António Ferro; António Maria Silvano; Armando Cortes Rodrigues; Armando Teixeira Rebelo; Augusto Ferreira Gomes; Augusto Santa Rita; Beatriz Osório de Albuquerque; Carlos Eugénio Moitinho de Almeida; Carlos Queirós; Castelo de Morais; Coelho de Jesus; Da Cunha Dias; Eduardo Freitas da Costa (primo); Eliezer Kamenezky; Emília Sengo (empregada que o serviu dedicadamente em algumas casas por onde passou); Félix Valadas; Fernando Lobo D’Ávila; Francisco Caetano Dias (cunhado); Francisco Camelo; Francisco Fernando Lopes; Francisco Gouveia; Gerardo Coelho de Jesus; Henrique dos Santos Rosa (irmão do padrasto); Henriqueta Madalena Nogueira Rosa (meia irmã); João Gaspar Simões; João Maria Nogueira Rosa (meio irmão); José Jaime Neves; José Pacheco; Luís Miguel Nogueira Rosa (meio irmão); Luís de Montalvor; Luís Pedro Moitinho de Almeida; Madalena Pinheiro Nogueira (mãe); Manacés (o barbeiro); Manuel António Sengo; Manuel Lobo D´Ávila; Manuel Martins da Hora; Maria da Cunha (tia); Mariano Santana; Mário Beirão; Mário Nogueira de Freitas (primo); Mário de Sá-Carneiro; Mário Saa; Ponce de Leão; Raul Leal; Ruy Vaz; Silva Tavares; Teixeira Rebelo; Trindade (dono de uma leitaria defronte da sua casa na Rua Coelho da Rocha); Vítor Silva Carvalho; Vitoriano Braga; W. H. Nicholas.”


In: À mesa com Fernando Pessoa/Luís Machado; pref. Teresa Rita Lopes.- Lisboa: Pandora, 2001. 

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 10:18

Criança na praia

Auteur des Photos sur cette page: Manuel Catarino "olhares.com"

 

 

S.Malo

 

 

À la plage !

Na Praia

 

Des vagues vaguelettes

Aspergent nos jambes

Des roulis rouleaux ressac

Veulent qu’on les attrape

Pour jouer avec nous

Au milieu de l’eau

 

Et l’eau elle claque

Comme des claquettes

Sur le sable doux

Où dansent les mouettes

 

Claquetés les sables

S’en vont vers l’eau

Le soleil descend

Chaque jour un peu

 

Il se regarde aussi

Dans le miroir de l’eau

Et chaque jour il se trouve

Encore un peu plus beau

 

Et les enfants claquettent

De tous les côtés

Et regardent le ciel

Tournant autour de leurs pieds

Rosario Duarte da Costa

Copyright

06/01/2011

 

Gaivotas na praia

 

Graciosas gretas na areia

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Comptines! Lendas - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 10:05

image://www.productionmyarts.com

 

http://peintres.celebres.free.fr

 

 

 

Haliénation humaine!

 

Nous voici. Nous marchons dans la rue habillés dirait-on, de

beaucoup d’espérance . Mais, en perçant un peu notre état, on pourra

dire que nous vivons assis sur une angoisse moderne. Pour mieux réfléchir, il nous faudrait reprendre l’idée, dans  « l’absurde de

Camus »

 

Alors, nous rêvons avec des lieux paisibles, comme si nous pouvions

en rester un peu, pour nous asseoir sur l’herbe tel le tableau déjeuner

de Van Gogh.

Nous pourrions marcher sur les pas de Jean Giono ! Une page de

Colline, avec :

 

« Quatre maisons fleuries d’orchis jusque sous les tuiles émergent

de blés drus et hauts.

C’est entre les collines, là où la chair de la terre se plie en bourrelets gras.

Le sainfoin fleuri saigne dessus les oliviers. Les avettes dansent

autour des bouleaux gluants de sève douce.

Le surplus d’une fontaine chante en deux sources. Elles tombent

du roc et  le vent les éparpille. Elles pantèlent sous l’herbe, puis s’unissent et coulent ensemble sur un lit de jonc.

Le vent bourdonne dans les platanes.

Ce sont les Bastides Blanches.

Jean Giono

 

Et, nous voilà déjà un peu, plus détendus. Le souffle de la terre ; l’âme

de la terre, nous rend plus doux. Le souffle, devient plus lent; le regard

plus apaisé !

Sortons un peu des tentacules gigantesques de nos villes.

Rappelons-nous d’Emile Verhaeren avec « Les villes tentaculaires ». Devenons petits,

et tout ira mieux !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

06/01/2011

 

 

Images: www.centrejeangiono.com

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Les chroniques de la meute
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Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 09:55

 

 

 

Janela aberta para o Tejo

Auteur des Photos sur cette page: Alvaro Dias "olhares.com"

Alcantara Terra

 

Traduction d’un Poème de Fernando Pessoa!

 

“Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego

Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora.

É um  sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.”

( Fernando Pessoa-in Obras Completas)

 

Gaivotas

Traduction:

 

“Il ne suffit pas d’ouvrir la fenêtre

Pour voir les champs et le fleuve.

Ce n’est pas assez ne pas être aveugle

Pour regarder les arbres et les fleurs.

Il est aussi nécessaire de ne pas avoir une philosophie.

Avec la philosophie il n’y a pas d’arbres : il y a seulement des idées.

Il y a seulement en chacun de nous, comme une cave.

Il y a seulement une fenêtre fermée, et tout le monde dehors.

C’est un rêve de ce que l’on aurait dû voir si la fenêtre s’ouvrait,

Qui n’est jamais ce que l’on voit quand la fenêtre s’ouvre. »

Traduction: Rosario Duarte da costa ( Fernando Pessoa-in Obras Completas)

Rosario Duarte da Costa

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0601/2011

 

Gaivotas na areia

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les Grands Poètes
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Vendredi 7 janvier 2011 5 07 /01 /Jan /2011 09:37

Trapped

Auteur: Tiago Ribeiro "olhares.com"

 

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INTERNET

 

Não sei porquê mas, a chegada da Internet até nós, foi qualquer

coisa de extraordinária! Onde quer que estejamos, encontramo-nos

(caso tenhamos electricidade e computador) ligados ao mundo

inteiro. Impensável, quando eu era garota...Impossível, durante a

minha juventude e, “une blague, il y a encore une dizaine

d’années”!

« Pourtant, la net est là »! Ela está aqui de tal maneira, que agora

até nos  parece impossível separar-mo-nos dela. Andamos sempre a

comunicar, através do nosso computador, nos cibercafés ou, através

do nosso móvel. E, tenho a dizer-vos que o mais grave é, eu me ter incrustado de tal maneira, que acabo por deixar para trás outras

coisas essenciais!

 

Às vezes, há mesmo aborrecimentos familiares, porque tratam a

Internet como se fôsse un amante meu, que me ocupásse o tempo

todo! Ora, eu no entanto só navego em lugares do meu agrado. Só

me interesso a coisas ligadas à informação, à  escrita, à cultura, a

tudo o que tem lugar dentro de mim.

 

Mas é verdade que hoje este elemento tornou-se imprescindível na

nossa sociedade. Em termos de buscar uma informação rápida

para a nossa viagem, de conhecer o caminho da viagem que se

deseja fazer dentro ou fora do país; de encontrar informação relativa

aos estudos, a um autor; ou a uma empresa, um produto qualquer!

Então, tanto nos países ditos “civilizados”, assim bem como nos

outros mais atrazados toda a gente deseja manipular esta excelente ferramenta!

Contràriamente aos meus filhos que tivéram um acesso limitado

ainda à informática, os meus netinhos usufruirão de muito mais possibilidades de acesso. Para já no plano familiar, seguidamente

a nível escolar e/ou social.

Aparece portanto um problema grave no que se refere ao acesso

da Internet às crianças. Os predatores diversos estão com o olho

colocado atrás do écrãn o que, é preocupante. Geralmente

fazendo-se passar por crianças tendo os  mesmos gostos, os mesmos objectivos, vão atirá-las até eles sem qualquer dificuldade. E, nós  sabemos que, mesmo que os pais barrem a entrada de alguns sites

aos filhos, estes não poderão impedir a ligação que seja passada de

um lugar diferente( amigos, conhecimentos, ciber...)!

E, é neste contexto que haveria necessidade de agir através das

escolas e colégios, dando uma informação cívica, para os

salvaguardar de todos os "prédateurs".

Penso que a acessibilidade a novas ferramentas deve ser sempre acompanhada de informações concretas, e úteis a todos os

utilisadores.

Mas, acima de tudo aos pais, professores e educadores que deverão

gerir a informação, de maneira adaptada e útil!

Rosario Duarte da Costa

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06/01/2011

 

Hold Me

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Expatrie(e)s
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Jeudi 6 janvier 2011 4 06 /01 /Jan /2011 11:00

 

 

Art et culture Lusophone!

Malangatana –Peintre du Mozambique

 

Malangatana, peintre  Lusophone (du Mozambique), vient de

s’éteindre au Portugal, laissant un grand vide dans le monde des

Arts et de la culture lusophones !

L’artiste fut un combattant contre  la colonisation portugaise au Mozambique, son art « s’inscrit dans l’universalité » et, dans le reconstruction de son pays –en tant qu’Etat indépendant.

Mia Couto le poète mozambicain a aussi manifesté une très

grande tristesse par la disparition du Maître, qui fut l’Ambassadeur

de son pays à l’étranger, avec la multiplicité des visages et des

masques africains, (à travers la peinture, sculpture mais aussi le

dessin, œuvres dont certaines se trouvent à la Fondation Calouste Gulbenkian !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

 

Malangatana

 

05/01/2011

www.unesco.org

LE PEINTRE MOZAMBICAIN MALANGATANA EST NOMME "ARTISTE DE L’UNESCO POUR LA PAIX"

Paris, 29 octobre {No. 97-191}- En présence du Président de la République du Mozambique, Joaquim Alberto Chissano, en visite aujourd’hui à l’UNESCO, le peintre mozambicain Malangatana a été nommé d’Artiste de l’UNESCO pour la paix par le Directeur général de l’UNESCO, Federico Mayor.

Lors de la remise de ce titre, le Directeur général a salué en Malangatana « beaucoup plus qu’un créateur, beaucoup plus qu’un artiste: quelqu’un qui démontre qu’il y a un langage universel, le langage de l’art, qui nous permet de faire passer un message de paix, un message refusant l’horreur de la guerre ».

Pour sa part, le peintre Malangatana a affirmé l’importance de la solidarité et a tenu à souligner que « l’honneur qui venait de lui être fait n’était pas destiné à lui seul. Il est rendu aussi aux mères, aux enfants, à tous ceux qui souffrent ».

Considéré comme un des meilleurs artistes africains contemporains, Malangatana a exposé dans de nombreux pays d’Afrique, d’Asie et d’Europe. Son oeuvre est déjà présente au Musée national d’art du Mozambique ainsi que dans des galeries ou collections personnelles d’Angola, d’Inde, du Nigeria, du Portugal et du Zimbabwe.

Malangatana avait réalisé une fresque à Maputo, en septembre dernier, durant la Conférence de l’UNESCO sur la culture de paix et la gouvernance. Il réalise ces jours-ci une nouvelle oeuvre à la Maison de l’UNESCO sur le thème Jeunesse et Paix

 

 

 

www.ambafrance.mz.org

 

RSS

Malangatana Commandeur des Arts et des Lettres

Celui que l’on nomme tendrement « le maître », l’artiste plasticien Malangatana Nguenya, a été nommé, le jeudi 20 septembre, Commandeur des Arts et des Lettres par M. Thierry Viteau, Ambassadeur de France.

La cérémonie, qui a eu lieu à la résidence de France, a été honorée de la présence de M. Aires Aly, Ministre mozambicain de l’éducation et de la culture, du photographe Ricardo Rangel (décoré récemment Officier des arts et des lettres par la France), de M. Eneas Comiche, Maire de la Ville de Maputo, ainsi que des cinéastes invités du festival du film documentaire « Dockanema », des membres du corps diplomatique, de la presse locale et étrangère, de la famille et des amis de Malangatana Nguenya.

Dans son allocution, l’Ambassadeur a souligné que parmi les raisons qui ont incité la France à élever au grade de « Commandeur des arts et des lettres » cette grande personnalité artistique et politique, il y a la relation privilégiée qu’il entretient avec la France depuis sa première exposition au Musée de l’Homme à Paris dans les années 70, la diffusion de son art dans le monde entier et la diversité de son œuvre.

Pour sa part, le maître Malangatana, francophile et francophone a souligné durant son intervention chargée d’émotion, que la France est un pays qui contribue de manière importante au développement de la culture et de la politique dans le monde. C’est ce pays qui accueille les grands idéalistes africains dans des moments critiques et qui permet la diffusion de la culture de beaucoup de pays.

La cérémonie a donné lieu à la présentation de quelques unes des œuvres préférées du peintre, de chants et de danses traditionnels du Mozambique. Après la décoration, M. Viteau a par ailleurs offert à l’artiste certains de ses titres préférés de la chanson française (Edith piaf

 

 

www.amigos-de-mocambique.org

 

Malangatana, monstre sacré

Malangatana, sem titulo, serigrafia, 1983, coll.priv.

 

 

 

 

malangatana, 1983Malangatana Valente Ngwenya est sans doute l'artiste le plus renommé - sur le plan international - du Mozambique. De sa nation, il est en tout cas un ambassadeur culturel indiscuté. Né en 1936 au Sud du Mozambique, au village de Matalana, il bénéficia, chose assez rare à l'époque, de l'éducation élementaire par les missionnaires protestants et fréquenta par la suite une école catholique. Cette éducation ne l'éloigna pas de ses racines culturelles : comme tous les garçons Ronga, il fut initié selon les coutumes ancestrales. Il apprit, auprès de sa tante, son oncle et de son grand père, des éléments de médecine traditionnelle. C'est à douze ans qu'il travailla pour la première fois en ville, à Lourenço Marquès (aujourd'hui Maputo), accomplissant divers petits métiers dont celui de "ball boy" au club de tennis. C'est là qu'un membre du club reconnut ses talents artistiques et l'encouragea à étudier l'art, auprès d'un artiste du cercle artistique "Nucleo de arte", João Aires. Il suivit aussi des cours de peinture décorative à l'Ecole industrielle, ayant comme maître le peintre Garizo do Carmo.

Le public eut l'occasion de découvrir ses œuvres lors d'un salon, en 1959, et sa première exposition individuelle eut lieu en 1961. Il avait 25 ans. S'inscrivant dans le courant indigéniste, la publication de ses poèmes dans le journal "Black Orpheu" et dans une "anthologie de la poésie moderne d'Afrique" en 1963 lui valut une notoriété certaine mais il attira aussi l'attention des autorités coloniales. L'année suivante, il fut emprisonné durant 18 mois par la police secrète portugaise qui lui soupçonnait des sympathies pour le Frelimo. En 1971, une bourse de la fondation Gulbakian lui permit d'étudier la gravure et la céramique.

A l'indépendance, il fut chargé de nombreuses œuvres publiques, dont les peintures murales du musée d'Histoire naturelle, du Centre d'Etudes Africaines de l'Université Eduardo Mondlane. Il collabora en outre à l'établissement du Musée national d'art, du Centre d'Etudes culturelles et du Centre pour les arts. Il fut un des fondateurs du "Mouvement mozambicain pour la paix". Son œuvre et son engagement social lui valut de nombreuses distinctions honorifiques tant au Mozambique qu'à l'étranger. Une de ses réalisations les plus intéressantes est l'Association du Centre culturel de Matalana, dont il est actuellement directeur. Cette association est un projet de développement intégré basé sur une formation professionnelle et la création de petites entreprises. Ce projet témoigne d'une approche ethno-anthropologique et écologique intéressante, par notamment, la primauté accordée aux technologies appropriées et à l'aspect culturel et artistique.

Une œuvre prolifique et foisonnante.

La profusion est ce qui caractérise peut être le plus sa peinture : profusion de vie, profusion de corps, d'hommes, de femmes, d'animaux… une unité fondamentale lie l'homme à son environnement sans que ne se distingue une frontière nette entre la condition humaine et la destinée naturelle. La peinture de Malangatana est fortement enracinée dans une tradition culturelle où se discerne les échos, à peine assourdis par la modernité, de la mythologie ronga. Les couleurs sont vives et chaleureuses : les ocres, rouges et bleus dominent un univers où les perspectives du réel s'efface devant l'intensité d'une vie intérieure, vibrante pourtant des turbulences de l'histoire. On sent l'amitié profonde de l'artiste pour son peuple que ni la misère, ni la faim, ni la peur et la mort qu'apportent les guerres ne parviennent à effacer la volonté farouche de vivre.

Chez Malangatana les foules sont agglutinées, comme ces cohues animées que l'on observe fréquemment sur les marchés, dans les bus surbondés, ou, dans ces interminables files d'attente qui marquaient, devant les épiceries et les boulangeries, la vie mozambicaine en temps de guerre. Mais si la densité des corps qui s'entremêlent, la proximité et la multiplicité des visages, expriment parfois la pesanteur d'un destin marqué par la misère, elle signifie aussi la force vitale d'une société soudée, où l'esprit de communauté et d'entraide triomphe des démons.

Un style de sculpture du Nord du Mozambique s'appelle "Ujaama", ce mot qui signifie "communauté", désigne aussi le mouvement des villages communautaires de Tanzanie, mis en place sous Nyerere : une figure patriarcale domine un agglomérat de corps solidaires, hommes, femmes, enfants s'enlacent, étroitement soudés, en un organisme unique, où chacun - à sa place dans sa lignée - est responsable de tous.

Nous retrouvons ce même esprit dans les fresques de Malangatana, particulièrement celle du Centre d'Etudes africaines, à l'université Eduardo Mondlane, Maputo. La gravure, la sérigraphie lui sont familières ainsi que la céramique et s'il est plus volontiers peintre que sculpteur, on lui doit aussi plusieurs bas-reliefs.

Devenue classique, l'œuvre de Malagantana est séminale. L'Afrique ne cultive pas l'individualisme et il est fréquent qu'un artiste influence d'autres et qu'un style, qu'une idée, se répercute, d'artiste en artiste, d'œuvre en œuvre, jusque dans l'art de rue. A moins que ce ne soit le contraire, les artistes gardant intacte leur d'inspiration populaire. Il arrive aussi que des artistes populaires, artisans anonymes d'un art exposé sur les marchés pour touristes, accèdent au statut d'artiste renommé. Si Malangatana fait école au point de se voir en quelque sorte multiplié à l'infini, et de "peser" quelque peu sur les nouvelles générations d'artistes qui voient le jour après l'indépendance, le maître n'a jamais cessé de renouveler son art en puisant dans les traditions de son peuple, tout en diversifiant ses techniques et évoluant en phase avec le devenir historique de son pays.

P. Deramaix

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Expatrie(e)s
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Jeudi 6 janvier 2011 4 06 /01 /Jan /2011 10:37

 

 

 

Le 06/01/2011 : Patchwork Portugais!

Cavaco Silva veut être Roi!

 

Voyez-vous, au Portugal (comme en France ou ailleurs), la politique

présente parfois un aspect de saleté !

En fait, Manuel Alegre interrogeant l’actuel Président Cavaco Silva,

-candidat lui aussi à sa réélection-, au sujet des actions qu’il a

vendues du BPN, avec une plus value de 40%. Sachant que le Président avait mis en cause récemment cette banque pour diverses anomalies, et qu’au même temps, il invita des hauts responsables de celle-ci pour

faire partie de son comité électoral, il nous paraît louche de voir Cavaco

Silva accueillir les hauts fonctionnaires bancaires au sein de son

propre comité!

Nous sommes en République mais, ce qui a de plus étrange est que

Cavaco Silva nous donne l’image d’un roi tout puissant! Entouré de

ses amis, du grand capital, choyé par le PSD, PP et CDS, il est comme

le serpent à grandes plumes !

Or, les socialistes et autres candidats s’insurgent contre le favoritisme

du Président qui n’hésite pas à placer tous ses pions, là où le veut !

Ami de Monsieur Barroso le Président de la Commission

Européenne, il ne voit pas, il n’est pas concerné par toute la problématique des petites gens (depuis le nord jusqu’au sud du

Portugal)!

Pendant ce temps, les viols d’enfants continuent dans les rues des

villes portugaises ; les trafiquants de tous bords agissent ; des

cerveaux attaquent là, où ils vont trouver l’argent !

C’est cela le Portugal ?

Une pensée pour le très grand écrivain et Ambassadeur Portugais

à Paris, « Eça de Queiroz » il y a un siècle, aurait crié bien haut :

Je le savais. Je l’ai dit, il y a très longtemps...Et, vous ne m'avez pas écouté !

 

En attendant, les Frais bancaires de la dette publique ne cessent d’augmenter. Les analystes britanniques assurant même, être

difficile pour le Portugal de continuer à assurer des taux de

paiement aussi élevés !

 

Alors, dans moins d’un mois nous saurons quel sera le Président portugais élu. S’il s’agit de Cavaco, croyez-moi, le peuple il,

souffrira !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

05/01/2011(over-blog

 

www.publico.pt

 

Candidatura de Alegre insiste em questionar Cavaco sobre acções da SLN

05.01.2011 - 20:24 Por Maria Lopes

A candidatura de Manuel Alegre defende que "é do interesse público" saber a quem Cavaco Silva vendeu as suas acções da SLN para poder avaliar se o candidato "conservou ou não o seu carácter de isenção" nas declarações que fez sobre o tema.
Alegre não vai desistir do assunto enquanto não tiver respostas esclarecedoras de Cavaco Alegre não vai desistir do assunto enquanto não tiver respostas esclarecedoras de Cavaco (Nelson Garrido/arquivo)

Numa declaração sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, o director de campanha de Manuel Alegre acusou Cavaco Silva de ter pedido a "um porta-voz para prestar uma declaração que só a ele dizia respeito fazer", usando um "tom profundamente violento e ofensivo" para fazer um "ataque pessoal" a Alegre.

Acusando Cavaco de se vitimizar" e optar "por não esclarecer os portugueses", a candidatura de Manuel Alegre "continua a entender que é do interesse público sabermos a quem Cavaco Silva vendeu as suas acções da SLN", vincou Duarte Cordeiro. Só assim, justificou, se poderá "avaliar se Cavaco Silva conservou ou não o seu carácter de isenção nas várias declarações que decidiu proferir sobre este tema".

O director de campanha de Alegre afirmou ainda que a candidatura "estranha e lamenta a vitimização" por parte de Cavaco, já que foi este que decidiu começar a pronunciar-se sobre o BPN na pré-campanha. E acusa: agora, a candidatura de Cavaco recorre a "manobras de diversão" para desviar a atenção dos portugueses.

Alexandre Relvas, porta-voz da candidatura de Cavaco Silva, fez esta tarde, uma declaração muito crítica contra Manuel Alegre, acusando-o de estar a fazer "uma campanha suja", violando "o mais elementar dever de decência política". Alegre, apontou o porta-voz de Cavaco, fez "ataques pessoais" e "insinuações infundadas" quando nos últimos dias não se cansou de usar o tema das acções da SLN nas suas intervenções públicas. Ontem, na Madeira, o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda, voltou a exigir explicações a Cavaco, mas este respondeu que não falaria mais no assunto.

"A declaração de rendimentos do candidato Cavaco Silva nada responde às dúvidas levantadas", afirmou Duarte Cordeiro, numa referência às respostas evasivas que o candidato tem dado sobre o assunto.

O director de campanha de Alegre lembrou que foi Cavaco quem trouxe o tema do BPN para a agenda pública e mediática: primeiro no debate televisivo com Francisco Lopes quando afirmou que nunca trabalhara, comprara ou vendera "nada do BPN" nem recebera qualquer remuneração do BPN - e afinal fora dono de acções da SLN, proprietária do banco -; depois, no debate com Alegre "criticou a actual administração sem fazer qualquer referência à anterior gestão danosa" - e tinha "relações pessoais e políticas" com elementos dessa administração -; e por fim, justificou as suas críticas por agora se tratar de um banco público e antes era privado.

Para além de não responder nem a Alegre nem aos portugueses sobre o caso SLN, aponta o director de campanha do candidato apoiado pelo PS e BE, Cavaco continua a não se pronunciar sobre o que faria "caso algum Governo quisesse acabar com a escola, a saúde e a segurança social públicas".

 

 

BPN perdeu 200 milhões de euros em depósitos nos últimos quinze dias

Lusa, PÚBLICO

Publicada há 56 min

O BPN perdeu cerca de 200 milhões de euros em depósitos nos últimos quinze dias, após o banco se ter tornado o centro das atenções das eleições presidenciais e do Parlamento.

 

www.correiodamanha.pt

 

Pedro Catarino

Alexandre Relvas e Cavaco Silva

  •  
 

Eleições: Presidente responde a Manuel Alegre sobre caso BPN

Cavaco ataca “campanha suja”

"Campanha indigna e ignóbil", "baixa política", "ataques desonestos e cobardes", "insinuação, intriga e mentira", "campanha suja". Todas estas acusações couberam numa curta declaração sem direito a perguntas, que esteve a cargo de Alexandre Relvas, da comissão de honra de Cavaco Silva, e que serviu de resposta aos ataques que o Presidente recandidato tem sido alvo no âmbito do caso BPN, nomeadamente por parte de Manuel Alegre.

  • 0h30
  •  

 

 

"A baixa política entrou na campanha", começou por dizer Relvas. "Depois de ter perdido o debate televisivo na semana passada, o candidato Manuel Alegre resolveu, em desespero de causa, entrar numa campanha de ataques pessoais e socorrer-se de insinuações infundadas", acrescentou.

Em nome da candidatura de Cavaco Silva, Relvas reafirmou que já foram prestados todos os esclarecimentos sobre as aplicações de "poupanças resultantes de uma vida de trabalho" que o Presidente da República fez no BPN. Ao candidato apoiado pelo PS e pelo BE, dirigiu ainda uma palavra: "Não basta afirmar ser democrata (...) Quem faz uma campanha suja viola o mais elementar dever de decência democrática". E desafiou as restantes candidaturas a discutir os "reais interesses do País".

A candidatura de Manuel Alegre, pela voz do seu director, Duarte Cordeiro, considerou que nestas declarações está em causa um "ataque pessoal" ao candidato apoiado pelo PS e pelo BE e "vitimização" por parte de Cavaco Silva.

ESTADO GASTA 9,5 MILHÕES

As eleições presidenciais vão custar aos cofres públicos 9,5 milhões de euros na primeira volta, podendo subir até aos 17 milhões se necessária uma segunda volta. O valor foi revelado ontem pelo director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, após a apresentação da campanha institucional para as eleições, cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Segundo Paulo Machado, o orçamento é o mesmo do das eleições de 2006, mas adianta que o MAI "tem meios para fazer mais por menos". Neste valor incluem-se gastos com tempos de antena dos candidatos, anúncios e a campanha de apelo ao voto, particularmente dirigida aos jovens (frisando a importância da "primeira vez") e aos mais idosos. Serão emitidos 12 milhões de boletins de voto

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Jeudi 6 janvier 2011 4 06 /01 /Jan /2011 10:24

Igreja de S. João Baptista - Tomar

Auteure: Isabel França "olhares.com"

 

 

 

O Convento e a cidade de Tomar

 

 

Qui cherche trouve je vous le dis !

 

De toutes parts arrive le froid

Avec ses ailes ouvertes comme un aigle

Et des notes de musique sèches et muettes

Qui s’accrochent à toutes nos fenêtres

 

Les cloches se cachent au fond du clocher

Et l’église se plie cherchant le silence

Alors la croix se tourne vers le paradis

Avant que les lumières soient finies

 

Et Dieu répond de tout en haut

 

Je prépare un décor comme il vous faut

Mais attention aux petits pêcheurs

Ils finiront bien dans leurs douleurs

 

Qui cherche trouve je vous le dis,

Mais qui attend toujours sur les parvis

Se voit secouer jusqu’aux prunelles

Et les neiges les ouvriront éternelles 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

05/01/2011

 

O Castelo Templário - Tomar

 

 

Capela da Senhora da Conceição

 

Igreja de S. Tiago - Coimbra ( Pormenor do Portal)

 

 

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Echanges! - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Jeudi 6 janvier 2011 4 06 /01 /Jan /2011 10:11

PASSAROS NA MINHA JANELA

Auteur: Paulo Roberto Teixeira Barbosa"olhares.com"

 

Pássaro verde

Auteur: Getulio Bessoni"olhares.com"

 

La communication inter animalière !

 

Les oiseaux ont compris que je les comprends. Et moi j’ai compris,

que je comprends le langage des oiseaux.

C’est ainsi qu’ils descendent prendre leur becquée sur les rebords de

mes fenêtres. Et, quand je les oublie ils hurlent pour me faire savoir

qu’ils ont faim !

Mais, ils sont si polis, si bienveillants, qu’ils n’osent même pas entrer

dans mon balcon. Ils se mettent sur le rebord, tournoyant, regardant,

me motivant pour que je m’empresse à les servir. Alors, je me vois obligée de prendre mes responsabilités d’animal terrestre.

 

C’est bien la communication inter animalière. Il nous faudrait mettre

en place des stages se formation, pour tous ceux qui ne savent pas communiquer avec les animaux et la nature.  N’est-ce pas ?!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

05/01/2011

 

 

 

POMBO na MINHA JANELA

Auteure: Maria Emilia "olhares.com"

 

 

Pombos a janela

Auteur: Gabriel "olhares.com"

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Virtuoses & cie
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