Vendredi 11 juillet 2008 5 11 /07 /Juil /2008 11:18

Au delà du Tage...






Cette région de grandes plaines, à faible population et entouré d'un soleil géant, a marqué l'histoire
de différentes manières y compris, dans la façon de s'habiller!

Ces cartes postales sont extraites de "canalblog" et sont utilisées dans l'objectif d'approcher l'histoire des habitants, de notre histoire...
par (rosario Duarte da Costa)





Voici une jeune fille avec son tablier, probablement une "mondadeira" de Alentejo; ou bien la femme d'un de ces hommes qui sont partis travailler la terre, à qui elle apporte le repas!

par (rosario Duarte da Costa)




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Voici une autre femme porteuse de chapeau, si nécessaire pour affronter le soleil.



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Le Travail des champs, bien avant l'aide des tracteurs!
par (rosario Duarte da Costa)



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Travaux des champs!

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Porteurs d'eau!

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Les champs sauvages!

Picture - 13 portugal alentejo cork oaks trees. fotosearch - search stock photos, pictures, images, and photo clipart


Ici, un aperçu de l'Alentejo, des phrases extraites des oeuvres, de différents auteurs lusophones!
Document suivant, reçu de mon ami Paco!. Il traite de documents littéraires d'auteurs lusophones, ayant décrit cette région...
(Rosario Duarte da Costa)

Um "potpourri" d'Internet...
=FG.


 

Miguel Torga - Alentejo

    

A luz que te ilumina,

Terra da cor dos olhos de quem olha!

A paz que se adivinha

Na tua solidão

Que nenhuma mesquinha

Condição

Pode compreender e povoar!

O mistério da tua imensidão

Onde o tempo caminha

Sem chegar!...   

   

Miguel Torga, 1974, in

"Antologia Poética

  "

La lumière qui t’illumine

Terre de la couleur des yeux de celui qui regarde

La paix que se devine

Dans ta solitude

Qu’aucune petite

Condition

Ne peut comprendre le peupler !

Le mystère de ton immensité

Où le Temps chemine

Sans y arriver!...

Miguel Torga 1974

(in Anthologie Poètique)

Traduit par Rosario Duarte da Costa
 

RAUL BRANDÃO in  Os Pescadores

OLHÃO - Agosto -1922

Tenho de atravessar o Alentejo isolado e concentrado para chegar ao Algarve...

Je dois traverser l'Alentejo isolé et concentré pour arriver à Algarve...
(Traduit par Rosario Duarte da Costa)





La Voz de Asturias

EL ALENTEJO, PLANICIE DOURADA

 Para viajar a la región más extensa de Portugal, se hace indispensable abrir la mente

04/09/2003 -  Angel García Prieto

La planicie dourada es la región más extensa de Portugal, repartida administrativamente en tres distritos, con las capitales en Portalegre, Evora y Beja. El Além-Tejo, más allá del Tajo, es una región con mucho carácter, de enormes extensiones cubiertas de cereales y olivos, vides, girasoles y alcornoques, donde leves colinas alteran la línea de un horizonte abierto que sólo cede su personalidad orográfica a la Sierra de Sáo Mamede en el nordeste, o a las albuferas, ciénagas y arenales del estuario del Sado en el noroeste.

Allí viene muy bien el consejo de Miguel Torga: ´Quien se hace a la mar, se prepara en tierra´ --dice el refrán--. Aplicando esa fórmula al Alentejo, nos tendremos que preparar para entrar dentro de él. Será necesario primero quebrar nuestra lente de horizontes pequeños, y ampliar después el compás con que habitualmente medimos el tamaño de lo que nos rodea. Ahora las distancias son interminables y las estrellas, allá arriba, brillan con un fulgor tropical. Tendremos, por lo tanto, que cambiar de ritmo y de visor.

Un rico patrimonio, que se extiende sobre todo en la cuenca del Guadiana, con pueblos, villas y ciudades como Elvas, Estremoz, Marvao, Evoramonte, Monsaraz, Beja, Vila Viçosa... y en el que destaca el conjunto histórico de la ciudad de Evora, calificado por la UNESCO como Patrimonio Mundial, deja ver restos arqueológicos romanos y visigóticos y construcciones góticas, manuelinas y barrocas, religiosas y civiles de notable entidad y belleza. Así como numerosos castillos, torreones y núcleos amurallados, con frecuencia en buen estado de conservación, heredados de su condición fronteriza de los siglos XII y XIII y de las tensiones históricas con España en épocas posteriores, que afortunadamente ya no se repiten desde hace más de siglo y medio. Porque crece el conocimiento mutuo, por las relaciones comerciales y humanas y porque en el fondo -- y aquí también en la forma, comparando Alentejo con una buena parte de Extremadura -- somos muy iguales.

 

O Portugal de Orlando Ribeiro

Guilherme d'Oliveira Martins

O Portugal de Orlando Ribeiro é encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana.

Portugal é uma terra de contrastes¸ onde pontificam o Atlântico e o Mediterrâneo. Mas é difícil de definir¸ pela complexidade e pela diversidade de elementos que caracterizam o país. Orlando Ribeiro escreveu em 1943 um livro notabilíssimo¸ pelo rigor da investigação e pela leveza da escrita¸ que constitui um vade mecum indispensável para quem queira conhecer a geografia de Portugal e¸ através dela¸ a nossa identidade. Falo-vos de Portugal¸ o Mediterrâneo e o Atlântico (Sá da Costa¸ 4' ed.¸1986)¸ do qual Rubem A. disse¸ justamente¸ tratar-se do livro mais notável escrito em Portugal nos meados do século passado... Estamos perante uma obra de indiscutível valia científica e de grande sensibilidade literária - essencial para acompanhar os primeiros passos de uma investigação séria sobre a identidade portuguesa. Em lugar de considerações apressadas¸ trata-se de indagar¸ através dos diversos factores e manifestações relevantes¸ como é que "Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição" - na fórmula tornada clássica de Pequito Rebelo.

"Disposto de través na zona mediterrânica¸ bem engastado numa península que é como a miniatura de um continente¸ o território português abre se para o mundo por uma vasta fachada oceânica" (p.131). 0 traçado de viés é acompanhado de alternâncias climáticas e da coexistência do clima oceânico e o.7 secura quente. E é a "vigo rosa oposição das terras altas e montanhosas¸ cortadas de vales profundamente incisos "¸ as repercussões no revestimento vegetal define uma terra de contrastes. Norte e Sul - o primeiro é atlântico¸ verdejante¸ húmido¸ com "gente densa"; o segundo mediterrâneo¸ com longos estios e escassamente povoado. Litoral e Interior - o país vai desde a verdura espessa¸ "banhada na luz doce e húmida" do noroeste até à aridez das terras de além Marão; desde a variegada aptidão rural do Vouga ao Sado ou do sul algarvio até aos monótonos descampados alentejanos... Terras altas e baixas¸ Serra e Ribeira¸ Campo e Monte¸ Montanha e Vale¸ Terra Alta e Terra Chã - assim define o povo a complexidade e as oposições¸ bem evidentes na economia e no povoamento. Desde a montanha húmida do norte e da economia agro pastoril tradicional até aos relevos menos acentuados¸ secos e descamados do sul¸ "onde o gado miúdo e as queimadas degradaram a floresta primitiva"¸ temos os traços de uma complementaridade e de um coerência meridional. E¸ deste modo¸ a unidade de Portugal é em grande parte obra humana - que há mais de sete séculos define uma entidade política antiga e estável.

Orlando Ribeiro não se limita a interrogar a tema. Olha sempre as gentes e a sua vontade¸ procurando as "raízes antigas" da identidade. No fim do neolítico fala de três áreas de civilização - a do levante¸ a dos planaltos centrais e a da faixa oeste. E no Oeste peninsular recorda a "civilização megalítica ocidental"¸ ligada igualmente à Bretanha¸ ao País de Gales e à Irlanda. Aí estão os redutos célticos da Galiza e de Portugal. E a sul temos as influências dos povos mediterrânicos - fenícios¸ gregos¸ cartagineses e a "brilhante civilização indígena" dos Tartessos no Guadalquivir. Os tempos vão revelando as diferenças e as ligações¸ as continuidades e as descontinuidades. Os conventi romanos¸ a organização administrativa dos suevos e dos visigodos¸ as desinteligências da monarquia goda¸ a invasão moura¸ a influência árabe¸ a reconquista¸ a coexistência das zonas estabilizadas dos reinos cristãos a norte e dos reinos taifas no meio dia com uma zona intermédia de incerteza e de alternância de influências - tudo nos vai revelando uma multiplicidade de elementos¸ num curioso melting pot¸ que vai gerando a autonomia ocidental peninsular. José Mattoso encarregar-se-Ḡaliás¸ mais tarde¸ de lançar nova luz sobre essa encruzilhada de circunstâncias.

O formigueiro humano e a intensa actividade rural de Entre Douro e Minho no tempo da reconquista denuncia o código genético do que será depois a unidade política que origina Portugal. E Portucale¸ junto à foz do Douro¸ vai ser matriz do corpo político donde sairá o Estado português - um Estado que precede a Nação. Portucale serve¸ desde cedo¸ após a reconquista do século IX¸ como designação dos domínios cristãos a sul do Lima. No fim do século X¸ há já um condado (e até há um fugaz rei Ramiro - entre 926 e 930) e¸ pouco mais de cem anos depois¸ D. Henrique de Borgonha verá ser-lhe atribuída a tarefa arriscada¸ incerta e difícil de consolidar e dilatar a influência cristã na região moçárabe de Coimbra para sul¸ além da linha Mondego/Serra da Estrela¸ tendo o Tejo como horizonte. No sul¸ almorávidas e almoádas dominavam o Magrebe e o Al-Andaluz¸ até ao nosso Al-Gharb (o Ocidente) com pouca actividade agrícola e largos descampados¸ apesar das inovações de influência árabe nos vinhedos¸ olivais¸ pomares e hortas regadas. De novo¸ o Atlântico frente ao Mediterrâneo.

São os contrastes naturais que determinam ainda a deslocação de populações. As vindimas do Douro¸ as ceifas da Terra Quente¸ a apanha da azeitona na Beira Baixa¸ as ceifas no Alentejo¸ a tirada da cortiça obrigavam a que houvesse movimentos internos¸ sazonais¸ de gentes. Nos arrozais são exímios os caramelos do Mondego e do Vouga¸ bem como os gaibéus do norte do Ribatejo ou os avieiros da foz do Liz... Ao Ribatejo e ao Alentejo chegam os minhotos e pica-milhos¸ os beirões e os ratinhos. E em Lisboa e na Caparica encontramos as varinas e varinos de Ovar¸ como é bem de ver¸ ao lado dos pescadores de Ílhavo. E em Azeitão¸ Orlando Ribeiro descobre a curiosíssima distinção entre os caramelos de estar e os caramelos de ir e vir¸ ou seja¸ os colonos permanentes e os migrantes periódicos. É este o entrecuzar de influências que reforça¸ aliás¸ o melting pot e a identidade portuguesa complexa e diversa.

E a divisão regional? Apesar dos contrastes¸ os aspectos comuns e as influências diversificadas e entrecruzadas tomam difícil a definição das regiões. Percebe-se¸ aliás¸ a resistência à regionalização. No fundo¸ "o que caracteriza as regiões geográficas de Portugal é o padrão miúdo e a rica variedade de aspecto e contrastes" (p. 141). As transições são graduais e¸ de novo¸ o Mediterrâneo e o Atlântico marcam os dilemas de definição. "A Estremadura recorda a Ática e o Lácio¸ o Alentejo os planaltos cerealíferos da Sicília¸ mas apenas o Algarve constitui uma fímbria marítima comparável à Fenícia ou ao Levante Espanhol" (p. 142). A faixa litoral portuguesa é entrecortada por falhas e deslocações¸ de idade e natureza diversas¸ por vagas erosivas e pelo contraste entre as gargantas fundas¸ secas no Estio¸ e os grandes rios vindos do centro da Península. As regiões são definidas pela alternância entre as influências mediterrâneas e atlânticas - o Norte Atlântico¸ o Norte Transmontano e o Sul. "À primeira essencialmente oceânica¸ contrapõe-se o bloco de regiões interiores do Nordeste¸ que as montanhas separam das influências marítimas; o baixo Mondego¸ a orla do maciço antigo e o sopé da Cordilheira central¸ limitam-nas a ambas do resto do Pais¸ onde a meridionalidade se traduz pela dominância progressiva do carácter mediterrâneo" (p.144).

O Norte Atlântico é o "tronco antigo e robusto" da nação¸ dominado pela abundância de chuvas¸ pela riqueza da terra e pela vitalidade das populações. E uma região de intensa diversidade e de policultura. O Porto velho é o pólo histórico indiscutível da região¸ mas Braga pontua como sede do velho arcebispado. A diversidade urbana coexiste com a intensidade rural. As montanhas do Minho¸ as serras do Douro e do Vouga assemelham-se¸ mas o povoamento dá-lhes múltiplas facetas na actividade e nas tradições. O Noroeste é¸ desta forma¸ rima "unidade natural definida pelo predomínio dos caracteres atlânticos¸ unidade histórica mantida através de uma população antiga e densa que¸ pelo seu número e homogeneidade¸ veio a constituir o elemento aglutinante do Estado português" (p.148). Nesta síntese feliz¸ O. Ribeiro dá-nos o sinal das diferenças¸ que se unem e se completam¸ e dos elementos comuns. Sentimos a História a fazer sentido - e os reinos cristãos a espraiarem-se naturalmente para a Beira Alta¸ em direcção ao Mondego e à Cordilheira Central¸ passando pelo Dão vinícola e por Viseu e indo até à Estrela¸ "enorme reservatório de águas límpidas e de grandes desníveis" (p.149).

No Norte Transmontano "a paisagem carrega-se de tons severos¸ cinzentos¸ acastanhados. A luz torna-se mais crua¸ a terra mais dura e a gente mais retraída". Para cá do Marão¸ mandam os que cá estão! O arvoredo rareia. Desapareceram os castanheiros¸ a batata cultiva-se no planalto. A Terra Fria e a Terra Quente marcam uma paisagem de extremos. Nas vertentes do Douro¸ os matagais deram lugar no séc. XVII aos formosos vinhedos do "vinho fino"¸ nos terrenos de xisto. A Régua é o epicentro e dali sai o vinho¸ Douro abaixo¸ para se tornar do Porto¸ sob os auspícios da colónia britânica. A praga da filoxera do séc. XX dizimou as vinhas. Algumas foram substituídas por amendoeiras e oliveiras. Mas o vinho continuou a ser o grande símbolo da região¸ que ainda se lembra a memória do Barão de Forrester¸ morto no Douro¸ quando a Ferreirinha¸ D. Antónia¸ se salvou...

No Sul¸ o Alentejo singulariza-se pela monotonia da planície. Mas as terras meridionais são complexas e heterogéneas¸ começando na zona de transição do sopé da Cordilheira Central¸ a sul do Fundão¸ na Portela de Alpedrinha¸ onde a cova da Beira anuncia as planuras de além Tejo¸ indo¸ para oeste¸ através da planície aluvial do Mondego e da cidade de Coimbra até ao grande maciço florestal de Leiria. Depois¸ há o polimorfismo da Estremadura¸ os maciços calcários¸ os barros basálticos dos arredores de Lisboa¸ o microclima da romântica Sintra¸ a área de influência de grande metrópole mediterrânea e a península de Setúbal¸ o santuário natural da Arrábida e a sua floresta mediterrânea. Para leste¸ estão o Ribatejo¸ a lezíria¸ Santarém e o vale celebrado por Garrett em "As Viagens na Minha Terra"¸ que abre para sul na "imensidão de terra lisa ou apenas quebrada em frouxas ondulações..." Aí está Évora¸ "a cidade mais bela de Portugal"¸ no dizer do mestre¸ repositório vivo da história portuguesa. E vêm depois o Baixo Alentejo¸ com Beja como centro¸ e os dois Algarves - a serra e a orla marítima¸ lugar de encanto e amenidades - "nenhuma outra região portuguesa possui uma rede urbana tão antiga¸ tão densa e tão importante"¸ com uma profunda organização romana e muçulmana¸ tendo esta passado quase intacta ao domínio português...

O Portugal de Orlando Ribeiro é uma encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana. Por isso¸ a "severa disciplina da Ciência"¸ a que sempre foi fiel¸ não deveria fazer perder "a amorosa compreensão da terra e da gente¸ que constitui a essência da geografia". Está tudo dito.

JL - 2/4/2003

*****

Voici la Photo du Chêne-liège, ressource extraordinaire de cette région!

  Par Rosario Duarte da Costa








(Photos extraites de Bolsa Total!)

Cet article est incomplet mais, il continuera, en vue de donner aux jeunes, un a perçu de la Vie Humaine!
(Rosario Duarte da Costa)

 



over-blog.com : Vous avez reçu un message

Ce message vous est envoyé par un visiteur grâce au formulaire de contact accessible en bas de page de votre blog: caligrafias-iberes.over-blog.com

MUITO INTERESSANTE...!!!

Muito interessante! : entre Lyon e o Alentejo... (lembro "Alentejo é sangue" de Antunes Varela... e também a paisagem dessa província portuguesa..., mesmo o Cercal...).
Com a velha amizade de
= FG (Barcelona).

Le visiteur qui vous envoie cet e-mail n'a pas eu connaissance de votre adresse de messagerie.

L'adresse qui apparaît comme expéditeur n'a pas été vérifiée.












Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Habits anciens de Alentejo( cartes et photos) - Communauté : Les chroniques de la meute
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Jeudi 10 juillet 2008 4 10 /07 /Juil /2008 10:15

Pas un souffle

L’aurore grimpe les collines

Et les champs fument

De leurs toits fatigués


Tristonnettes les charrues

Sillonnent les heures

Dans un mouvement

Qui s’accorde

Discordant

 

Au pied du miroir

Les mots brûlent

Dans le bouche

Confuse

 

Bavardes les mains

Parlent

Des empreintes de leurs corvées

anciennes

Avec un doigt de mélancolie

 

Visage à terre

L’humain est un fleuve

Où coulent les veines

De sa pensée

Lucide

Coupée par les lames

D’un vent oblique

 

Le sang coule chaud

Sur la terre vivante

Harmonieuse et pure

Les paupières tremblent

Quand l’air perce l’espace

Devant un mur en pierres

Silencieuses

 

La mer a mûrit

Pour oublier elle écume

Le sel de la lumière

Et le jour

Va croître !

 

 

Rosario Duarte da Costa

(Tous droits réservés)

22/02/1997

 

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Jeudi 10 juillet 2008 4 10 /07 /Juil /2008 10:10


Courbe le regard

Sur l’écorce de la nuit

 

Attarde-toi

Sur le jardin mort

Dans l’oubli

Même si ton œil grince

 

L’heure est mauvaise

Et la nuit a

Une clarté brutale


La mer avance

Balayer le ciel

De ce grand silence

Vide

Qui nous entoure

 

Rosario Duarte da Costa

( 17/03/1997)

 

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Mercredi 9 juillet 2008 3 09 /07 /Juil /2008 09:45

  Automne

 

Fin Septembre l’Automne

Est assis à nos pieds

Les syllabes n’ont pas de trace de mer

Qui agonise à la pudeur du vent.

 

Seulement,
Les arbres se dénudent -publiquement-.

On voit des feuilles rouges, jaunes, marrons, 

S’envoler vers le ciel  sans voix.

 

Elles courent approcher les oiseaux

Partant vers le soleil d’en face!

 

C’est le temps à décliner la vie

Dans les doigts du souvenir

Mort des fleurs

Mort des feuilles

                         Mort des amants...

 

Souvenirs amers que le silence murmure

Bouche collée à la terre fatiguée.

 

Mais,

Demain une tache du destin renaîtra

Sur la page du jour.

Improvisation de vie

D’ombres dans les chemins d’hier.
 

Il y aura encore une rose à fleurir

Devant le silence des vitres,

Le miel improvisé

             Dans la musique des saisons.
Demain,
Déjà les feuilles
retourneront leurs yeux
Du vent froid.

Et,
On entendra le chant  muet
de la Splendeur du Destin!


Rosario Duarte da Costa

(1985-in Armaudi! Tous droits réservés)

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Mardi 8 juillet 2008 2 08 /07 /Juil /2008 10:58
   

Loja Ciência Hoje



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Ponha as questões. Nós procuramos quem responda!

Os cientistas vão à escola

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Opinião

Em defesa dos exames nacionais Por Carlos Corrêa

Novo ciclo geológico da Terra pode estar a começar junto à Península Ibérica

:: 2008-07-07

Vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos
Vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos
Os vulcões existentes em Portugal continental estão extintos mas o planeta pode estar a entrar num novo ciclo geológico, com uma zona de subducção a sudoeste da Península Ibérica, e a actividade vulcânica não está excluída. "Com base na distribuição dos sismos, há quem diga que podemos estar a entrar num novo ciclo geológico, que poderá ter como consequência o vulcanismo", afirmou o geólogo José Francisco à agência Lusa.

:: Continuar a Ler... :: Comentários :: Enviar :: RSS :: Todas













Novo ciclo geológico da Terra pode estar a começar junto à Península Ibérica





La revue "Ciência hoje" informe qu'un pourra entrer dans un nouveau cycle géologique
dont les conséquences seront le "Vulcanisme. Un spécialiste indique que les volcans portugais pourront se réveiller un jour!

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Info sur la Terre! - Communauté : Les chroniques de la meute
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Mardi 8 juillet 2008 2 08 /07 /Juil /2008 09:20


Tous ceux qui ne rentrent pas dans le shéma de pensée de la société sont exclus.

Comme le fut cet écrivain.
Pourtant, c'est dans la créativité de chaqun que l'on peut avoir accés à des nouvelles formes de pensée...accèder à d'autres points de vue, s'enrichir!
Saramago, il a donné -par ses écrits- une immense gloire au peuple lusophone.
(par Rosario Duarte da Costa)

José Saramago

 

José de Sousa Saramago est un écrivain lusophone (de langue portugaise), né en 1922 à Azinhaga au Portugal.

Adolescent, il doit abandonner le lycée pour raison financière et suivre une formation de serrurier. Autodidacte, il exerce divers métiers. Il travaille douze ans dans diverses maisons d'édition, puis dans des journaux.

Il s'essaie à l'écriture et publie son premier roman, Terra do pecado ("Terre du péché"), en 1947. Un deuxième roman aurait dû suivre, il est refusé partout.

Membre du Parti communiste depuis 1969, José Saramago a été partie prenante de la révolution des oeillets, en 1974. Il devient numéro deux du Diaro des Noticias, il est licencié un an après, quand les communistes sont vaincus. De 1975 à 1980, Saramago gagne sa vie comme traducteur.

Ce n'est qu’à 58 ans qu'il entre véritablement en littérature, avec son roman, "Levantado do Châo" paru en 1976. Mais, c'est "Le Dieu Manchot" qui lui donnera une véritable notoriété littéraire. Ce roman a rencontré un succès international.

En 1992, le gouvernement portugais l'accuse de porter atteinte au patrimoine religieux des Portugais et censure "l'Évangile selon Jésus-Christ" parce qu'il heurtait la sensibilité catholique (Jésus y fait l'amour avec Marie-Madeleine), José Saramago a quitté le Portugal (mais il lui a dédié son Nobel) et vit sur l'île pelée de Lanzarote, Canaries, avec sa femme espagnole.

Il a reçu en 1995 le prix Camoens qui est la plus haute distinction des lettres portugaises et le prix Nobel de littérature en 1998.

Très engagées à gauche, ses prises de positions font de lui une conscience morale parfois contredite, mais entendue dans le monde entier.



Bibliographie
  • Le Dieu manchot
    Albin-Michel/Métaillé, 1987
  • L'Année de la mort de Ricardo Reis
    Seuil, 1988
  • Le Radeau de pierre
    Seuil, 1990
  • Quasi Objets
    Salvy, 1990
  • Histoire du siège de Lisbonne
    Seuil, 1992
  • L'Évangile selon Jesus-Christ
    Seuil, 1993
  • L'Aveuglement
    Seuil, 1997
  • Tous les noms
    Seuil, 1999
  • Manuel de peinture et de calligraphie
    Seuil, 2000
  • Le conte de l'île inconnue
    Seuil, 2000
  • La caverne
    Seuil, 2002
  • Pérégrinations portugaises
    Seuil, 2003
  • L'autre comme moi
    Seuil, 2005
  • La lucidité
    Seuil, 2006

Les dates sont relatives à la traduction française.




De paysages menteurs

 

De clairs de lune et d’aubes

De parfums et de roses

De vertiges simulés

Que le poème se dénude

De tels vêtements empruntés

Qu’il soit sec et rude

Comme des pierres calcinées

Qu’il ne parle pas du cœur

Ni de choses délicates

Qu’il dise si c’est non

Qu’il ne feigne des mascarades

Qu’il se retire de la honte

S’il sent mouillés les visages

Pour les cris qu’il choisisse

Les oreilles les plus bouchées

Et quand il parlera de moi

Avec des mots amers

Que le poème soit ainsi

Portes et rues fermées

 

Ah que de regrets du oui

Dans les rimes désolées

José Saramago

(In Poèmes possibles)

 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Vendredi 4 juillet 2008 5 04 /07 /Juil /2008 13:53

A l'heure où notre monde moderne a des moyens de communication considérables...
Au moment où la FEMME devrait être reconnue en tant que Femme, Etre Humain, Mère et Citoyenne du Monde...
Il y a encore des situations impondérables, des abus, des suppressions de Liberté...
Alors, je souhaite un Bon retour à Ingrid auprès des siens et, je lui dis ""n'abandonne jamais ton combat pour La Liberté"!
Rosario Duarte da Costa

Maintenant 



LE MONDE.FR - Les titres du jour

jeudi 3 juillet 2008
http://www.lemonde.fr
A LA UNE

Ingrid Betancourt retrouve sa famille à Bogota
La famille d'Ingrid Betancourt est arrivée à Bogota, mercredi, à bord d'un avion de la présidence française. L'ancienne otage a retrouvé ses enfants. "C'est le paradis", a-t-elle dit, remerciant de nouveau Dieu "pour ce moment si beau". 
http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2008/07/03/la-liberation-d-ingrid-betancourt-minute-par-minute_1065668_3222.html#xtor=EPR-32280123&ens_id=1065672

Vidéo : Les retrouvailles de la famille Betancourt
http://www.lemonde.fr/web/video/0,47-0@2-3222,54-1066118@51-1065672,0.html#xtor=EPR-32280123

Editorial du "Monde" : Signal de paix
http://www.lemonde.fr/opinions/article/2008/07/03/signal-de-paix_1065877_3232.html#xtor=EPR-32280123&ens_id=1065672
 

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Ingrid Betancourt (Otages ) - Communauté : Les chroniques de la meute
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Jeudi 3 juillet 2008 4 03 /07 /Juil /2008 13:30




Le Temps qui passe
et le temps qui naît
c'est un des mystères de la vie...


*****

Le poéte est un fou qui se reconnaît!

*****
Avoir une vision, c'est  prétendre voir avec un seul oeil.
Avoir beaucoup de visions c'est prétendre avoir plusieurs yeux!

*****

Un chien enragé, c'est un chien qui n'a pas atteint ses objectifs!

*****
Une puce qui ne saute pas est au bord de la mort!

 

( Rosario Duarte da Costa)
(tous droits reservés 1995)



Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Pensées en vrac... - Communauté : Les chroniques de la meute
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Mercredi 2 juillet 2008 3 02 /07 /Juil /2008 14:12



Entre nous

Il n’y a

Ni amour, ni haine.

Il y a juste
cette indifférence

 -grandissante-,

Qui se cache

Dans la chevelure d’une ombre ,

Qui erre

Dans le soir sans but

De nos yeux !
Rosario duarte da Costa
12/03/1997
(tous droits réservés)

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Poésie - Communauté : Revue poésie et nouvelles
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Mercredi 2 juillet 2008 3 02 /07 /Juil /2008 14:05
Cristo Rei
Foto téléchargée (auteur: Maura Silva)

Depuis Almada, voici le Christ Roi, de bras ouvers vers le Tage et la ville de Lisbonne!


Foto de Joao Palmela!

De Almada (vieille ville), on peut regarder Lisboa de l'autre côté du Tage...
La lumière éblouissante tombe sur les êtres, sans leur demander leur identité!



Foto de Joao Palmela

Regardez la clarté. C'est une lumière de cristal qui se mélange au bleu, pour donner un bleu pâle dans l'azur du ciel!
Il y a un contraste avec le bleu mer et le vert du Tage!

(Foto de Joao Palmela!)

Le Pont dit initialment Salazar est devenu Pont du 25 Avril, suite à la révolution des oeillets(1974)

Pour la petite anedocte, mon papa m'a fait marcher sur la ferraille de ce
pont, alors qu'il n'était constitué que de son squelette!


vista de almada. sobre ponte 25 de Abril.
(foto olhares.com)


Voici la vue nocturne du fleuve et du pont lors du regard qui s'en va de Almada vers Lisboa!

Depuis, un autre pont est  né mais, celui-là a traversé tout mon histoire!

En hommage à mes amis de jeunesse, en particulier à Rosa Leonor, Inacio, Teresa e, enfin Romeo Correia et famille...


ROMEO CORREIA

Ecrivain, Homme de Théatre, Militant politique, Homme de Coeur!
A notre amitié. Rosario!
22-06-2003
 

P O R T U G A L

Format de fichier: PDF/Adobe Acrobat - Version HTML
puede junto con la singular trayectoria de uno de sus más fecundos escritores de teatro: Romeu Correia. Cf. Alexandre M. Flores, Romeu Correia. ...
www.aat.es/pdfs/drama11.pdf - Pages similaires


Almada...

Sur une rive du Tage, il y a Lisboa!
Et, sur l'autre il y Almada!
Durant ma jeunesse j'ai traîné mes pas d'un bord à l'autre, du matin au soir!
Ce n'était pas une corvée mais, une gourmandise de vivre sur le fleuve dans mes jeunes années!

En 1971, de retour au Portugal j'ai revécu dans cette ville avec mon premier enfant!

Alors Juliette, tu t'en souviens? De mes matins -chez toi-, en longues conversations avec Romeo (ton père) et de nos après-midi et soirs au "Dragao Vermelho", autour d'un café, avec nos discussions interminables?
Tes parents habitaient alors près du jardin de Almada; ils étaient devenus des amis, des proches. J'avais une grande symbiose avec ton père!
J'ai reçu en Juin (2008)une invitation de la Mairie( Câmara) de Almada. Je ne pourrais pas y être. Mais, le nom de ton Père me revient, doux et ami, comme en ces années là où j'étais parmi vous!

Donne-moi des nouvelles. Rosario
Vista de Almada

Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Auteurs Lusophones... - Communauté : Les chroniques de la meute
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