Lundi 1 mars 2010 1 01 /03 /2010 10:36

...um banco...




...o passado bem presente...6/6

Auteur des Photos sur cette page: Fidalgo Pedrosa www.olhares.com


Un autre poème de Maria do Rosário Pedreira



Parler du poète alors qu’il est mort, c’est lui rendre honneur.

Mais, parler de lui quand il est encore vivant, c’est lui montrer

notre admiration et estime…et, c’est le renforcer dans son Art !

 

Rosario Duarte da Costa

27/02/2010

 

 

Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagámos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra. Deixa


que nos meus braços pousem então as aves (que, como eu,
trazem entre as penas a saudades de um verão carregado
de paixões). E planta à minha volta uma fiada de rosas
brancas que chamem pelas abelhas, e um cordão de árvores
que perfurem a noite - porque a morte deve ser clara
como o sal na bainha das ondas, e a cegueira sempre
me assustou (e eu já ceguei de amor, mas não contes
a ninguém que foi por ti). Quando eu morrer, deixa-me


a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem
toques com os teus lábios a minha boca fria. E promete-me
que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos
como pequenos foram sempre os meus ódios; e que depois
os lanças na solidão de um arquipélago e partes sem olhar
para trás nenhuma vez: se alguém os vir de longe brilhando
na poeira, cuidará que são flores que o vento despiu,
estrelas que se escaparam das trevas, pingos de luz, lágrimas

de sol,

ou penas de um anjo que perdeu as asas por amor.


 Maria do Rosário Pedreira (n. 1959)

 

 


...o passado bem presente...1/6


...uma postura clássica...

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Lundi 1 mars 2010 1 01 /03 /2010 10:02

Rio de Fevereiro




Auteur des Photos sur cette page: Fernando Lyra www.olhares.com






Voilà un mois de Février qui s’enterre au milieu des tempêtes

d’eau. Un tremblement de terre en Argentine, la catastrophe à

Madère, la colère du ciel au Portugal, en Espagne et en France,

sans compter tout le reste qui s’est passé dans le monde !

 

Après le vents tourmentés, le soleil a pointé son nez aujourd’hui

à Lyon, comme pour nous dire que le printemps viendra sous peu.

Le temps est nerveux, les saisons capricieuses nous mènent sous

leurs bras et nous, nous avançons à petit pas par peur de tomber

entre neiges, froids, vents et pluies…

 

Ainsi va le solfège de notre vie. Nous marchons sur le disque

rayé des saisons, trop petits que nous sommes pour pianoter sur

les bonnes notes et pouvoir composer une vraie musique.

 

L’oreille se fatigue, l’esprit est las, le corps se tord sur la corde

des jours ne pouvant aller au delà de ses possibilités.

 

Voilà le corbillard. Adieu Février ! Ne jetons pas de larmes, pour

ce mois indécent qui nous a enlevé la volonté et l’inspiration !

 

Tu ne mérites pas d’accompagnement jusqu’au cimetière des

saisons, tu ne mérites pas de fleurs ni nous souvenirs ! Même

pas pour le jour de mon anniversaire !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

28/02/2010

 

Pedra do Arpoador 2


Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Les chroniques de la meute
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Lundi 1 mars 2010 1 01 /03 /2010 09:52

Reflexos numa noite de estrelas...
Auteur des Photos de cette page: Paulo Barros www.olhares.com






On dit que la nuit naît...




On dit

que le jour naît

du mystère de la nuit

profonde…

 

dans l’espace

tu relis le livre des ans

dans la bibliothèque

du temps

et vois le mouvement

du ciel

            de la terre

de la mer

habillée d’eaux

ton cœur bat

il bat fort

pour voir le soleil

tomber dans tes yeux !

 

On dit

que le jour naît

du mystère de la nuit

profonde…

 

déjà

ton âme se lève

vagabonde

voir le mystère

de la nuit

 

tu regardes :

c’est la lune

qui le lève

pour faire sa ronde

 

et tu t’endors

sur le pied de la nuit

pour voir naître le jour

un peu après minuit…

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

28/02/2010


Tripartido





Sepente fluvial...



O amanhecer no campo...
Visões...

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ruines de la mémoire(poésie) - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Dimanche 28 février 2010 7 28 /02 /2010 10:29












I B E R I A
PORTUGAL







Le Mouvement International Lusophone m'a adressé un mail avec le contenu d'une Lettre Ouverte- adressée au C.A., de la compagnie d'aviation Ibéria.
La compagnie pose plusieurs problèmes à ses usagers-comme par exemple- le manque de lieux d'accueil por les réclamations des utilisateurs
de la compagnie, ainsi qu'absence d'adresse "postale, mail", ou numero de téléphone...

Dans le cadre de ma conduite pour le Respect des "Hommes" je lui ouvre
la possibilité de faire connaître l'information par le biais de ce blog, afin que tous les voyageurs portugais ou étrangers utilisant cette compagnie
puissent être informés de la situation!
Rosario Duarte da Costa
28/02/2010

- CARTA ABERTA AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA “IBÉRIA”‏
De : Hors ligne Info MIL (info@movimentolusofono.org)
Envoyé : dim. 28/02/10 01:36
À :  

CARTA ABERTA AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA “IBÉRIA”

 

Excelentíssimos Senhores:

 

1. Como devem saber, as empresas de aviação civil que operam em Portugal são obrigadas a cumprir a legislação nacional e a respeitarem a cultura e a língua nacionais. Para poderem realizar as suas operações entre nós, recebem um alvará, emitido pela ANA e é a ASAE que é responsável pelo estrito cumprimento da lei nas suas operações. Daí, por exemplo, uma recente queixa à ASAE relativa à “Easyjet”, dado que a empresa britânica recusava as reclamações de perda de bagagens que não usassem a língua espanhola ou inglesa, conforme foi amplamente noticiado nos meios de comunicação social.

 

2. Embora opere em Portugal e tenha que cumprir a legislação portuguesa, a Ibéria mantém no nosso país apenas um escritório de vendas. Fazem reservas de segunda-feira a Domingo, mas, ainda que estejam a vender em Portugal e a portugueses, não se dignam a falar em português fora deste período conforme se constata na sua página web:

"Portugal

Reservas

707 200 000 (Português) De 09:00 a 20:00 horas locais de Segunda a Domingo.

(Inglês e Espanhol) 24 horas de Segunda-Feira a Domingo."

 

3. Mas isto não é o mais grave: se um cliente português quiser apresentar uma reclamação pelo mau serviço prestado, o escritório da Ibéria em Portugal não o aceita. Nem aceita um correio eletrónico, nem um fax nem uma carta. Obriga os clientes portugueses, que compram e pagam os seus bilhetes em Portugal a uma empresa certificada para operar em Portugal, a enviarem uma carta em inglês ou em castelhano.

 

4. Nessa medida, o MIL, enquanto entidade que, sem complexos, defende, de forma coerente e consequente, a Lusofonia, irá apresentar uma reclamação junto do Instituto do Consumidor, da ANA e da ASAE:

i) Porque a Ibéria não cumpre a lei do consumidor em vigor e recusa a apresentação de reclamações em língua portuguesa;

ii) Porque a Ibéria mantém um serviço de venda (reservas) em língua não portuguesa, em Portugal (o número verde é de uma operadora nacional);

iii) Porque ainda que sejam portugueses uma parcela muito significativa dos seus clientes, a empresa não mantém a língua portuguesa no seu serviço de comunicações. Algo que, de resto, seria muito fácil, tendo em conta que na própria Espanha há já 3 milhões de falantes do Português da Galiza (língua galega).

 

Muito cordialmente

 

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

www.movimentolusofono.org

 



--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
(blogue: www.mil-hafre.blogspot.com)
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de dois milhares de adesões, de todos os países da CPLP.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Luísa Timóteo (Malaca), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).

Contacto: 967044286

NIB: 0036 0324 99100004336 09
IBAN: PT50 0036 0324 9910 0004 3360 9
BIC: MPIOPTPL



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Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Les chroniques de la meute
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Dimanche 28 février 2010 7 28 /02 /2010 10:16



Secura


Auteur: Ines www.olhares.com


Alentejo... mais uma vez

 

Procurás-te um lugar onde

poderias repousar o corpo

mas os leitos dos rios secaram

o teu olhar quebrando

abriu-se-te a boca

num grito sem fim

 

vis-te

a terra recalcada

queimada

torçendo-se

diante dos delírios do tempo

no seu movimento

 

logo

procurás-te um abrigo

no meio dos trigais

mas já não havia trigos

            -nem joios-

não havia nada mais...

 

do que a desolação

só a desolação

da terra queimada

com os olhos no chão

procurado a espada

para espantar o ladrão

dos silvados antigos

ali endoloridos!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

23/02/2010

 

Memórias

Sesta após almoço


escada

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Terra Mãe! Cercal do Alentejo - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Dimanche 28 février 2010 7 28 /02 /2010 10:00

Pobreza...

 

Je parle toujours en mon nom !


 

Falo. Falo sempre em meu nome nunca

em nome dos outros; só que às vezes

o meu coração bate forte pelos outros;

os doentes, os fracos, aqueles abandonados

nas veredas das ruas ou nos esgotos do tempo;

as meninas violadas, as crianças roubadas

que o adulto leva para o seu entretimento...

 

E, aqueles que não têem voz ou que a

perderam no meio da multidão; aqueles

que abrem a boca e não têem pão; e, os

outros que vivem na noite à procura de estrelas

mas as luzes da cidade impedem-os de vê-las...

E ainda, todos os que se escondem nos buracos

à beira dos caminhos: sós e despedidos de tudo

                        mesmo dos seus ninhos!

Por isso eu falando so, tenho por vezes que falar

por todos estes outros, feitos despojos da sociedade

que toda a gente abandona às bordas de uma cidade

como se o humano deshumanizasse o humano

deitando-o nas lixeiras modernas ali, ao abandono!

 

Então , porque só por mim falo,

pelo outros eu, nunca me calo!


Rosario Duarte da Costa

Copyright

24/02/2010


Inside The Eye



Je parle toujours en mon nom!

 


Je parle. Je parle toujours en mon nom jamais

au nom d’autrui ; sauf que parfois

mon cœur bat fort pour les autres :

les malades, les faibles, ceux qui furent abandonnés

dans les sentiers des rues ou dans les égouts du temps,

les fillettes violées, les enfants volés

que l’adulte amena pour leur amusement…

 

Et, ceux qui n’ont pas de voix ou qui l’ont

perdue au milieu de la multitude : ceux qui

ouvrent leur bouche et n’ont pas de pain ; et, les

autres qui vivent dans la nuit en quête d’étoiles

mais les lumières de la nuit les empêchent de les voir…

Et encore, tous ceux qui se cachent dans les trous

au bord des chemins : seuls et renvoyés de tous

                                   même de leurs nids !

Pour cela je ne parle que pour moi mais, je dois parler

pour tous les autres, faits dépouilles par la société

ceux que tout le monde abandonne aux bords d’une ville

comme si l’humain, in-humanisait l’humain

le jetant dans les ordures modernes là, à l’abandon !

 

Alors, parce je parle toujours en mon nom

pour les autres, je ne me tais jamais !

 

Traduction: Rosario Duarte da Costa

Copyright

24/02/2010

Auteur des photos sur cette page: Edgar Raphael www.olhares.com



Porquê?



Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Hiroshima! - Communauté : Les chroniques de la meute
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Samedi 27 février 2010 6 27 /02 /2010 11:14


Image de: http://fr.topic-topos.com




image de: http:/memoireonline.com


Marguerite Duras



Il y a des femmes n’ont pas qui me rendent jalouse mais qui

Il y a des femmes n’ont pas qui me rendent jalouse mais qui

me bouleversent. Par leur voix, leurs écrits, leurs actions.

C’est le cas de M.D. Cet écrivain vif et décalé qui « en tant que

Femme » s’affiche comme pionnière défendant la femme

dans son droit d’exister avec sa voix, ses joies et aussi ses

douleurs.

De même, elle s’affirme entièrement comme être humain,

avec ses amours, ses ombres et toutes les lumières qui nous

pouvons saisir à travers ses œuvres!

 

Dans ses arts « aimer » et « écrire », elle nous donne le Tempo

pour écouter sa musique belle et profonde…

 

Dans son œuvre et dans sa vie au lieu de démolir l’homme, elle

le tire vers elle, en lui posant sur le front un mot :« ami » !


Rosario Duarte da Costa

Copiright

25/02/2010

trailer dum documentário de 60 minutos com realização de Solveig Nordlund. Duas entrevistas com Marguerite Duras 1984 e 1993, extractos de livros. Imagens dos locais de infancia em Vietnam.  
 
Pense-bête(0)

Marguerite Duras

Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.

Page d'aide sur l'homonymie Pour les articles homonymes, voir Duras.
Marguerite Duras
Nom de naissance Marguerite Germaine Marie Donnadieu
Activité(s) écrivain, romancière, dramaturge, cinéaste
Naissance 4 avril 1914
Gia Dinh, Flag of Colonial Vietnam.svg Indochine française
Décès 3 mars 1996 (à 81 ans)
Paris, France France
Langue d'écriture français
Distinctions Prix Goncourt 1984 pour L'Amant
Œuvres principales

Marguerite Duras, pseudonyme de Marguerite Germaine Marie Donnadieu, est une écrivaine et cinéaste française, née le 4 avril 1914 à Gia Dinh, faubourg au nord de Saïgon, alors en Indochine, morte le 3 mars 1996 à Paris.

Son œuvre se distingue par sa diversité et sa modernité qui renouvelle le genre romanesque et bouscule les conventions théâtrales et cinématographiques, ce qui fait de Marguerite Duras une créatrice importante, mais parfois contestée, de la seconde moitié du XXe siècle.

En 1950, elle est révélée par un roman d'inspiration autobiographique, Un barrage contre le Pacifique. Associée au mouvement du Nouveau Roman elle publie ensuite régulièrement des romans qui font connaître sa voix particulière avec la déstructuration des phrases, des personnages, de l'action et du temps, et ses thèmes comme l'attente, l'amour, la sensualité féminine ou l'alcool. Par exemple Le Marin de Gibraltar (1952), Les Petits Chevaux de Tarquinia (1953), Moderato Cantabile (1958), Le Ravissement de Lol V. Stein (1964) ou Le Vice-Consul (1966). Elle rencontre un immense succès public avec L'Amant, Prix Goncourt en 1984, autofiction sur les expériences sexuelles de son adolescence dans l'Indochine des années trente, qu'elle réécrira en 1991 sous le titre de L'Amant de la Chine du Nord.

Elle écrira aussi pour le théâtre, souvent des adaptations de ses romans comme Le Square paru en 1955 et représenté en 1957, et pour le cinéma : elle écrit en 1959 le scénario et les dialogues du film d'Alain Resnais Hiroshima mon amour dont elle publie la transcription en 1960. Elle réalisera elle-même des films originaux comme India Song, en 1975, ou Le Camion en 1977 avec l'acteur Gérard Depardieu.

Sommaire

[masquer]

L’enfance coloniale [modifier]

Ses parents se sont portés volontaires pour travailler dans les colonies de Cochinchine. Son père, Henri Donnadieu, est directeur de l’école de Gia Dinh, près de Saïgon[1]. Sa mère, Marie, y est institutrice. Ils ont trois enfants : Pierre, Paul et Marguerite.

Gravement malade, son père part se faire hospitaliser en métropole. Il meurt en 1921[2].

Bénéficiant d’un congé administratif, son épouse, retourne en métropole avec ses trois enfants. Ils habitent pendant deux ans dans la maison familiale du Platier, dans la commune de Pardaillan, près de Duras, dans le Lot-et-Garonne. En juin 1924, Marie Donnadieu repart avec ses enfants pour rejoindre sa nouvelle affectation à Phnom-Penh, au Cambodge. Elle ne veut pas y rester et est envoyée à Vinh Long, puis à Sadec et à Saïgon. En 1928, elle rompt avec cette vie de nomade en achetant une des terres que l’administration coloniale incite à posséder. Trompée dans son acquisition, elle en sort ruinée et reprend l’enseignement. Cette expérience marquera profondément Marguerite[3] et va lui inspirer nombre d'images fortes de son œuvre (Un barrage contre le Pacifique, L'Amant, L'amant de la Chine du Nord, L'Eden cinéma).

En 1930, Marie Donnadieu trouve une pension et un lycée à Saïgon, pour que sa fille suive des études secondaires au lycée Chasseloup Laubat de Saigon. Son baccalauréat de philosophie acquis, Marguerite quitte l’Indochine en 1932, et poursuit ses études en France.

L’écriture [modifier]

À Paris, elle s’inscrit à la faculté[4] où elle rencontre Robert Antelme. Après avoir obtenu son diplôme de sciences politiques, elle trouve un emploi de secrétaire au ministère des Colonies début juin 1938. Antelme est mobilisé dans l’armée à la fin de l’été. Marguerite et Robert se marient le 23 septembre 1939. Au printemps 1940 son emploi lui donne l’occasion de co-signer un livre avec Philippe Roques : L’Empire français, une commande de propagande du ministre Georges Mandel dans lequel elle écrit : On ne peut pas mêler cette race jaune à notre race blanche et affirme qu'il est du devoir des races supérieures de civiliser les races inférieures (citation de Jules Ferry). Marguerite Duras ne se reconnaitra pas dans ce livre signé Marguerite Donnadieu (Dominique Denès : Marguerite Duras, écriture et politique, L'Harmattan, Paris, 2005). Elle démissionne du ministère en novembre 1940. Dans la capitale occupée, Robert est engagé à la préfecture de police de Paris. Le couple s'installe rue Saint-Benoît, dans le quartier de Saint-Germain-des-Prés. Marguerite est enceinte. Elle accouche d'un garçon mort-né dont elle ne saura jamais faire son deuil. En 1942, elle trouve un emploi au Comité d’organisation du livre [5] où elle fait la connaissance de Dionys Mascolo, qui devient son amant. Au mois de décembre, elle apprend la mort de son frère Paul, en Indochine.

En 1943, l’appartement du couple devient vite un lieu de rencontres d’intellectuels où l’on discute littérature et politique. Marguerite se met à écrire et publie son premier roman Les Impudents. Elle le signe sous le nom de Duras, le village où se trouve la maison paternelle. Elle rejoint la résistance avec Robert et Dionys, dans le réseau dirigé par François Mitterrand (alias Morland). Le 1er juin 1944, leur groupe tombe dans un guet-apens. Robert est arrêté par la Gestapo. Secourue par Mitterrand, Marguerite Duras réussit à s'échapper. Au lendemain du débarquement des alliés, elle apprend que son mari a été emmené à Compiègne d’où partent les trains pour les camps de concentration.

À cette époque, l'attitude de Marguerite Duras à l'égard de la collaboration est ambigüe. Elle fréquente, professionnellement, l'écrivain pro-hitlérien Ramon Fernandez (dont la femme Betty sera un personnage de son livre L'Amant), le Sonderführer Gerhard Heller, membre de la Gestapo et elle est la maîtresse de Charles Delval (elle a tenté de le séduire pour sauver son mari), un agent de la Gestapo qui a fait arrêter son mari. À la Libération, alors qu'elle a rejoint les rangs de la Résistance, elle le fera arrêter et condamner à mort. En août, Paris se libère. C'est à cette époque que sont écrits Les Cahiers de la Guerre qui serviront de contenu au livre La Douleur, publié en 1985. À l’automne elle s’inscrit au Parti communiste français. Son nouveau roman, La Vie tranquille, est publié en décembre.

Marguerite attend le retour de son époux. À la Libération, en 1945, aidé par Mitterrand, Dionys va le chercher au camp de Dachau. Antelme est moribond. Avec le secours d'un médecin, Marguerite Duras le soigne [6].

Le couple divorce le 24 avril 1947. Marguerite vit avec Dionys. Un fils leur naît, nommé Jean [7], le 30 juin de la même année.

En 1950, le début de la guerre d'Indochine contraint sa mère à revenir en France. En mai, Marguerite Duras est exclue du PCF. C’est alors qu’elle est révélée par un roman d'inspiration autobiographique, Un barrage contre le Pacifique, qui paraît en juin. Sélectionnée pour le Prix Goncourt, elle le manque de peu. Nourries de son enfance, ses œuvres ultérieures ne cesseront de donner forme à son univers asiatique, où des personnages se débattront pour échapper à leur solitude. Elle paraitra ainsi réécrire sans cesse les mêmes histoires où plusieurs figures obsédantes vont se rencontrer (Anne-Marie Stretter, le vice-consul, la mendiante, l’amant chinois…).

Le cinéma et le théâtre [modifier]

Elle se sépare de Dionys Mascolo en 1956. Elle rencontre Gérard Jarlot[8], journaliste à France-Dimanche, en 1957, année où meurt sa mère. Jarlot travaille avec elle pour diverses adaptations cinématographiques et théâtrales. Pour la première fois un de ses romans est adapté au cinéma. Il s’agit de Barrage contre le Pacifique que réalise René Clément [9]. En 1958, elle travaille pour des cinéastes en écrivant le scénario de Hiroshima mon amour avec Alain Resnais puis celui d’Une aussi longue absence pour Henri Colpi. En automne 1960, elle milite activement contre la guerre d'Algérie, notamment en étant signataire du Manifeste des 121. En 1961, sa relation avec Gérard Jarlot prend fin. En 1963, elle achète un appartement dans l’ancien hôtel « Les Roches noires » à Trouville-sur-Mer [10]. Premier succès au théâtre avec Des journées entières dans les arbres, joué par Madeleine Renaud en 1965. La multiplication de ses talents la fait maintenant reconnaître dans trois domaines : littéraire, cinématographique et théâtral. Elle met en scène des personnages puisés dans la lecture des faits divers. Elle innove sur le déplacement des acteurs, sur la musicalité des mots et des silences. Fatiguée par l’alcool, elle fait une cure et s’arrête de boire. Pendant « les évènements » de mai 1968, elle se trouve en première ligne au côté des étudiants contestataires, proteste contre les injustices, profère des phrases définitives sur le prolétariat.

Marguerite Duras touche alors au cinéma parce qu’elle est insatisfaite des adaptations que l’on fait de ses romans. Son premier film, Détruire, dit-elle est tourné en 1969. Ce titre évocateur définit son cinéma : celui du jeu des images, des voix et de la musique. « Ce n'est pas la peine d'aller à Calcutta, à Melbourne ou à Vancouver, tout est dans les Yvelines, à Neauphle. Tout est partout. Tout est à Trouville […] Dans Paris aussi j'ai envie de tourner, […] L'Asie à s'y méprendre, je sais où elle est à Paris… » (Les yeux verts). Le 5 avril 1971, elle signe le Manifeste – avec, entre autres, Simone de Beauvoir et Jeanne Moreau – réclamant l’abolition de la loi contre l'avortement.

Elle tourne ensuite Nathalie Granger, dans sa maison de Neauphle-le-Château, India Song, dans le Palais Rothschild à Boulogne sur la musique de Carlos d’Alessio. Comme dans son travail pour le théâtre, elle réalise des œuvres expérimentales. Par le décalage entre l’image et le texte écrit, elle veut montrer que le cinéma n’est pas forcément narratif : La Femme du Gange est composé de plans fixes, Son nom de Venise dans Calcutta désert est filmé dans les ruines désertes du palais Rotschild en reprenant sa bande son d'India Song, Les Mains négatives, où elle lit son texte sur des vues de Paris désert la nuit. La limite extrême est atteinte dans L'Homme atlantique, avec sa voix sur une image complètement noire pendant trente minutes sur quarante. Après un voyage en Israël, en 1978, elle réalise Césarée, où elle évoque la ville antique sur des images du jardin des Tuileries.

L’alcool [modifier]

Duras vit alors seule dans sa maison de Neauphle-le-Château. Depuis 1975, elle a renoué périodiquement avec l’alcool. En 1980, elle est transportée à l’hôpital de Saint-Germain-en-Laye et reste hospitalisée pendant cinq semaines. À son retour, elle écrit à Yann Lemée, un jeune admirateur rencontré cinq ans plus tôt à Caen — à l’issue d’une projection-débat d’India Song [11]. Après six mois d’abstinence, elle sombre une nouvelle fois dans l’alcool. Serge July, rédacteur en chef de Libération, lui propose d’y tenir une chronique hebdomadaire tout l’été [12]. Un soir, Yann Lemée lui téléphone. Ils se retrouvent à Trouville-sur-Mer. Elle l’héberge, en fait son compagnon et lui donne le nom de Yann Andréa.

En 1981, elle va au Canada pour une série de conférences de presse à Montréal et filme L’Homme atlantique en prenant son compagnon comme acteur. Parce que sa main tremble, Yann écrit sous sa dictée La Maladie de la mort. Elle accepte de faire une cure de désintoxication à l’Hôpital américain de Neuilly en octobre 1982 [13]. L'année suivante, Duras dirige Bulle Ogier et Madeleine Renaud dans la pièce de théâtre, Savannah Bay, qu'elle a écrite pour cette dernière.

En 1984, L’Amant est publié et obtient le prix Goncourt. C'est un succès mondial[14]. Il fait d'elle l'un des écrivains vivants les plus lus. En 1985, elle soulève l’hostilité et déclenche la polémique en prenant position dans une affaire judiciaire qui captive l'opinion publique : l’affaire Grégory. Dans une tribune du quotidien Libération du 17 juillet, elle se montre convaincue que la mère, la « Sublime, forcément sublime Christine V. », est coupable du meurtre de son enfant, trouvé noyé en octobre 1984 dans la Vologne. De nouveau prisonnière de l’alcool, elle tente en 1987, de donner une explication à son alcoolisme dans son livre, La Vie matérielle.

Les cris et le silence [modifier]

L'Amant devient un projet de film du producteur Claude Berri. À la demande de ce dernier, elle s’attelle à l'écriture du scénario, bientôt interrompu par une nouvelle hospitalisation. Elle reste six mois dans le coma. Pendant ce temps, le réalisateur Jean-Jacques Annaud est contacté. Il accepte de réaliser le film et se met à en faire l’adaptation. Marguerite Duras sort de l’hôpital en automne 1989 et reprend le projet en cours en rencontrant le cinéaste. La collaboration tourne court et le film se fait sans elle. Se sentant dépossédée de son histoire, elle s'empresse de la réécrire : L'Amant de la Chine du Nord est publié en 1992, juste avant la sortie du film. Duras a désormais des difficultés physiques pour écrire. Cependant, d’autres livres paraissent ; ils sont dictés ou retranscrits. Yann recueille ses mots pour un ultime livre qui paraît en 1995 sous le titre : C’est tout.

Le dimanche 3 mars 1996, à huit heures, Marguerite meurt au troisième étage du numéro 5 de la rue Saint-Benoît. Elle allait avoir quatre-vingt-deux ans. Les obsèques ont lieu le 7 mars, en l’église Saint-Germain-des-Prés

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Samedi 27 février 2010 6 27 /02 /2010 11:09

Boca fechada não entra mosquito
Auteur: Marta Boucher www.olhares.com


Cachoeira do Mosquito

Auteur: José Augusto de Souza Neto www.olhares.com

 


Les moustiques

d’Afrique ou
de l’Europe

et du monde

piquent toujours

de la même façon

 

pourtant

ils ne se ressemblent pas

-comme le humains-

il y en a des uns qui sont

plus gentils que d’autres

 

mais

au repos

ils se parlent entre eux

dans la même langue

et le même langage

 

ils se montrent leurs ailes

et se font des moqueries

avec leurs antennes

 

ils parlent du soleil

du vent et de la pluie

qui parfois

les étranglent 

et se rappellent les peaux

blanches ou noires

des uns et des autres

quand ils se délectent

comme des vautours

lors de leurs tours

 

les moustiques

ont aussi leurs rites !


Rosario Duarte da Costa

Copyright

24/02/2010

 



Extrait du Blog: http://photoetgraphia.blogspot.com

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : confidences! - Communauté : Expatrie(e)s
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Samedi 27 février 2010 6 27 /02 /2010 10:41

Muzi.com Gallery -> loading image. Please bookmark www.muzi.com for future return.






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Photos: http://www.muzi.net




Confucius

 

Avez-vous pensé que nos hommes politiques auraient

certainement aimé, parcourir les siècles pour arriver à

chaque époque au long des siècles à influencer nos

pensées comme Confucius l’a fait depuis son époque?!

Mais, -à mon avis-il leur manque le savoir, la gloire et la sagesse…

 

Si on se tourne vers l’histoire, si nous entrons dans la

pensée antique, si l’on s’attache à découvrir qui fut

Confucius et on tombe sur la relation pouvoir/justice, si encore on établit une relation entre morale, humanisme et fraternité-comme se dessine le texte de son livre « Entretiens »-, on est loin d’avoir tout appris sur la maître qui, depuis la Chine pré-impériale gambadait entre états où, il pouvait répandre son savoir et ses idées mystiques !

 

Visionnaire, il y avait ce que j’appellerai « de l’hauteur » pour visionner les problèmes des hommes et de la vie, mais aussi un "savoir-faire" sur l’éducation et le comportement humain!

Dans sa pensée- l’écoute fut un des outils essentielles,

l’égalité des êtres aussi. C’est dans ce contexte qu’il

aurait traduit ses pensées les plus nobles à ses élèves !

 

Est-ce que vous voyez aujourd’hui, un homme politique, un Professeur des Grandes Ecoles, un Polytechnicien, un chef d’entreprise faire paître ses brebis et leur apporter en plus une Pensée naturelle, humaniste, égalitaire, responsable, affirmée, pour tous les actes de la vie humaine ?!

 

Est-ce que vous pensez que nos hommes politiques

en Europe et dans le monde sont assez cultivés, assez

motivés par les populations qu’ils dirigent, assez

proches de la Terre, de ses éléments, ainsi que des

principes éducatifs assez forts, surs,  engageants pour

pouvoir les transmettre aux générations des siècles

futurs ?!

Rosario Duarte da Costa

Copyright

26/02/2010

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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Samedi 27 février 2010 6 27 /02 /2010 10:18







.*;


Auteur des photos sur cette page:Daiana Braga www.olhares.com


.*;

8 Mars 2010

Journée Internationale de la Femme !

 



C'est 
beau d’être une Femme !

 

C’est beau d’être une Femme et, c’est à fois terrifiant  d’être Femme !

 

 

C’est beau car la Femme est l’utérus de la vie. Et donner

la vie c’est quelque chose de formidable…

Imaginez Messieurs, que vous êtes les porteurs de ce qui

va dans l’œuf  pour que la femme puisse concevoir un être.

Mais, sans l’œuf rien ne pourra se faire. Et, dans l’œuf la

vie a besoin de chaleur et de beaucoup d’amour ; elle a

besoin de temps pour la maturation, d’un état d’esprit

maternel pour pouvoir assurer le développement en toute

sécurité, de patience pour pouvoir attendre que le fœtus

devienne un être prêt à sortir et à respirer la Vie…

 

Et, lors de la naissance le bébé a besoin de sa matrice, à

laquelle il va s’accrocher au long des jours, des semaines

et mois qui suivent…

Puis, durant des années le femme devenue maman va assurer

( seule ou avec le père), le bien-être et l’éducation de son enfant.

elle « la femme » se démultiplie, pour assurer sa vie de mère,

d’épouse, de travail.

 

Elle avance, avec conviction, amour et envie que ses enfants

ne manquent de rien : à la maison, à l’école, dans

l’environnement proche, relationnel, environnemental…

 

Et, malgré les difficultés de toutes sortes la femme ne baisse

pas les bras. Même, quand on l’a fait avancer à coups de pieds !

 

C’est Beau d’être une Femme…

Et c’est terrifiant à la fois de l’être. Parce que en 2010, la

Femme n’a pas encore la reconnaissance qu’elle mériterait

d’avoir : en tant que femme  en tant qu’être humain.

 

Figurez-vous messieurs que la femme n’est pas la moitié

d’un homme de la même façon que l’homme ne vaut pas

le double d’une femme. En tant qu’êtres humains ils ont

la même valeur, les mêmes droits, les mêmes possibilités !

En tant qu’êtres différents –mais complémentaires-ils

devraient avoir aussi le même poids, les mêmes droits,

le droit à la même reconnaissance !

Pourtant…

Pourtant, lisez les journaux, regardez la télévision, écoutez

les dires des gens sur la place de votre ville et de votre quartier.

Quelque part, il y a toujours une femme abandonnée, battue,

outragée, voir tuée !

Et que dîtes-vous messieurs de cette situation ?

Et que faîtes vous pour aider à changer cet état de faits ?

Et quand accepterez-vous que la femme ne soit plus un

être discriminé au travail, que les salaires soient identiques

pour le même poste en entreprise, que la femme puisse être

une partenaire dans votre vie ?!

 

Je ne milite dans aucune association féminine, je ne fais pas

partie de ce que l’on pourrait appeler « les féministes » mais,

je revendique le droit de la Femme à tous niveaux, je demande

le respect de la femme en tout lieu, je crie fort pour que mes

petites filles ne soient pas minorées dans la société, tout

simplement parce qu’elles seront femmes !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

26/02/2010





...
 

Daiane Braga

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Dialogues - Communauté : Les chroniques de la meute
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