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Au delà du Tage... Cette région de grandes plaines, à faible population et entouré d'un soleil géant, a marqué l'histoire de différentes manières y compris, dans la façon de s'habiller! Ces cartes postales sont extraites de "canalblog" et sont utilisées dans l'objectif d'approcher l'histoire des habitants, de notre histoire... par (rosario Duarte da Costa) Voici une jeune fille avec son tablier, probablement une "mondadeira" de Alentejo; ou bien la femme d'un de ces hommes qui sont partis travailler la terre, à qui elle apporte le repas! par (rosario Duarte da Costa) ![]() Voici une autre femme porteuse de chapeau, si nécessaire pour affronter le soleil. ![]() Le Travail des champs, bien avant l'aide des tracteurs! par (rosario Duarte da Costa) ![]() ![]() Travaux des champs! ![]() Porteurs d'eau! ![]() Les champs sauvages! ![]() Ici, un aperçu de l'Alentejo, des phrases extraites des oeuvres, de différents auteurs lusophones! Document suivant, reçu de mon ami Paco!. Il traite de documents littéraires d'auteurs lusophones, ayant décrit cette région... (Rosario Duarte da Costa)
Um
"potpourri" d'Internet...
Miguel Torga - Alentejo
A luz que te ilumina, Terra da cor dos olhos de quem olha! A paz que se adivinha Na tua solidão Que nenhuma mesquinha Condição Pode compreender e povoar! O mistério da tua imensidão Onde o tempo caminha Sem chegar!...
Miguel Torga, 1974, in "Antologia Poética " La lumière qui t’illumine Terre de la couleur des yeux de celui qui regarde La paix que se devine Dans ta solitude Qu’aucune petite Condition Ne peut comprendre le peupler ! Le mystère de ton immensité Où le Temps chemine
Sans y arriver!... Miguel Torga 1974
(in Anthologie Poètique)
Traduit par Rosario Duarte da
Costa RAUL BRANDÃO in Os Pescadores OLHÃO - Agosto -1922 Tenho de atravessar o Alentejo isolado e concentrado para chegar ao Algarve...
Je dois traverser
l'Alentejo isolé et concentré pour arriver à Algarve... EL ALENTEJO, PLANICIE DOURADA Para viajar a la región más extensa de Portugal, se hace indispensable abrir la mente 04/09/2003 - Angel García Prieto La planicie dourada es la región más extensa de Portugal, repartida administrativamente en tres distritos, con las capitales en Portalegre, Evora y Beja. El Além-Tejo, más allá del Tajo, es una región con mucho carácter, de enormes extensiones cubiertas de cereales y olivos, vides, girasoles y alcornoques, donde leves colinas alteran la línea de un horizonte abierto que sólo cede su personalidad orográfica a la Sierra de Sáo Mamede en el nordeste, o a las albuferas, ciénagas y arenales del estuario del Sado en el noroeste. Allí viene muy bien el consejo de Miguel Torga: ´Quien se hace a la mar, se prepara en tierra´ --dice el refrán--. Aplicando esa fórmula al Alentejo, nos tendremos que preparar para entrar dentro de él. Será necesario primero quebrar nuestra lente de horizontes pequeños, y ampliar después el compás con que habitualmente medimos el tamaño de lo que nos rodea. Ahora las distancias son interminables y las estrellas, allá arriba, brillan con un fulgor tropical. Tendremos, por lo tanto, que cambiar de ritmo y de visor. Un rico patrimonio, que se extiende sobre todo en la cuenca del Guadiana, con pueblos, villas y ciudades como Elvas, Estremoz, Marvao, Evoramonte, Monsaraz, Beja, Vila Viçosa... y en el que destaca el conjunto histórico de la ciudad de Evora, calificado por la UNESCO como Patrimonio Mundial, deja ver restos arqueológicos romanos y visigóticos y construcciones góticas, manuelinas y barrocas, religiosas y civiles de notable entidad y belleza. Así como numerosos castillos, torreones y núcleos amurallados, con frecuencia en buen estado de conservación, heredados de su condición fronteriza de los siglos XII y XIII y de las tensiones históricas con España en épocas posteriores, que afortunadamente ya no se repiten desde hace más de siglo y medio. Porque crece el conocimiento mutuo, por las relaciones comerciales y humanas y porque en el fondo -- y aquí también en la forma, comparando Alentejo con una buena parte de Extremadura -- somos muy iguales.
O Portugal de Orlando Ribeiro Guilherme d'Oliveira Martins O Portugal de Orlando Ribeiro é encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana. Portugal é uma terra de contrastes¸ onde pontificam o Atlântico e o Mediterrâneo. Mas é difícil de definir¸ pela complexidade e pela diversidade de elementos que caracterizam o país. Orlando Ribeiro escreveu em 1943 um livro notabilíssimo¸ pelo rigor da investigação e pela leveza da escrita¸ que constitui um vade mecum indispensável para quem queira conhecer a geografia de Portugal e¸ através dela¸ a nossa identidade. Falo-vos de Portugal¸ o Mediterrâneo e o Atlântico (Sá da Costa¸ 4' ed.¸1986)¸ do qual Rubem A. disse¸ justamente¸ tratar-se do livro mais notável escrito em Portugal nos meados do século passado... Estamos perante uma obra de indiscutível valia científica e de grande sensibilidade literária - essencial para acompanhar os primeiros passos de uma investigação séria sobre a identidade portuguesa. Em lugar de considerações apressadas¸ trata-se de indagar¸ através dos diversos factores e manifestações relevantes¸ como é que "Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição" - na fórmula tornada clássica de Pequito Rebelo. "Disposto de través na zona mediterrânica¸ bem engastado numa península que é como a miniatura de um continente¸ o território português abre se para o mundo por uma vasta fachada oceânica" (p.131). 0 traçado de viés é acompanhado de alternâncias climáticas e da coexistência do clima oceânico e o.7 secura quente. E é a "vigo rosa oposição das terras altas e montanhosas¸ cortadas de vales profundamente incisos "¸ as repercussões no revestimento vegetal define uma terra de contrastes. Norte e Sul - o primeiro é atlântico¸ verdejante¸ húmido¸ com "gente densa"; o segundo mediterrâneo¸ com longos estios e escassamente povoado. Litoral e Interior - o país vai desde a verdura espessa¸ "banhada na luz doce e húmida" do noroeste até à aridez das terras de além Marão; desde a variegada aptidão rural do Vouga ao Sado ou do sul algarvio até aos monótonos descampados alentejanos... Terras altas e baixas¸ Serra e Ribeira¸ Campo e Monte¸ Montanha e Vale¸ Terra Alta e Terra Chã - assim define o povo a complexidade e as oposições¸ bem evidentes na economia e no povoamento. Desde a montanha húmida do norte e da economia agro pastoril tradicional até aos relevos menos acentuados¸ secos e descamados do sul¸ "onde o gado miúdo e as queimadas degradaram a floresta primitiva"¸ temos os traços de uma complementaridade e de um coerência meridional. E¸ deste modo¸ a unidade de Portugal é em grande parte obra humana - que há mais de sete séculos define uma entidade política antiga e estável. Orlando Ribeiro não se limita a interrogar a tema. Olha sempre as gentes e a sua vontade¸ procurando as "raízes antigas" da identidade. No fim do neolítico fala de três áreas de civilização - a do levante¸ a dos planaltos centrais e a da faixa oeste. E no Oeste peninsular recorda a "civilização megalítica ocidental"¸ ligada igualmente à Bretanha¸ ao País de Gales e à Irlanda. Aí estão os redutos célticos da Galiza e de Portugal. E a sul temos as influências dos povos mediterrânicos - fenícios¸ gregos¸ cartagineses e a "brilhante civilização indígena" dos Tartessos no Guadalquivir. Os tempos vão revelando as diferenças e as ligações¸ as continuidades e as descontinuidades. Os conventi romanos¸ a organização administrativa dos suevos e dos visigodos¸ as desinteligências da monarquia goda¸ a invasão moura¸ a influência árabe¸ a reconquista¸ a coexistência das zonas estabilizadas dos reinos cristãos a norte e dos reinos taifas no meio dia com uma zona intermédia de incerteza e de alternância de influências - tudo nos vai revelando uma multiplicidade de elementos¸ num curioso melting pot¸ que vai gerando a autonomia ocidental peninsular. José Mattoso encarregar-se-Ḡaliás¸ mais tarde¸ de lançar nova luz sobre essa encruzilhada de circunstâncias. O formigueiro humano e a intensa actividade rural de Entre Douro e Minho no tempo da reconquista denuncia o código genético do que será depois a unidade política que origina Portugal. E Portucale¸ junto à foz do Douro¸ vai ser matriz do corpo político donde sairá o Estado português - um Estado que precede a Nação. Portucale serve¸ desde cedo¸ após a reconquista do século IX¸ como designação dos domínios cristãos a sul do Lima. No fim do século X¸ há já um condado (e até há um fugaz rei Ramiro - entre 926 e 930) e¸ pouco mais de cem anos depois¸ D. Henrique de Borgonha verá ser-lhe atribuída a tarefa arriscada¸ incerta e difícil de consolidar e dilatar a influência cristã na região moçárabe de Coimbra para sul¸ além da linha Mondego/Serra da Estrela¸ tendo o Tejo como horizonte. No sul¸ almorávidas e almoádas dominavam o Magrebe e o Al-Andaluz¸ até ao nosso Al-Gharb (o Ocidente) com pouca actividade agrícola e largos descampados¸ apesar das inovações de influência árabe nos vinhedos¸ olivais¸ pomares e hortas regadas. De novo¸ o Atlântico frente ao Mediterrâneo. São os contrastes naturais que determinam ainda a deslocação de populações. As vindimas do Douro¸ as ceifas da Terra Quente¸ a apanha da azeitona na Beira Baixa¸ as ceifas no Alentejo¸ a tirada da cortiça obrigavam a que houvesse movimentos internos¸ sazonais¸ de gentes. Nos arrozais são exímios os caramelos do Mondego e do Vouga¸ bem como os gaibéus do norte do Ribatejo ou os avieiros da foz do Liz... Ao Ribatejo e ao Alentejo chegam os minhotos e pica-milhos¸ os beirões e os ratinhos. E em Lisboa e na Caparica encontramos as varinas e varinos de Ovar¸ como é bem de ver¸ ao lado dos pescadores de Ílhavo. E em Azeitão¸ Orlando Ribeiro descobre a curiosíssima distinção entre os caramelos de estar e os caramelos de ir e vir¸ ou seja¸ os colonos permanentes e os migrantes periódicos. É este o entrecuzar de influências que reforça¸ aliás¸ o melting pot e a identidade portuguesa complexa e diversa. E a divisão regional? Apesar dos contrastes¸ os aspectos comuns e as influências diversificadas e entrecruzadas tomam difícil a definição das regiões. Percebe-se¸ aliás¸ a resistência à regionalização. No fundo¸ "o que caracteriza as regiões geográficas de Portugal é o padrão miúdo e a rica variedade de aspecto e contrastes" (p. 141). As transições são graduais e¸ de novo¸ o Mediterrâneo e o Atlântico marcam os dilemas de definição. "A Estremadura recorda a Ática e o Lácio¸ o Alentejo os planaltos cerealíferos da Sicília¸ mas apenas o Algarve constitui uma fímbria marítima comparável à Fenícia ou ao Levante Espanhol" (p. 142). A faixa litoral portuguesa é entrecortada por falhas e deslocações¸ de idade e natureza diversas¸ por vagas erosivas e pelo contraste entre as gargantas fundas¸ secas no Estio¸ e os grandes rios vindos do centro da Península. As regiões são definidas pela alternância entre as influências mediterrâneas e atlânticas - o Norte Atlântico¸ o Norte Transmontano e o Sul. "À primeira essencialmente oceânica¸ contrapõe-se o bloco de regiões interiores do Nordeste¸ que as montanhas separam das influências marítimas; o baixo Mondego¸ a orla do maciço antigo e o sopé da Cordilheira central¸ limitam-nas a ambas do resto do Pais¸ onde a meridionalidade se traduz pela dominância progressiva do carácter mediterrâneo" (p.144). O Norte Atlântico é o "tronco antigo e robusto" da nação¸ dominado pela abundância de chuvas¸ pela riqueza da terra e pela vitalidade das populações. E uma região de intensa diversidade e de policultura. O Porto velho é o pólo histórico indiscutível da região¸ mas Braga pontua como sede do velho arcebispado. A diversidade urbana coexiste com a intensidade rural. As montanhas do Minho¸ as serras do Douro e do Vouga assemelham-se¸ mas o povoamento dá-lhes múltiplas facetas na actividade e nas tradições. O Noroeste é¸ desta forma¸ rima "unidade natural definida pelo predomínio dos caracteres atlânticos¸ unidade histórica mantida através de uma população antiga e densa que¸ pelo seu número e homogeneidade¸ veio a constituir o elemento aglutinante do Estado português" (p.148). Nesta síntese feliz¸ O. Ribeiro dá-nos o sinal das diferenças¸ que se unem e se completam¸ e dos elementos comuns. Sentimos a História a fazer sentido - e os reinos cristãos a espraiarem-se naturalmente para a Beira Alta¸ em direcção ao Mondego e à Cordilheira Central¸ passando pelo Dão vinícola e por Viseu e indo até à Estrela¸ "enorme reservatório de águas límpidas e de grandes desníveis" (p.149). No Norte Transmontano "a paisagem carrega-se de tons severos¸ cinzentos¸ acastanhados. A luz torna-se mais crua¸ a terra mais dura e a gente mais retraída". Para cá do Marão¸ mandam os que cá estão! O arvoredo rareia. Desapareceram os castanheiros¸ a batata cultiva-se no planalto. A Terra Fria e a Terra Quente marcam uma paisagem de extremos. Nas vertentes do Douro¸ os matagais deram lugar no séc. XVII aos formosos vinhedos do "vinho fino"¸ nos terrenos de xisto. A Régua é o epicentro e dali sai o vinho¸ Douro abaixo¸ para se tornar do Porto¸ sob os auspícios da colónia britânica. A praga da filoxera do séc. XX dizimou as vinhas. Algumas foram substituídas por amendoeiras e oliveiras. Mas o vinho continuou a ser o grande símbolo da região¸ que ainda se lembra a memória do Barão de Forrester¸ morto no Douro¸ quando a Ferreirinha¸ D. Antónia¸ se salvou... No Sul¸ o Alentejo singulariza-se pela monotonia da planície. Mas as terras meridionais são complexas e heterogéneas¸ começando na zona de transição do sopé da Cordilheira Central¸ a sul do Fundão¸ na Portela de Alpedrinha¸ onde a cova da Beira anuncia as planuras de além Tejo¸ indo¸ para oeste¸ através da planície aluvial do Mondego e da cidade de Coimbra até ao grande maciço florestal de Leiria. Depois¸ há o polimorfismo da Estremadura¸ os maciços calcários¸ os barros basálticos dos arredores de Lisboa¸ o microclima da romântica Sintra¸ a área de influência de grande metrópole mediterrânea e a península de Setúbal¸ o santuário natural da Arrábida e a sua floresta mediterrânea. Para leste¸ estão o Ribatejo¸ a lezíria¸ Santarém e o vale celebrado por Garrett em "As Viagens na Minha Terra"¸ que abre para sul na "imensidão de terra lisa ou apenas quebrada em frouxas ondulações..." Aí está Évora¸ "a cidade mais bela de Portugal"¸ no dizer do mestre¸ repositório vivo da história portuguesa. E vêm depois o Baixo Alentejo¸ com Beja como centro¸ e os dois Algarves - a serra e a orla marítima¸ lugar de encanto e amenidades - "nenhuma outra região portuguesa possui uma rede urbana tão antiga¸ tão densa e tão importante"¸ com uma profunda organização romana e muçulmana¸ tendo esta passado quase intacta ao domínio português... O Portugal de Orlando Ribeiro é uma encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana. Por isso¸ a "severa disciplina da Ciência"¸ a que sempre foi fiel¸ não deveria fazer perder "a amorosa compreensão da terra e da gente¸ que constitui a essência da geografia". Está tudo dito.
JL - 2/4/2003 Par Rosario Duarte da Costa
Cet article est incomplet mais, il continuera, en vue de donner aux jeunes, un a
perçu de la Vie Humaine!
over-blog.com : Vous avez reçu un message Ce message vous est envoyé par un visiteur grâce au formulaire de contact accessible en bas de page de votre blog: caligrafias-iberes.over-blog.com MUITO INTERESSANTE...!!! Muito interessante! : entre Lyon e o Alentejo... (lembro "Alentejo é sangue" de Antunes Varela... e também a paisagem dessa província portuguesa..., mesmo o Cercal...). Com a velha amizade de = FG (Barcelona).
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Em defesa dos exames nacionais Por Carlos Corrêa



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